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Vice-governadora Mailza Assis participa de evento sobre saneamento básico na Amazônia com presença do ministro Waldez Góes

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Fhaidy Acosta

Para dialogar sobre soluções e parcerias que contribuam para o desenvolvimento dos serviços de saneamento em todo o estado, a  vice-governadora, Mailza Assis, participou do seminário sobre a Solução para o Saneamento Básico na Amazônia – O Modelo Inovador do Amapá, que contou com a presença e palestra do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes. O seminário promovido pelo senador da República, Alan Rick, foi realizado nesta quinta-feira, 19, às 16h, no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AC).

Representando o governador Gladson Cameli, Mailza destacou o compromisso do Estado para o desenvolvimento regional. Foto: Felipe Freire/Secom

A vice-governadora, agradeceu a presença do ministro Waldez no Acre, para tratar uma importante pauta que é o saneamento básico. A gestora enfatizou a importância do planejamento e desenvolvimento de projetos que contribuam para a promoção da dignidade e prosperidade para a população acreana.

Durante o período em que governou o Amapá, Góes implementou um modelo pioneiro de concessão dos serviços de saneamento no Brasil. Idealizador do projeto, ele executou o papel de articulador intermunicipal que resultou na adesão de 16 prefeitos ao Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) do serviço de abastecimento de água e esgotamento sanitário. A consolidação do modelo garantiu investimentos de R$ 4,8 bilhões no setor pelos 10 anos subsequentes à concessão, ocorrida em 2021. De imediato, R$ 930 milhões — valor do arremate da concessão — foram repassados às prefeituras para aplicação em infraestrutura e investimentos para os munícipes.

Ministro traz sua experiência de sucesso desenvolvida no Amapá. Foto: Felipe Freire/Secom

Com relação ao modelo, Waldez explicou. “Hoje, se pode fazer em um ano uma modelagem dessa e podemos fazer pelo governo federal, através do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, que tem um fundo lançado pelo governo do presidente Lula, lançado recente, que é  especificamente para apoiar estados, municípios, consórcios municipais em modelagem de PPPs e de concessões e muito apropriadamente para a questão de resíduos sólidos, cidades inteligentes e também a questão do saneamento”.

No tocante às ações e planejamento estadual Mailza destacou que: “O governo do Estado está comprometido em cumprir o marco de saneamento legal e para isso é necessário muito planejamento, estratégia e a parceria das empresas públicas e privadas, e uma proximidade com os municípios. E nós estamos prontos para atender na medida das nossas necessidades, oferecendo às nossas equipes e fazendo esse planejamento junto aos municípios para que tenhamos todas as diretrizes do marco legal do Estado de saneamento cumpridos no nosso estado”, ressaltou Assis.

Senador Alan Rick, salientou que é possível implantar um modelo semelhante no Acre. Foto: Felipe Freire/Secom

“O ministro, no Amapá, implantou um projeto inovador no modelo de concessão pública que hoje, por exemplo, está dentro do escopo do nosso novo marco legal de saneamento aprovado em 2020 pelo congresso e na época eu participei desse debate como deputado federal.  O modelo do Amapá hoje é uma referência em recursos captados para os municípios em qualidade do serviço, na entrega de água para a população no sistema que está sendo construído de esgoto sanitário para os 16 municípios e o Amapá parece muito com o Acre, tem os problemas das cheias, das secas, tem o problema ambiental, os lixões que também existem lá que é um problema que nós estamos buscando agora ser o primeiro ponto desse grande projeto de saneamento porque o saneamento engloba água tratada, esgoto, águas pluviais, drenagem e também a correta destinação dos resíduos sólidos. É o caso dos aterros sanitários”, pontuou o senador Alan Rick.

Sobre o diálogo entre os gestores estaduais e municipais, para o fortalecimento dos projetos e desenvolvimento de ações conjuntas Mailza Assis explicou que: “Essas conversas estão acontecendo, esse planejamento está acontecendo junto aos municípios e nós agradecemos a parceria do governo federal, que é necessária junto com o governo do Estado e os municípios, porque só assim a gente consegue ter êxito em todo esse planejamento”, pontuou a vice-governadora.

Outro dado importante sobre o modelo implantado no Amapá é a meta para a melhoria da cobertura dos serviços. Em até 11 anos, a cobertura de fornecimento de água tratada deverá passar de 38% — dado de 2021 — para 99%, e a de esgotamento sanitário de 8% para 90% em até 18 anos.

Seminário reuniu gestores estaduais e municipais. Foto: Felipe Freire/Secom

Waldez  enfatizou os desafios regionais encontrados pelos entes federativos da Amazônia. “É bom lembrar que talvez um dos maiores problemas na Amazônia que coloca os nossos indicadores sociais de forma desafiadores, é a questão do resíduo sólido e do saneamento básico. E se isto é verdade, nós, por exemplo, não reciclamos nem 3% de todo o lixo que produzimos na margem. E a cobertura de água e esgoto é realmente desafiador. O Amapá não tinha cobertura de esgoto de 5%, de água um pouco mais de 40%.  Então é desafiador e isso não se resolve de forma isolada.  Então o consorciamento dos municípios, a união dos 22 municípios, o apoio do governo do Estado junto com a bancada liderada pelo Alan e o apoio integral do governo do presidente Lula, nós podemos auxiliar o consórcio de municípios com a modelagem de resíduos sólidos. Nós mesmo trouxemos vários especialistas e também, sobretudo, os agentes mais interessados, que são os municípios e o Estado que representa o povo, a questão da modelagem referente a saneamento básico, água e esgoto sanitário. Isso aí gera emprego e renda, mas gera sobretudo indicadores muito significativos em saúde pública, que é o maior desafio o nosso sistema de abastecimento de água”.

No dispositivo de honra estiveram, o desembargador Francisco Djalma, representando o Tribunal de Justiça do Acre, o presidente da Associação dos Municípios do Acre (Amac), prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, a procuradora-geral adjunta do Ministério Público do Acre, Rita de Cássia Nogueira, representando o MPAC, o presidente da Assembleia Legislativa do Acre deputado estadual Luiz Gonzaga, e o presidente da Ordem dos Advogados do Acre (OAB/AC), Rodrigo Aiache. Foto: Felipe Freire/Secom

Sobre o modelo de gestão, o senador Alan Rick salientou que é possível implantar um modelo semelhante no Acre, a começar pela gestão de resíduos sólidos por meio de parcerias público-privadas (PPPs). “O ministro tem uma experiência extraordinária com o projeto Amapá. É um projeto reconhecido e premiado hoje como um dos melhores modelos de gestão de saneamento básico do Brasil, e o ministro pode nos trazer um pouco desse conhecimento para que a gente possa buscar um entendimento com os municípios acreanos, com o governo do Estado e o meu papel aqui é de contribuir, de trazer essa expertise para que os nossos municípios e o governo possam implantar algo nesse sentido e o povo do Acre, seu grande vencedor, terá água tratada nos 22 municípios inclusive nos isolados e sistemas de esgoto que atendam às normas ambientais, o marco do saneamento e respeitem obviamente os interesses da nossa população que é ter saúde. Cada um real que você investe em saneamento, você economiza cinco reais em saúde”.

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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