NOSSAS REDES

ACRE

Vamos fazer da proteção das crianças contra a violência uma prioridade | Direitos da Criança

PUBLICADO

em

A primeira Conferência Ministerial Global sobre o Fim da Violência contra as Crianças, que se realizará esta semana em Bogotá, Colômbia, é uma oportunidade imperdível para os governos investirem no nosso futuro colectivo.

Todos os dias, muitos milhões de crianças em todo o mundo são vítimas de violência nas suas casas e comunidades, escolas e áreas afetadas por conflitos. Não precisa ser assim. Todas as crianças têm o direito de viver num mundo onde sejam respeitadas, protegidas e seguras, e é nossa responsabilidade tornar isso uma realidade.

Como co-anfitriões do primeiro Conferência Ministerial Global sobre o Fim da Violência contra as Criançasinstamos os líderes a imaginar, e depois a agir, com a confiança de que alcançar este Objetivo de Desenvolvimento Sustentável não é apenas uma aspiração, mas também atingível.

Através da Agenda 2030, os líderes comprometeram-se a criar um mundo em que todas as crianças cresçam livres de violência. Em conformidade com a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, os governos estabeleceram as primeiras metas globais para acabar com todas as formas de violência contra as crianças. A menos que aceleremos rapidamente o progresso, não conseguiremos atingir estas metas e falharemos com as crianças do mundo.

Todos os anos, mais de metade das crianças do mundo são vítimas de violência – mais de mil milhões de rapazes e raparigas – uma estatística que demonstra o nosso fracasso colectivo em proteger os nossos cidadãos mais vulneráveis. Esta violência manifesta-se de muitas formas. Um tapa forte na cara em casa ou na escola. Uma arma letal nas ruas. Abuso de um parente no círculo de confiança. Uma barragem de balas e bombas da guerra. Um ciclo de negligência. Um ataque violento de abuso online.

As consequências duram vidas inteiras e abrangem gerações. Existe uma correlação dramática entre a experiência de violência na infância e um risco aumentado de doenças mentais, doenças e problemas sociais. As crianças afetadas pela violência em casa são muito mais vulneráveis ​​a quase todas as outras formas de violência e exploração, incluindo online.

É crucial reconhecer que a violência que afecta hoje mil milhões de crianças irá minar a saúde, a prosperidade e a estabilidade das nossas sociedades amanhã. Esta violência acarreta custos sociais e económicos catastróficos, corroendo todos os investimentos feitos na educação das crianças, na saúde mental e no bem-estar físico.

Não há caminho para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável sem reduzir significativamente a violência sofrida por mais de uma em cada duas crianças todos os anos.

A boa notícia é que sabemos o que funciona. Somos a primeira geração a compreender as soluções para prevenir a violência contra as crianças e temos a responsabilidade de agir – desde a promoção de uma parentalidade positiva e a quebra do ciclo de violência familiar, até à garantia de ambientes de aprendizagem seguros nas escolas e ao equipamento dos trabalhadores da linha da frente para proteger crianças em situações de alto risco. No nosso mundo cada vez mais online, a proteção pode ser fornecida desde o início e desde o início. Existe um modelo de soluções económicas para cada governo adaptar ao seu contexto nacional.

Isto é importante porque quando estratégias comprovadas são aplicadas de forma eficaz, elas funcionam. Países de todas as regiões e níveis de rendimento alcançaram reduções significativas e sustentadas da violência – até 50 por cento no curto e médio prazo. A prevenção a longo prazo é mais eficaz e económica do que abordar as consequências do trauma.

No entanto, a oportunidade – e a responsabilidade – de manter todas as crianças seguras continua por concretizar. Os progressos têm sido inconsistentes e a resposta política não correspondeu à escala do desafio.

Uma oportunidade para mudanças transformadoras está no horizonte. Esta semana, os governos da Colômbia e da Suécia, em parceria com a Organização Mundial da Saúde, a UNICEF e o representante especial do secretário-geral da ONU para a violência contra as crianças, acolherão a primeira Conferência Ministerial Global sobre o Fim da Violência contra as Crianças, em Bogotá, Colômbia. Este evento histórico reunirá mais de 130 governos, 90 ministros e aliados infantis, jovens, sobreviventes, académicos e filantrópicos para impulsionar uma mudança transformadora.

Agora é o momento de tomar medidas decisivas para proporcionar avanços aos milhares de milhões de crianças afectadas pela violência todos os anos. Devemos priorizar o financiamento e a implementação de soluções baseadas em evidências. Devemos garantir que as crianças estão seguras e são vistas nas suas casas, comunidades, escolas e online e comprometer-nos a garantir que todas as crianças vítimas de violência possam aceder aos serviços de apoio de que necessitam.

