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Votação termina, conservadores lideram nas pesquisas de boca de urna – DW – 27/10/2024
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Votações encerradas em da Bulgária sétima eleição geral em três anos na noite de domingo, com pesquisas de boca de urna sugerindo outra vitória para o partido conservador do ex-primeiro-ministro Boyko Borisov.
O GERB de Borisov está em vias de obter 25-27% dos votos, seguido pela coligação reformista PP-DB com cerca de 15% e pelo partido ultranacionalista Vazrazhdane com cerca de 13%, indicaram as sondagens.
De acordo com uma sondagem à saída da Alpha Research, o GERB deverá obter cerca de 74 assentos no parlamento de 240 assentos, enquanto o PP poderá obter 42 assentos e o Revival 36 assentos, respectivamente.
Os resultados preliminares são esperados na segunda-feira.
A votação de domingo foi convocada depois de os sete grupos eleitos numa Votação de junho não conseguiu formar uma coligação viável.
A Bulgária tem sido governada por governos de curta duração desde 2020, quando protestos anti-corrupção ajudaram a acabar com uma coligação liderada pelo partido GERB.
Partido pró-Rússia se destaca
À entrada das eleições, o partido de centro-direita GERB de Borissov era cotado para terminar em primeiro, mas era visto como tendo dificuldades para formar uma coligação viável no meio de um Parlamento fragmentado.
As sondagens previam que o principal partido pró-Rússia, Vazrazhdane, tinha boas hipóteses de se tornar o segundo maior grupo na legislatura, mas as sondagens à saída sugeriam um resultado mais fraco.
Vazrazhdane quer que a Bulgária levante as sanções à Rússia sua invasão da Ucrânia e que o país cesse a sua ajuda a Kiev, ao mesmo tempo que põe em causa a adesão do país à NATO.
Ganhou popularidade desde que foi proposta uma lei de inspiração russa que proíbe a “propaganda” LGBTQ, que foi aprovada por uma grande maioria no Parlamento em agosto.
O bloco Continuamos a Mudança/Bulgária Democrática, que procura reforçar a posição do país na UE, parece ter tido um desempenho melhor do que o esperado.
A Bulgária é membro da UE desde 2007, mas corre o risco de perder milhares de milhões de euros em fundos de recuperação da UE devido à falta de reformas.
Ainda não se juntou ao zona euro e ser totalmente integrado no sistema de fronteiras abertas Zona Schengen.
Corrupção generalizada
A Bulgária é um dos Estados mais pobres e corruptos da UE, e os esforços para combater a corrupção têm sido em grande parte frustrados por um poder judicial que é visto como agindo frequentemente no interesse de certos políticos.
O país vive um período de instabilidade política desde 2020, quando os búlgaros saíram às ruas em todo o país em protesto contra a tomada de instituições estatais por oligarcas possibilitadas por políticos corruptos.
Essa instabilidade, juntamente com desinformação vinda de Moscoufomentou a popularidade de grupos pró-Rússia e de extrema direita no antigo Estado satélite soviético.
mm, tj/wd (AP, AFP, Reuters)
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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22 horas atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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