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“Wild Fires”, exercício de introspecção do cineasta Jia Zhang-ke
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2 anos atrásem

A OPINIÃO DO “MUNDO” – A NÃO PERDER
Filme incrível de Jia Zhang-ke, ao mesmo tempo desconcertante e fascinante, que estes Incêndios selvagens. Como se, aos 54 anos, o maior poeta e colunista – com documentarista Wang Bing – da grande mudança chinesa do século XXIe século ficou parado por um momento, olhou para trás, atordoado, para a história contemporânea do seu país, bem como para si mesmo. Na verdade, realizada durante o confinamento devido à Covid-19, que sabemos ter sido drástico na China, a experiência parece querer tirar uma lição cinematográfica da relação com o cinema do seu autor, inaugurado em 1997 com o fabuloso Xiao Wu, batedor de carteiras artesanalum retrato vibrante e melancólico, numa palavra baudelairiana, de um pequeno delinquente apanhado numa China continental que o filme, tão vivo, parecia mostrar, como que pela primeira vez, ao ser visto.
Em Incêndios selvagenso cineasta constrói, portanto, boa parte do filme sobre antigas imagens pessoais. Visualizações acumuladas ao longo dos anos, bem como cenas tiradas de filmes como Prazeres desconhecidos (2002), Natureza morta (2006), Os Eternos (2018). Ele tira, de dentro de suas próprias intrigas e intenções, alguns lugares (Datong, Fengjie e Zhuhai), símbolos das variadas velocidades de transformação do país. Mulher, musa e atriz em quase todos os seus filmes: Zhao Tao. E um homem: o ator Zhubin Li, que aparece em vários filmes do autor. E reescrita a partir destas imagens, com novos custos, uma fábula que percorre todo o seu cinema, determina a sua dimensão ao mesmo tempo emocionante e discretamente elegíaca, uma fábula que nos diz que o mundo se move sempre mais rápido que os homens.
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Eventos da Ufac em CZS discutem ciências ambientais e agrárias — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
11 de setembro de 2026O programa de pós-graduação em Ciências Ambientais e o programa de educação tutorial (PET) de Agronomia, do campus Floresta da Ufac, promovem, de 16 a 19 de novembro, o 5º Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o 2º Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá. As inscrições estão abertas online para submissão de trabalhos até 20 de setembro; e para estudantes, profissionais da área e público em geral até 20 de novembro.
Os eventos reúnem alunos, pesquisadores e profissionais do setor para debater soluções socioambientais e inovações para o desenvolvimento sustentável na região. E segundo os organizadores, consolidam-se como um fórum estratégico de integração interdisciplinar na Amazônia Ocidental, promovendo a difusão de pesquisas científicas, o intercâmbio de experiências práticas e o fortalecimento de redes de conhecimento voltadas à conservação ambiental e ao avanço das ciências ambientais e agrárias.
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Pesquisa da Ufac é premiada em Congresso Brasileiro de Sementes — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
10 de setembro de 2026Pesquisadores de programas de pós-graduação (PPGs) da Ufac conquistaram o prêmio de melhor trabalho na categoria Mestrado durante o 23º Congresso Brasileiro de Sementes, realizado de 25 a 28 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR), e promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes. O estudo trata de uma técnica baseada no uso de ultrassom para acelerar a germinação e o crescimento de mudas.
A autora principal é a mestranda Lívia Brito, com a colaboração de Ítalo Ribeiro, Rayane de Oliveira, João dos Santos, Janaína Alencar, Evandro Ferreira e Luis Maggi, que integram os PPGs em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Biodiversidade e Biotecnologia; Produção Vegetal e Ciência Florestal, além do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
O trabalho avaliou os impactos do ultrassom na espécie arbórea conhecida popularmente como bordão-de-velho ou sete-cascas. A planta possui valor econômico para alimentação humana e animal, além de potencial para projetos de reflorestamento. Contudo, a produção de mudas enfrenta barreiras devido ao seu revestimento, uma rigidez na casca da semente que dificulta a entrada de água e atrasa a germinação.
Os testes conduzidos no Laboratório de Biofísica da Ufac/Bionorte demonstraram que a aplicação de ultrassom com determinada frequência e intensidade pelo período de cinco minutos aumentou o percentual e a velocidade do processo de germinação. A tecnologia é pioneira no país, sem registros anteriores de aplicação em escala industrial no Brasil.
Segundo Lívia, a expectativa da equipe é estender a metodologia a outras culturas agrícolas e espécies nativas, sobretudo as ameaçadas de extinção. A investigação também abrange experimentos com a castanha-do-brasil, apontando dados preliminares de que doses específicas de ultrassom podem elevar os teores de proteína bruta e nitrogênio total nas plantas.
A comitiva da Ufac no congresso contou ainda com outras apresentações. Ítalo Ribeiro expôs os efeitos da técnica no crescimento inicial da ‘Apuleia leiocarpa’, espécie moveleira sob ameaça de extinção; Ronald Antônio Nascimento de Souza apresentou resultados aplicados a sementes de sangue-de-dragão e moringa; e o professor e orientador Luis Eduardo Maggi apresentou um software em desenvolvimento projetado para estimar com precisão a quantidade de energia acústica aplicada sobre as sementes.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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publicado:
09/09/2026 10h59,
última modificação:
09/09/2026 11h03
As inscrições são gratuitas e estão abertas no site do 5º Simeco.
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