Enfrentamos uma escolha. Tal como Nelson Mandela afirmou no lançamento do primeiro relatório sobre a violência contra as crianças, há 20 anos: “A segurança não acontece simplesmente; eles são o resultado de consenso e investimento coletivo.”

Em muitos aspectos, a decisão é a mais fácil de tomar – garantir que todas as crianças estejam protegidas, investir no nosso futuro. Mas requer liderança – acção corajosa proporcional à escala do desafio. A conferência desta semana é o momento para todos os governos afirmarem que proteger as crianças da violência é a sua prioridade.

As opiniões expressas neste artigo são dos próprios autores e não refletem necessariamente a posição editorial da Al Jazeera.



Leia Mais: Aljazeera

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Ufac realizou a cerimônia de certificação dos estudantes concluintes do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAp), referente ao ano letivo de 2025. Pela primeira vez, a solenidade ocorreu no campus-sede, na noite dessa quinta-feira, 29, no Teatro Universitário, e marcou o encerramento de uma etapa da formação educacional de jovens que agora seguem rumo a novos desafios acadêmicos e profissionais.

A entrada da turma Nexus, formada pelos concluintes do 3º ano, foi acompanhada pela reitora Guida Aquino; pelo diretor do CAp, Cleilton França dos Santos; pela vice-diretora e patronesse da turma, Alessandra Lima Peres de Oliveira; pelo paraninfo, Gilberto Francisco Alves de Melo; pelos homenageados: professores Floripes Silva Rebouças e Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti; além da inspetora homenageada Suzana dos Santos Cabral.

Guida destacou a importância do momento para os estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar. Ela parabenizou os formandos pela conquista e reconheceu o papel essencial dos professores, da equipe pedagógica e dos familiares ao longo da caminhada. “Tenho certeza de que esses jovens seguem preparados para os próximos desafios, levando consigo os valores da educação pública, do conhecimento e da cidadania. Que este seja apenas o início de uma trajetória repleta de conquistas. A Ufac continua de portas abertas e aguarda vocês.”

Durante o ato simbólico da colocação do capelo, os concluintes reafirmaram os valores que orientaram sua trajetória escolar. Em nome da turma, a estudante Isabelly Bevilaqua Rodrigues fez o discurso de oradora.

A cerimônia seguiu com a entrega dos diplomas e as homenagens aos professores e profissionais da escola indicados pelos concluintes, encerrando a noite com o registro da foto oficial da turma.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Especialização em Enfermagem Obstétrica tem aula inaugural — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Especialização em Enfermagem Obstétrica tem aula inaugural — Universidade Federal do Acre

O curso de especialização em Enfermagem Obstétrica teve sua aula inaugural nesta terça-feira, 27, na sala Pedro Martinello do Centro de Convenções, campus-sede da Ufac. O curso é promovido pela Universidade Federal de Minas Gerais, com financiamento do Ministério da Saúde, no âmbito da Rede Alyne; a Ufac é um dos 39 polos que sedia essa formação em nível nacional.

A especialização é presencial, com duração de 16 meses e carga horária de 720 horas; tem como objetivo a formação e qualificação de 21 enfermeiros que já atuam no cuidado à saúde da mulher, preparando-os para a atuação como enfermeiros obstetras. A maior parte dos profissionais participantes é oriunda do interior do Estado do Acre, com predominância da regional do Juruá.

“Isso representa um avanço estratégico para o fortalecimento da atenção obstétrica qualificada nas regiões mais afastadas da capital”, disse a coordenadora local do curso, professora Sheley Lima, que também ressaltou a relevância institucional e social da ação, que está alinhada às políticas nacionais de fortalecimento da atenção à saúde da mulher e de redução da morbimortalidade materna.

A aula inaugural foi ministrada pela professora Ruth Silva Lima da Costa, com o tema “Gravidez na Adolescência e Near Miss Neonatal na Região Norte: Dados da Pesquisa Nascer no Brasil 2”. Ela é doutora em Ciências da Saúde pela Fiocruz, enfermeira da Ufac e docente da Uninorte.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Calendário 2026 do Acre: Veja o calendário do Governo e Judiciário que vai ditar o ritmo do ano

PUBLICADO

em

Foto de capa [internet]

Clique aqui para baixar o calendário estadual completo: Decreto 11.809, Calendário 2026 Acre, ed. 14.173-B, de 22.12.2025

Há quem organize a vida por metas, há quem organize por boletos… e existe um grupo que planeja o ano inteiro por uma régua silenciosa, porém poderosa: o calendário oficial. Desde início de janeiro, essa régua ganhou forma no Acre com dois instrumentos que, na prática, definem como o Estado vai pulsar em 2026 — entre atendimentos, plantões, prazos, audiências e aquele respiro estratégico entre uma data e outra.

