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Verificação de fatos: Os oficiais do ICE foram instruídos a evitar uniformes durante a votação nos EUA? | Notícias das Eleições de 2024 nos EUA
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EXPLICADOR
Uma alegação viral sugere que os agentes de imigração foram orientados a não usar uniformes para evitar assustar os migrantes indocumentados. Não é verdade.
Por Kwasi Gyamfi Asiedu Free Mp3 Download Polifato
Publicado em 6 de novembro de 20246 de novembro de 2024
Um vídeo viral e enganoso do Instagram afirmou que os líderes da Imigração e Alfândega dos EUA proibiram os funcionários de usar uniformes nas urnas para evitar alarmar os não-cidadãos que estavam votando, durante a votação de 5 de novembro.
“Acabei de receber a notícia de que no Arizona e na Pensilvânia… eles foram informados por seus superiores de que, quando forem votar amanhã, não poderão usar seus uniformes ou distintivos”, disse o comentarista conservador Ben Bergquam em um comunicado de 5 de novembro. Vídeo Instagram.
“E eles acreditam que é porque Kamala Harris e Joe Biden não querem intimidar o voto de estrangeiros ilegais”, acrescentou.
Bergquam repetiu estas afirmações numa entrevista naquela manhã com Steve Bannon, antigo conselheiro do ex-presidente Donald Trump, o candidato presidencial republicano.
Os agentes do gelo são orientados a não usar uniformes para votar hoje. Você pode acreditar nessa besteira?
Na verdade sim, sim, posso. pic.twitter.com/ODEAqd4DPB
— 🇺🇸Terra da ILUSÃO🇺🇸 (@Landofillusion1) 5 de novembro de 2024
O vídeo do Instagram foi sinalizado como parte dos esforços da Meta para combater notícias falsas e desinformação em seu Feed de Notícias. (Leia mais sobre nosso parceria com Metaproprietária do Facebook, Threads e Instagram.)
O porta-voz da Casa Branca, Andrew Bates, disse ao PolitiFact que a afirmação era falsa.
Primeiro, os não-cidadãos não são elegíveis para votar nas eleições federais. Os não-cidadãos que votam enfrentam sanções federais e estaduais, incluindo prisão e, se estiverem ilegalmente no país, deportação.
Em segundo lugar, a lei federal proíbe actividades armadas e de aplicação da lei civil nos locais de votação, excepto quando for “necessário para repelir inimigos armados dos Estados Unidos”. Esta disposição impede a fiscalização da imigração nos locais de votação.
Os diretores de campo e agentes responsáveis lembraram os funcionários de não usarem uniformes e outras marcações durante a votação, citando o código dos EUA.
“Como todos os policiais federais, os policiais e agentes da agência estão proibidos por lei federal de tomar medidas de fiscalização nos locais de votação”, disse o porta-voz do Departamento de Imigração e Alfândega, Jeff Carter, ao PolitiFact.
Esta não é a primeira vez que agências federais lembram os funcionários sobre a conduta durante as eleições. Em 2020, durante a presidência de Trump, o Departamento de Defesa lembrou aos militares sobre a política uniforme.
“Todos os membros das forças armadas, incluindo membros da ativa, membros dos componentes da reserva que não estão na ativa e membros aposentados estão proibidos de usar uniformes militares em campanhas políticas ou eventos eleitorais”, disse um lembrete do departamento de 2020.
A lei federal proíbe os militares de interferir nos processos eleitorais.
Alguns estados, incluindo Nova Iorque e Maryland, também proíbem os civis de usarem roupas de estilo militar nos locais de votação.
A afirmação de que os funcionários do ICE foram instruídos a não usar uniformes nas urnas para não intimidar os não-cidadãos que votam contém um elemento de verdade, mas ignora factos críticos que dariam uma impressão diferente. Reflete uma lei de longa data sobre a actividade de aplicação da lei civil nos locais de votação.
Classificamos a afirmação como predominantemente falsa.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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