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Yoon Suk Yeol, da Coreia do Sul, nega ter ordenado que tropas ‘arrastassem’ legisladores | Coréia do Sul

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Justin McCurry in Tokyo and agencies

Presidente cassado da Coreia do Sul Yoon Suk Yeol negou ter ordenado às tropas que “arrastassem” os legisladores do parlamento do país para evitar que anulassem a sua breve declaração de lei marcial no mês passado.

Na sua primeira aparição no tribunal constitucional, que decidirá se manterá o seu impeachment, Yoon respondeu “não” quando um juiz lhe perguntou se tinha ordenado aos militares que retirassem os legisladores do edifício da Assembleia Nacional.

Deputados desafiadores escalaram paredes para ter acesso à câmara e confrontou tropas armadas antes de votar pelo fim da lei marcial na madrugada de 3 de dezembro, apenas seis horas depois de Yoon a ter imposto.

Embora os deputados não tenham sido impedidos de votar, as cenas foram um lembrete preocupante da situação da Coreia do Sul. história recentequando o país era governado por ditaduras militares.

A declaração de Yoon desencadeou semanas de incerteza política na Coreia do Sul, a quarta maior economia da Ásia. O destino do presidente suspenso depende agora de os juízes do Tribunal Constitucional vote para defender seu impeachment ou derrubá-lo e devolvê-lo ao cargo.

A sua negação das alegações de que tinha dado luz verde às tropas para removerem deputados do edifício do parlamento contradiz as afirmações feitas pelo então chefe do comando de guerra especial do exército, tenente-general Kwak Jong-keun.

Numa aparição na assembleia nacional no mês passado, Kwak disse que Yoon lhe telefonou de um telefone seguro para lhe dizer que os deputados que planeavam votar contra a lei marcial ainda não tinham atingido o quórum. Yoon, disse Kwak, ordenou que ele “arrombasse a porta imediatamente e removesse os que estavam dentro”.

Yoon, um ultraconservador cujo mandato foi atormentado por escândalos, também é alvo de uma investigação criminal separada devido a alegações de que a sua declaração de lei marcial equivalia a uma insurreição – um crime contra o qual os presidentes sul-coreanos não têm imunidade e podem ser responsabilizados. uma longa pena de prisão e, teoricamente, a pena de morte.

Yoon se tornou na semana passada o primeiro presidente sul-coreano em exercício a ser presoe está detido numa pequena cela no centro de detenção de Seul, onde usa um uniforme cáqui padrão e faz refeições que valem cerca de um dólar cada.

Apoiadores de Yoon Suk Yeol seguram cartazes com os dizeres “Nulidade do impeachment” durante um comício perto do tribunal constitucional em Seul, na terça-feira. Fotografia: Jeon Heon-Kyun/EPA

Depois que um tribunal em Seul estendeu sua detenção no fim de semana, centenas de seus apoiadores invadiu o prédio e brigou com a polícia em cenas que lembram o 6 de janeiro Ataque de 2021 ao edifício do Capitólio dos EUA.

Na terça-feira, enquanto cerca de 4.000 apoiantes se reuniam em torno do edifício do tribunal constitucional no meio de uma forte presença policial, Yoon disse que sempre acreditou na democracia liberal.

“Desde que atingi a maioridade, vivi com uma firme crença na democracia liberal até hoje, e especialmente durante meu tempo no serviço público”, disse Yoon, vestindo um terno azul escuro e gravata vermelha, ao tribunal, de acordo com o Yonhap. agência de notícias.

“Como o tribunal constitucional existe para defender a constituição, peço aos juízes que me considerem favoravelmente.”

O tribunal tem 180 dias a partir de 14 de dezembro – data em que o parlamento votou pelo impeachment de Yoon – para manter a decisão ou reintegrá-lo. Se ele for destituído do cargo, os sul-coreanos deverão eleger um novo presidente no prazo de 60 dias.

Mais duas audiências do tribunal constitucional estão planejadas até o início de fevereiro.

Tendo se recusado a comparecer às duas primeiras das cinco audiências planejadas para o julgamento de impeachment, Yoon foi levado do centro de detenção ao sul de Seul para o prédio do tribunal constitucional em uma van azul do Ministério da Justiça.

Cheon Jae-hyun, porta-voz do tribunal, disse aos repórteres que a equipe jurídica de Yoon solicitou a convocação de pelo menos 24 indivíduos como testemunhas, incluindo autoridades eleitorais.

Yoon e a sua equipa jurídica dizem que a sua tentativa de suspender o regime civil foi um “ato de governação” legítimo em resposta à fraude eleitoral – uma referência às eleições para a assembleia nacional em Abril passado, que a oposição venceu por uma vitória esmagadora. Yoon não forneceu publicamente evidências para apoiar essas alegações.

Os advogados de acusação, seleccionados pelo parlamento, condenaram os comentários de Yoon e da sua equipa jurídica como “amplamente contraditórios, irracionais e pouco claros, tornando-os totalmente incompreensíveis”.

“Se continuarem a fugir à responsabilidade como fizeram hoje, isso só funcionará contra eles no julgamento de impeachment e causará decepção ainda maior entre o público”, disseram.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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