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Volkswagen rejeita proposta sindical enquanto greves se aproximam – DW – 29/11/2024

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Volkswagen disse na sexta-feira que uma proposta apresentada pelo O sindicato IG Metall e o conselho de trabalhadores da empresa não poupariam os custos que alegavam que iriame não teria provado ser uma solução a longo prazo.

“Embora também possa haver efeitos positivos a curto prazo, as medidas não levarão a qualquer alívio financeiro sustentável para a empresa nos próximos anos”, disse a VW num comunicado, acrescentando que permaneceria em contacto com representantes trabalhistas.

Os dois lados estão envolvidos em difíceis negociações sobre salários, com a VW a apelar aos trabalhadores para que aceitem cortes salariais – argumentando que são pagos em excesso pelos padrões do sector – e alerta sobre a possibilidade de fechamento de fábricas e demissões.

A gigante automóvel alemã afirma que a sua sobrevivência a longo prazo poderá estar em jogo, a menos que tome medidas para adaptar os seus custos e capacidades de produção aos Queda nas vendas e na procura na Europa em particular, e em outros lugares.

O que os sindicatos propuseram?

Os sindicatos propuseram que tanto o pessoal como a gestão concordassem com o congelamento dos salários e com a renúncia aos bónus em 2025 e 2026.

Em troca, apelou a garantias de manutenção do número de empregos e de não encerramento de instalações.

O negociador do IG Metall, Thorsten Gröger, falando em um protesto na sede da Volkswagen durante a disputa salarial. Wolfsburg, 21 de novembro de 2024.
O negociador sindical Thorsten Gröger disse num protesto na semana passada que “se necessário”, os trabalhadores entrariam numa disputa laboral “como a Alemanha não via há décadas”.Imagem: Alicia Windzio/dpa/picture aliança

Também apelou efectivamente a negociações sobre o aumento dos salários, mas disse que esse dinheiro deveria ir para um fundo que compensaria qualquer pessoa que enfrentasse despedimentos.

“Economias sustentáveis ​​de 1,5 bilhão de euros (1,58 bilhão de dólares) não podem ser determinadas mesmo após análise intensiva”, disse a VW sobre a proposta, questionando as economias potenciais promovidas pela IG Metall e pelo conselho de funcionários.

Por que a VW diz que deve cortar custos?

A Volkswagen diz acreditar que a queda nos números das vendas de automóveis novos na Europa e noutros lugares desde a pandemia do coronavírus não deverá recuperar aos níveis anteriores.

Em termos de automóveis de passageiros, pouco mais de 13 milhões foram vendidos na UE em 2019, de acordo com a associação de fabricantes ACEA. Em 2023, esse número era de 10,5 milhões; prevê-se uma nova redução este ano.

Como resultado disto, e para se proteger contra a crescente concorrência de baixo custo de lugares como a China, a VW diz que precisa de reestruturar e reduzir a capacidade de produção.

Afirma também que já não se pode dar ao luxo de pagar demasiado aos seus empregados, segundo os padrões do sector automóvel alemão, como tradicionalmente fazia numa tentativa de atrair pessoal de topo para a sua sede em Wolfsburg, que não é exatamente a cidade mais vibrante da Alemanha.

Volkswagen em crise: Por que a montadora alemã está em dificuldades?

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O que vem a seguir?

À medida que as negociações avançam sem acordo, aumenta a margem de manobra dos sindicatos.

A agência de notícias Reuters informou na sexta-feira que obteve documentos do IG Metall enviados aos membros, que já votaram a favor de greves se o sindicato as considerar necessárias, dizendo que provavelmente ocorreriam em dezembro.

“As greves são possíveis e também necessárias a partir do início de dezembro”, disse o IG Metall no comunicado, observando que um acordo para não realizar greves terminaria no sábado.

“A IG Metall deu um grande passo em direção à gestão da Volkswagen nas negociações”, afirmou, argumentando que a Volkswagen não deixou claro quais concessões estava disposta a fazer.

Lucros caem na Volkswagen

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msh/wd (AFP, dpa, Reuters)



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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