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Vídeo mostra homens fardados agredindo casal no Acre; assista
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8 anos atrásem
Ouvidor da Segurança estadual fala em tortura e PM diz que vai apurar caso.
A Polícia Militar do Acre abriu procedimento interno para apurar se homens usando fardas pretas como a de sua equipe de elite, o Bope (Batalhão de Operações Especiais), são os responsáveis pela agressão a um casal suspeito de tráfico de drogas na periferia de Rio Branco, em cena de vídeo que circulou nas redes sociais.
O caso também é acompanhado pelo ouvidor do Sisp (Sistema Integrado de Segurança Pública), Valdecir Nicácio Lima, que pedirá a prisão dos agentes envolvidos no caso. “Eu vou pedir a prisão dos policiais, porque é muito grave”, afirma.
De acordo com ele, o vídeo foi gravado no fim da tarde desta quinta-feira (28) no bairro Montanhês, periferia da capital acriana. Nicácio diz que o processo administrativo já foi aberto na estrutura da Secretaria de Segurança, e que o mesmo foi exigido ao comando da PM.
As imagens foram feitas de um telefone celular a partir de um buraco no muro que separa os quintais de quem grava de onde há as agressões. Nele, é possível ver dois homens fardados imobilizando o casal suspeito, obrigando-os a ficar de joelhos.
Após serem rendidos, o casal passa a ser agredido com chutes, tapas, socos e um pedaço de madeira, que é depois jogado por um dos policiais.
Os suspeitos foram levados para a Delegacia Central de Flagrantes e autuados por tráfico de drogas. Na manhã desta sexta (29) eles foram apresentados ao juiz Alesson Braz para a audiência de custódia.
Ao magistrado, a mulher relatou as agressões, apresentando os hematomas no corpo. As lesões foram confirmadas pelo exame de corpo de delito feito no Instituto Médico Legal.
O juiz determinou a abertura de inquérito criminal para apurar a suspeita de tortura. O homem teve sua prisão mantida e foi levado para o presídio. Já sua parceira foi liberada, mas é monitorada por tornozeleira eletrônica.
Segundo o ouvidor, a prisão dos policiais envolvidos seria uma forma de assegurar a integridade da mulher.
“Não há motivo para o que eles fizeram. Seja qual for o motivo ele é ilegal, é crime. As pessoas não estão reagindo, estão imobilizadas. A polícia não tem competência para bater. Eles podiam contê-las, se tivessem reagido, mas não agredir. Aquilo que eles fizeram é tortura”, afirma o ouvidor da Segurança do Acre.
Em nota, a PM informou que tão logo tomou conhecimento do vídeo abriu procedimentos por sua Corregedoria para apurar onde e quando as cenas teriam ocorrido. A investigação interna, diz o comando, será para apurar se os policiais filmados são de fato membros da corporação.
“Temos a missão constitucional de garantir os direitos e preservar a ordem pública. Por essa razão, a instituição reitera que não compactua com desvios de condutas e não incentiva tais atos”, diz a nota. Folha SP.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.