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Chefe do Hezbollah diz que trabalhará com o exército libanês para implementar cessar-fogo | Israel ataca o Líbano Notícias

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O líder do Hezbollah diz que trabalhará com o exército libanês para fazer cumprir o cessar-fogo que o grupo concordou com Israel, já que a instável trégua se mantém em grande parte no seu terceiro dia, após mais de um ano de combates.

No seu primeiro discurso televisionado desde que a trégua entrou em vigor, o secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, disse na sexta-feira que não imaginava “problemas ou desacordos” com o exército, que, sob os termos do acordo, será destacado para o sul do Líbano durante 60 dias. enquanto os combatentes do Hezbollah e as forças israelenses se retiravam.

“A coordenação entre a resistência e o exército libanês será de alto nível para implementar os compromissos do acordo”, disse Qassem.

“Trabalharemos para… fortalecer as capacidades defensivas do Líbano”, disse ele.

“A resistência estará pronta para impedir que o inimigo se aproveite da fraqueza do Líbano juntamente com os nossos parceiros… em primeiro lugar o exército”, acrescentou.

O exército libanês enviou algumas tropas para o sul e está a preparar um plano de implantação detalhado para partilhar com o gabinete do Líbano, informou a agência de notícias Reuters, citando fontes e funcionários de segurança.

Nos termos da trégua mediada pelos EUA, as forças israelitas têm 60 dias para completar a sua retirada, o que poderá atrasar um maior destacamento das forças militares libanesas.

Os militares israelitas impuseram restrições ao regresso de pessoas às aldeias ao longo da fronteira do Líbano com Israel e dispararam contra pessoas nessas aldeias nos últimos dias, qualificando esses movimentos de violação da trégua.

Tanto o exército libanês como o Hezbollah acusaram Israel de violar o cessar-fogo nesses casos e de lançar um ataque aéreo a norte do rio Litani na quinta-feira.

Aviões de guerra israelenses lançaram ataques aéreos no sul do Líbano na sexta-feira, alegando que tinham como alvo armas do Hezbollah.

As forças israelenses estacionadas na cidade de Khiam – que incluem pelo menos quatro tanques – abriram fogo na sexta-feira contra pessoas que tentavam enterrar um corpo no cemitério.

“Houve tiros contra civis. Houve bombardeio de artilharia. Tem havido tanques Merkava lançando bombas em diversas áreas”, disse Ali Hashem da Al Jazeera, reportando de Tire, no Líbano.

Qassem também declarou uma “vitória divina” na guerra do grupo com Israel e afirmou que a vitória foi ainda maior do que a de 2006, quando o Hezbollah e Israel lutaram durante 34 dias.

Ele disse que as forças israelenses mataram e deslocaram milhares de pessoas, incluindo combatentes, mas também sofreram pesadas perdas e não conseguiram atingir os seus objetivos. Ele disse que o Hezbollah continuará a apoiar os palestinos em Gaza, onde Israel continua o ataque que dura há mais de um ano.

“Para aqueles que apostavam que o Hezbollah seria enfraquecido, lamentamos, as suas apostas falharam”, disse ele.

Autoridades americanas e francesas, como membros de um comité criado para monitorizar a implementação do cessar-fogo, estiveram em Beirute na sexta-feira e encontraram-se com oficiais do exército libanês.

O exército israelita continua a dizer aos libaneses para evacuarem as áreas perto da fronteira e se absterem de regressar às suas casas.

Uma análise de dados geográficos realizada pela agência de verificação de factos da Al Jazeera, Sanad, mostrou que os alertas israelitas também se estenderam a 20 aldeias que não tinham sido anteriormente invadidas pelas forças israelitas ou testemunhadas confrontos graves.

Num resumo das operações militares contra o Hezbollah desde o início do conflito em Outubro de 2023, os militares israelitas afirmaram na sexta-feira que atingiram mais de 12.500 alvos do Hezbollah, incluindo 1.600 centros de comando e 1.000 depósitos de armas.

Como parte da invasão terrestre do sul do Líbano, que começou em Outubro, disse que mais de 100 operações especiais foram realizadas por 14 forças-tarefa militares israelitas a nível de brigada.

Alegou ter matado pelo menos 2.500 membros do Hezbollah e altos funcionários.

As autoridades de saúde libanesas afirmam que pelo menos 3.961 pessoas foram mortas e 16.520 feridas nos combates desde outubro de 2023.



Leia Mais: Aljazeera

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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