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‘Vamos ver quem vai embora’: o impasse presidencial da Geórgia se aproxima do ponto crítico | Geórgia

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Pjotr Sauer

Todos os olhos em Geórgia estão fixados no elegante Palácio Orbeliani do século XIX, em Tbilisi, onde um momento decisivo se aproxima. Quem ocupará os seus salões no dia 29 de dezembro?

No domingo, a presidente pró-ocidental da Geórgia, Salome Zourabichvili, deverá entregar as chaves ao seu sucessor, Mikheil Kavelashvili, um antigo jogador de futebol que se tornou político de extrema-direita e que é apoiado pelo partido governante e cada vez mais autoritário Georgian Dream (GD). .

Zourabichvili, cujo papel como presidente é cerimonial, mas que fez dela uma líder simbólica da oposição, insiste que não vai renunciar e qualificou de ilegítimo o governo liderado pelo GD.

Recentemente, ela compartilhou uma foto da decoração de Ano Novo na residência presidencial, que apresentava um grande trem como parte da exibição. “Eles colocaram um trem em frente ao Palácio Orbeliani”, escreveu ela no Facebookacrescentando: “Vamos ver quem vai embora”.

Apoiadores de Salome Zourabichvili marcham em direção ao palácio cerimonial em Tbilisi no dia de Natal. Fotografia: Anadolu/Getty

Em resposta, Irakli Kobakhidze, primeiro-ministro da Geórgia e presidente do GD, disse que Zourabichvili enfrentaria consequências legais se decidisse permanecer no cargo.

“Vamos ver onde ela vai parar, atrás das grades ou fora”, disse ele numa conferência de imprensa em Tbilisi esta semana.

O impasse mergulhou o país numa crise política, cujo resultado poderá moldar a trajectória da Geórgia nos próximos anos, à medida que o país é puxado entre Rússia e o oeste.

Mesmo para a Geórgia – uma pequena nação situada nas montanhas do Cáucaso e com uma história turbulenta de oscilação entre aspirações democráticas e períodos de dura repressão – estes são tempos extraordinários, marcados por protestos em massa e por uma incerteza crescente.

Thomas de Waal, pesquisador sênior da Carnegie Europa thinktank e especialista na região, disse: “Acho que ninguém sabe o que acontece a seguir. Parece que estamos entrando em uma fase de escalada. Nenhum dos lados vai recuar no curto prazo.”

Dezenas de milhares de pessoas têm levado saíram às ruas de Tbilisi e de outras cidades da Geórgia quase diariamente durante as últimas três semanas para protestar contra o GD e a sua direção cada vez mais antiliberal e pró-Moscou.

O partido no poder, que está no poder desde 2012, foi fundado pelo sombrio bilionário Bidzina Ivanishvili, que fez fortuna na Rússia durante a década de 1990.

A faísca inicial dos protestos, que se espalharam por gerações e classes sociais, foi um discurso recente da liderança do GD anunciando a sua decisão de suspender as negociações de adesão à UE. A medida gerou indignação na Geórgia, onde até 80% dos 3,8 milhões de habitantes apoiam a adesão à UE.

Os manifestantes reúnem-se em frente ao parlamento georgiano no terceiro dia de manifestações contra a decisão de suspender as negociações de adesão da Geórgia à UE. Fotografia: Anadolu/Getty

As tensões no país, no entanto, vêm aumentando há meses. GD ganho eleições legislativas controversas em Outubro. Muitos georgianos acreditam que os resultados foram fraudulentos, com os observadores eleitorais internacionais a levantarem preocupações sobre pressão, intimidação e compra de eleitores.

A oposição, liderada por Zourabichvili, rejeitou os resultados como injustos e apelou a novas eleições.

A polícia tem recorrido cada vez mais à força e à intimidação num esforço para dispersar as manifestações, prendendo manifestantes e membros da oposição. Muitos georgianos ficaram consternados com o nível de violência dirigido a jornalistas e manifestantes, e começaram a aparecer sinais de fissuras no seio da elite do país.

Vários altos embaixadores georgianos demitiram-se em protesto, e centenas de funcionários públicos e figuras militares emitiram cartas condenando a decisão de suspender as negociações de adesão à UE, embora não tenha havido deserções notáveis ​​da GD.

Após as eleições parlamentares, o partido no poder nomeou Kavelashvili como presidente, uma medida que marcou o fim da última instituição política independente da Geórgia que não estava sob o controlo do GD.

