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“Wild Fires”, exercício de introspecção do cineasta Jia Zhang-ke
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A OPINIÃO DO “MUNDO” – A NÃO PERDER
Filme incrível de Jia Zhang-ke, ao mesmo tempo desconcertante e fascinante, que estes Incêndios selvagens. Como se, aos 54 anos, o maior poeta e colunista – com documentarista Wang Bing – da grande mudança chinesa do século XXIe século ficou parado por um momento, olhou para trás, atordoado, para a história contemporânea do seu país, bem como para si mesmo. Na verdade, realizada durante o confinamento devido à Covid-19, que sabemos ter sido drástico na China, a experiência parece querer tirar uma lição cinematográfica da relação com o cinema do seu autor, inaugurado em 1997 com o fabuloso Xiao Wu, batedor de carteiras artesanalum retrato vibrante e melancólico, numa palavra baudelairiana, de um pequeno delinquente apanhado numa China continental que o filme, tão vivo, parecia mostrar, como que pela primeira vez, ao ser visto.
Em Incêndios selvagenso cineasta constrói, portanto, boa parte do filme sobre antigas imagens pessoais. Visualizações acumuladas ao longo dos anos, bem como cenas tiradas de filmes como Prazeres desconhecidos (2002), Natureza morta (2006), Os Eternos (2018). Ele tira, de dentro de suas próprias intrigas e intenções, alguns lugares (Datong, Fengjie e Zhuhai), símbolos das variadas velocidades de transformação do país. Mulher, musa e atriz em quase todos os seus filmes: Zhao Tao. E um homem: o ator Zhubin Li, que aparece em vários filmes do autor. E reescrita a partir destas imagens, com novos custos, uma fábula que percorre todo o seu cinema, determina a sua dimensão ao mesmo tempo emocionante e discretamente elegíaca, uma fábula que nos diz que o mundo se move sempre mais rápido que os homens.
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Professora da Ufac faz visita técnica e conduz conferência em Paris — Universidade Federal do Acre
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5 de maio de 2026A professora do campus Floresta, Maria Cristina de Souza, que também é curadora do Herbário em Cruzeiro do Sul, esteve, de 9 a 15 de abril, no Museu de História Natural de Paris, representando a Ufac. Ela conduziu, em francês, conferência sobre a diversidade e a riqueza da região do Alto Juruá e realizou visita técnica, atualizando amostras das coleções de palmeiras (Arecaceae) do gênero Geonoma. As atividades tiveram apoio dos pesquisadores Marc Jeanson, Florent Martos e Marc Pignal.
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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre
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30 de abril de 2026O professor Rafael Coll Delgado, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, da Ufac, participou como coautor do artigo “Interações Clima-Vegetação-Solo na Predição do Risco de Incêndios Florestais: Evidências de Duas Unidades de Conservação da Mata Atlântica, Brasil”, o qual foi publicado, em inglês, na revista “Forests” (vol. 15, n.º 5), cuja dição temática foi voltada aos desafios contemporâneos dos incêndios florestais no contexto das mudanças climáticas.
O estudo também contou com a parceria das Universidades Federais de Viçosa (UFV) e Rural do Rio de Janeiro e foi desenvolvido no âmbito do Centro Integrado de Meteorologia Agrícola e Florestal, da Ufac, como resultado da dissertação da pesquisadora e geógrafa Ana Luisa Ribeiro de Faria, da UFV.
A pesquisa analisa a interação entre clima, solo e vegetação em unidades de conservação da Mata Atlântica, propondo dois novos modelos de índice de incêndio e avaliando sua capacidade preditiva sob diferentes cenários do fenômeno El Niño-Oscilação do Sul. Para tanto, foram integrados dados climáticos diários (2001-2023), índices de vegetação e seca, registros de focos de incêndio e estimativas de umidade do solo, permitindo uma análise dos fatores que influenciam a ocorrência de incêndios.
“O trabalho é fruto de cooperação entre três universidade públicas brasileiras, reforçando o papel estratégico dessas instituições na produção científica e no desenvolvimento de soluções aplicadas à gestão ambiental”, destacou Rafael Coll Delgado.
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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre
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23 de abril de 2026O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.
A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.
Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.
Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.
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