De um lado, o Governo do Estado publicou o Decreto nº 11.809, de 22 de dezembro de 2025, fixando feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos do Poder Executivo, do dia 1º de janeiro ao último dia do ano, com a ressalva de que serviços essenciais não podem parar.

Do outro, o Tribunal de Justiça do Acre respondeu com a sua própria cartografia do tempo: a Portaria nº 6569/2025, que institui o calendário do Poder Judiciário acreano para 2026, preservando o funcionamento em regime de plantão sempre que não houver expediente. O texto aparece no DJe (edição nº 7.925) e também em versão integral, como documento administrativo autônomo.

Clique aqui para baixar o calendário forense completo: DJE – Portaria 6.5692025, edição 7.925, 22.12.2025

O “mapa do descanso” tem regras — e tem exceções

No calendário do Executivo, as datas nacionais aparecem como pilares já conhecidos (como Confraternização Universal, Tiradentes, Dia do Trabalho, Independência, Natal), mas o decreto também reforça a identidade local com feriados estaduais e pontos facultativos típicos do Acre.

Chamam atenção duas engrenagens que costumam passar despercebidas fora da rotina pública:

  1. ponto facultativo não é sinônimo de folga garantida — a chefia pode convocar para expediente normal por necessidade do serviço;
  2. quando o servidor é convocado nesses dias, o decreto prevê dispensa de compensação para quem cumprir horário no ponto facultativo.

No Judiciário, a lógica é parecida no objetivo (manter o Estado funcionando), mas diferente na mecânica. A Portaria do TJAC prevê expressamente que, havendo necessidade, pode haver convocação em regime de plantão, respeitando-se o direito à compensação de horas, conforme regramento administrativo interno.

Quando o município faz aniversário, a Justiça muda o passo

O “calendário do fórum” também conversa com o mapa das cidades. A Portaria prevê que, em feriado municipal por aniversário do município, não haverá expediente normal nas comarcas correspondentes — apenas plantão. E, quando o município declara ponto facultativo local, a regra traz até prazo de comunicação no interior: pelo menos 72 horas de antecedência para informar se haverá adesão.

É o tipo de detalhe que não vira manchete — mas vira realidade para quem depende de balcão, distribuição, atendimento e rotina de cartório.

Um ano que já começa “com cara de planejamento”

Logo na largada, o Executivo lista 1º de janeiro como feriado nacional e já prevê, para 2 de janeiro, ponto facultativo (por decreto específico citado no anexo). Também aparecem o Carnaval e a Quarta-feira de Cinzas como pontos facultativos, desenhando, desde cedo, o recorte de semanas que tendem a ser mais curtas e mais estratégicas.

No Judiciário, a Portaria organiza o mesmo período com olhar forense — e, além de datas comuns ao calendário civil, agrega as rotinas próprias do Poder Judiciário, preservando a prestação jurisdicional via plantões e regras de compensação.

Rio Branco também entra no compasso de 2026

Para além do calendário estadual e do Judiciário, a capital também oficializou seu próprio “mapa do tempo”: o Prefeito de Rio Branco editou o Decreto Municipal nº 3.452, de 30/12/2025, estabelecendo os feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos e entidades do Poder Executivo Municipal, com referência expressa ao calendário do Estado.

Na prática, a cidade reforça o mesmo recado institucional: serviços essenciais não param, funcionando por escala ou plantão, e os gestores ficam autorizados a convocar servidores em dias de ponto facultativo, sem exigência de compensação para quem cumprir expediente. No anexo, aparecem datas que impactam diretamente a rotina da população, como o Carnaval (16 a 18/02, ponto facultativo), o Dia do Servidor Público (28/10, ponto facultativo) e o Aniversário de Rio Branco (28/12, feriado municipal) — fechando o ano com a véspera de Ano Novo (31/12, ponto facultativo).

Clique aqui para baixar o calendário municipal completo: DOE, edição 3.452, de 30.12.2025 – Calendário Prefeitura de Rio Branco-AC

Por que isso importa 

O calendário oficial é mais do que uma lista de “dias marcados”: ele é o roteiro do funcionamento do Estado. Para o cidadão, significa previsibilidade; para advogados e jurisdicionados, significa atenção ao modo como cada órgão funcionará em datas críticas; para gestores, significa logística e escala; e para o próprio Acre, significa um desenho institucional que equilibra tradição, trabalho e continuidade.

Skip to PDF content

Continue lendo

MAIS LIDAS