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“Viemos para ajudar a todos, ninguém em particular”

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Existem milhares deles. Provavelmente dezenas de milhares, na realidade, em toda a área metropolitana de Valência, num impressionante movimento de cidadãos. Voluntários equipados com vassouras, pás, ancinhos, baldes, sacos… vieram a pé de áreas de Valência preservadas pela onda que varreu a região na terça-feira, 27 de outubro, matando 211 pessoas, de acordo com o último relatório provisório.

Milhares de pessoas caminham em uma das pontes que ligam a cidade de Valência às áreas afetadas pelas enchentes, 2 de novembro de 2024.

Numa das pontes que atravessa o mortífero “barranco”, a fila de caminhantes não parou durante horas, num imenso e silencioso desfile de solidariedade concreta. Muitos deles foram às compras e trazem o que podem carregar – água, enlatados, cobertores. Na véspera, as autoridades regionais tomaram a decisão de proibir a circulação nas zonas afectadas durante vários dias. O afluxo de voluntários bloqueou o movimento dos serviços de emergência.

O governo regional – amplamente criticado por ter emitido um alerta demasiado tarde no dia da cheia e pela sua falta de organização desde o início da crise – requisitou dezenas de autocarros para transportar estes milhares de voluntários reunidos em frente ao salão da Cidade das Ciências e das Artes deste bairro de Valência de arquitectura contemporânea construída no antigo leito do Turia, e que foi poupada pela onda.

Milhares de pessoas fazem fila em um centro de coordenação temporário na Cidade das Artes e das Ciências de Valência, Espanha, em 2 de novembro de 2024. Milhares de pessoas fazem fila em um centro de coordenação temporário na Cidade das Artes e das Ciências de Valência, Espanha, em 2 de novembro de 2024.

Cemitérios da civilização automobilística

Estudantes, aposentados, executivos, trabalhadores, famílias, grupos de amigos esperaram muito tempo – às vezes mais de quatro horas – para entrar nos ônibus. “Muitos têm entes queridos que foram diretamente afetados, mas esse não é o assunto, viemos para ajudar a todos, ninguém em particular”testemunha Maica Fuertes, 58 anos, auxiliar de saúde, acompanhada pela filha, enquanto espera pelos ônibus. A linha ainda representava várias centenas de metros no final da manhã, embora os ônibus não tivessem parado de ir e voltar.

Pessoas limpam uma rua com o objetivo de reabri-la ao trânsito, em Alfafar (Espanha), 2 de novembro de 2024. Pessoas limpam uma rua com o objetivo de reabri-la ao trânsito, em Alfafar (Espanha), 2 de novembro de 2024.

No local, numa multidão incrível, os voluntários, por vezes ajudados por agricultores que vinham à cidade com os seus tratores ou por construtoras com as suas máquinas, ajudavam os moradores a esvaziar as caves, os estacionamentos, os armazéns das lojas, o terreno pisos térreos das habitações. O canteiro de obras é imenso. Nas comunidades urbanas de Alfafar e Benetusser, as ruas estão repletas de detritos de todos os tipos que devem ser extraídos dos edifícios, recolhidos e depois carregados em camiões. Os volumes a recuperar são consideráveis. A primeira cidade tem cerca de 22 mil habitantes, a segunda cerca de 16 mil. As mesmas cenas ocorreram em Catarroja, Massanassa ou Paiporta, outras cidades ribeirinhas muito atingidas pela onda.

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna-2.jpg

A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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