Kavelashvili, ex-atacante da Premier League pelo Manchester City, emergiu como um agitador ultranacionalista depois de ser eleito para o parlamento em 2016.

Mikheil Kavelashvili é amplamente considerado uma figura de proa controlada pela bilionária Bidzina Ivanishvili, fundadora do partido Georgian Dream. Fotografia: Serviço de Imprensa do Parlamento da Geórgia/EPA

O homem de 53 anos é lembrado considerado quieto e modesto por ex-companheiros de equipe, mas agora é conhecido por sua feroz retórica antiocidental e ataques à oposição. Ele é amplamente considerado uma figura de proa controlada por Ivanishvili.

Os manifestantes zombaram de Kavelashvili por não ter diploma universitário, o que anteriormente o desqualificava para concorrer à liderança da Federação Georgiana de Futebol.

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Ele também foi um defensor proeminente do polêmico estilo russo “agente estrangeiro” lei, que acabou por ser adoptada pelo parlamento georgiano no meio de protestos em massa no passado mês de Maio.

A legislação foi rotulada de “lei russa” por críticos que a comparam àquela introduzida pelo Kremlin uma década antes para silenciar a dissidência política nos meios de comunicação social e noutros locais.

O contraste entre Kavelashvili e Zourabichvili dificilmente poderia ser maior. Nascida em Paris em 1952, Zourabichvili é descendente de uma família que fugiu da Geórgia depois que a União Soviética absorveu o país em 1921. Inicialmente eleita para a presidência em 2018 com o apoio do GD, desde então emergiu como uma das críticas mais veementes do partido.

“Zourabichvili é a voz da Geórgia europeia. Para muitos, ela é o último poder legítimo”, disse o Prof Kornely Kakachia, diretor do thinktank Georgian Institute of Politics, com sede em Tbilisi.

Grande parte do resultado do impasse presidencial dependerá da resposta do Ocidente e de se este continuará a reconhecer Zourabichvili como um líder legítimo, disse ele.

Durante um recente discurso em Bruxelas, Zourabichvili apelou à UE para que pressionasse o governo liderado pelo GD a realizar novas eleições.

Mas muitos dentro e fora da Geórgia temem que uma Europa politicamente fracturada, onde os líderes se debatem com crises internas, possa não ter força de vontade para desafiar o GD.

Zourabichvili disse aos legisladores da UE: “Se formos honestos, a Europa até agora não viveu plenamente o momento. Até agora, a Europa respondeu ao desafio a meio caminho. Onde os georgianos têm lutado dia e noite, os europeus demoraram a acordar e a reagir.” O GD encontrou os seus próprios aliados na Europa, na Hungria e na Eslováquia – ambos com líderes populistas e amigos da Rússia. Os dois países da Europa Central bloquearam este mês um pacote proposto de sanções da UE contra importantes autoridades georgianas.

Também houve rumores de que GD espera beneficiar da segunda presidência de Trump, que pode ser menos focada nos direitos humanos.

Para manter a pressão sobre o GD, o eurodeputado holandês Reinier van Lanschot instou os principais estados membros da UE, como a Alemanha, a França e a Polónia, a reunirem outros países do bloco para imporem sanções bilaterais diretas contra o governo georgiano.

“O principal é manter o ritmo. Caso contrário, a Geórgia poderá tornar-se uma ditadura”, disse Van Lanschot ao Guardian após uma recente visita ao país.

Por enquanto, os próximos passos de Zourabichvili permanecem uma incógnita.

Duas fontes que conversaram recentemente com ela disseram que ela ainda estava avaliando suas opções. Estas supostamente incluem forçar a polícia a removê-la fisicamente do palácio presidencial, ou organizar uma manifestação em massa fora do palácio no dia da inauguração e criar um escritório paralelo.

O que é mais certo é que haverá novos protestos que provavelmente serão seguidos por mais repressões.

“Se o Sonho Georgiano quiser realmente permanecer no poder, poderemos ver uma escalada da sua parte, o que é arriscado para todos”, disse De Waal. Descreveu isto como o “cenário bielorrusso”, referindo-se aos milhares de manifestantes na Bielorrússia que foram detidos, alguns torturados e posteriormente encarcerados em 2020 e 2021 durante uma repressão brutal.

“Um lado terá que ceder, eventualmente”, disse ele.



Leia Mais: The Guardian

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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre

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2026.09.24 Visita ao laboratório Charles Mérieux (2).jpg

A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.

O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.

A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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