NOSSAS REDES

ACRE

Verão começa com 18 praias impróprias para banho em SP – 22/12/2024 – Cotidiano

PUBLICADO

em

Marcelo Toledo

O verão começou neste sábado (21) com 18 praias do litoral paulista impróprias para banho em sete cidades, mostra o mapeamento de qualidade das praias da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).

De acordo com o mapa, o número de praias inadequadas para balneabilidade neste final de semana representa 10,3% dos 175 locais monitorados pela agência ambiental paulista.

O litoral norte concentra os locais impróprios, com 13 pontos, em São Sebastião (6 locais), Ubatuba (4), Caraguatatuba (2) e Ilhabela (1). Os outros cinco estão na Baixada Santista: Praia Grande (3), Guarujá (1) e Mongaguá (1).

O sistema é aberto para consulta dos banhistas, que podem utilizá-lo para definir a praia mais adequada na cidade em que está, de acordo com a gerente do setor de águas litorâneas da Cetesb, Cláudia Lamparelli. O mapeamento interativo oferece um retrato mais instantâneo do cenário, segundo ela.

Todas as praias analisadas em Santos, Bertioga, São Vicente, Itanhaém, Peruíbe, Cubatão, Iguape e Ilha Comprida, portanto, estão próprias para banho neste início de verão, conforme os dados da Cetesb.

As praias impróprias em São Sebastião são Cigarras, Prainha, Arrastão, Pontal da Cruz, Porto Grande e Preta do Norte, num universo de 30 pontos monitorados semanalmente —é o segundo município litorâneo com mais locais analisados, atrás de Ubatuba, com 35.

Rio Itamambuca, Itaguá (com dois locais de medição) e Lázaro são os locais que iniciam o verão impróprios em Ubatuba.

Já em Caraguatatuba, com 15 locais analisados, estão impróprias as praias Indaiá e Centro, enquanto o único dos 19 locais monitorados em Ilhabela a não ter condições propícias para banho é Itaquanduba.

“O objetivo é que a informação chegue às pessoas. Às vezes ela chega à praia e não encontra a bandeira, porque ela está no local em que é feita a amostragem e, com a praia muito cheia, eventualmente ela não consegue visualizar. Aí ela encontra a que seja mais adequada para ela, que não ofereça risco à saúde dela e da família”, disse a gerente. Outra maneira de consultar a situação das praias é pelo aplicativo para smartphones.

Na Baixada Santista, Praia Grande tem 3 dos seus 12 pontos de medição em condições inadequadas: Aviação, Vila Mirim e Maracanã. Perequê, em Guarujá, e Vera Cruz, em Mongaguá, completam a lista.

Perequê e Itaguá, em Ubatuba, foram as duas praias mais sujas de São Paulo no último ano. Ambas só estavam próprias para banho em uma das 52 semanas de análise da Cetesb entre novembro do ano passado e outubro.

Nadar em áreas consideradas impróprias para banho pode provocar problemas de saúde, principalmente doenças gastrointestinais ou de pele, como micoses.

RISCO DA ÁGUA SUJA

Especialistas recomendam, além de o banhista não entrar na água quando ela estiver imprópria, que ele evite tomar banho no mar depois chuvas intensas e também não se banhar em locais que desaguem no mar.

A maioria dos pontos de medição tem análise semanal da Cetesb, mas há locais em que o monitoramento intensivo não é necessário, e as avaliações ocorrem mensalmente e/ou com frequência maior no verão.

No total, a Cetesb monitora 175 locais em praias de 15 municípios, dos quais 157 tem análise semanal. O total de pontos é idêntico ao cenário dos últimos dois anos.

O litoral norte concentra 99 pontos, ou 56% do total, ante 71 da Baixada Santista, distribuídos por nove municípios (Santos, Guarujá, Bertioga, Praia Grande, São Vicente, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe e Cubatão). Os outros pontos são analisados pelo órgão ambiental no extremo sul do estado, em Iguape e Ilha Comprida.

De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a previsão para o verão no Sudeste do país é de condições favoráveis a chuvas ligeiramente abaixo da média histórica em toda a região.

“Porém, tratando-se do período historicamente chuvoso dessa região, não se descarta a ocorrência de chuvas expressivas, por exemplo durante a ocorrência de episódios de zona de convergência do Atlântico Sul. Para a temperatura, as previsões indicam valores acima da média”, diz nota técnica conjunta do Inmet e do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) sobre o prognóstico climático do verão.



Leia Mais: Folha

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS