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244 cidades elegem prefeitas pela 1ª vez – 28/10/2024 – Poder

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Géssica Brandino, Nicholas Pretto

As capitais Campo Grande e Aracaju lideram um grupo de 244 municípios que elegeram em 2024 prefeitas pela primeira vez desde o ano 2000.

Ao todo, 728 mulheres conquistaram o cargo máximo do Executivo municipal neste ano, cinco delas no segundo turno concluído neste domingo (27). Isso representa um aumento de 10% em relação a 2020, quando o país teve 662 eleitas.

O número total de prefeitas pode aumentar, pois em cinco municípios do país —o principal deles, Vitória da Conquista (BA)— as candidatas tiveram o resultado anulado sub judice, o que significa que a posse depende de definição da Justiça Eleitoral.

Os partidos lançaram 2.362 candidatas ao cargo em 1.986 municípios do país. Uma em cada três delas conseguiu se eleger, o que representa um crescimento de cinco pontos percentuais em relação à taxa registrada na última eleição municipal.

Em relação à reeleição, como mostrou a Folha, as mulheres alcançaram um recorde de 76% das prefeituras com disputa de segundo mandato, com 340 prefeitas reconduzidas ao cargo.

Metade das eleitas no pleito deste ano vem de partidos do centro político, em que quatro em cada dez candidatas ao cargo se elegeu. O MDB lidera a lista, com 129 prefeitas, seguido de PSD, com 104, e PP, com 90.

Na sequência aparecem os partidos de direita, com uma em cada três prefeitas eleitas no país. O União Brasil elegeu 90 mulheres para o cargo e o PL, 61.

Na esquerda, a taxa de sucesso das candidaturas às prefeituras foi de 19%, sendo 15% mulheres desse espectro político. O partido que mais teve êxito nesse campo foi o PSB, com 51 eleitas, seguido de PT, com 41.

O predomínio das legendas de centro e direita se mantém quando são consideradas apenas cidades que elegeram prefeitas pela primeira vez. Nesse cenário, os partidos com mais eleitas são MDB, PP, PSD, União e Republicanos.

A classificação da ideologia deriva do GPS partidário, modelo estatístico criado pela Folha para medir a proximidade dos partidos a partir de quatro variáveis —coligações, votações na Câmara dos Deputados, trocas de legendas e composição de frentes parlamentares.

Os estados que proporcionalmente mais escolheram mulheres pela primeira vez foram Amazonas, com sete eleitas, e Mato Grosso do Sul, com oito.

Com o resultado dessas eleições, o total de municípios que elegeu chefes de Executivo homens teve uma redução de cerca de 7%, ficando em 3.313, o equivalente a 59% do total.

A lacuna de representatividade observada em relação aos pleitos anteriores, de 2000 a 2020, considerou candidatas eleitas tanto em pleitos ordinários quanto suplementares –realizados em caso de indeferimento de registro, cassação do diploma ou perda do mandato do candidato eleito.

A lista das cidades sem eleitas inclui 17 capitais, sendo as cinco maiores Rio de Janeiro, Salvador —que tem no histórico a eleição em 1992 de Lídice da Mata, hoje deputada federal da Bahia pelo PSB—, Belo Horizonte, Manaus e Curitiba.

Em Campo Grande, única capital com duas mulheres na disputa no segundo turno, Adriane Lopes (PP) foi reeleita com 51,45% dos votos válidos, contra 48,55% de Rose Modesto (União Brasil).

Lopes é a primeira mulher a ser eleita diretamente para o cargo. Em abril de 2022, ela se tornou a primeira a comandar a prefeitura após renúncia de Marquinhos Trad para disputar o governo do estado, e havia terminado o primeiro turno à frente, com 31,67% dos votos válidos, contra 29,56% de Modesto.

Em Aracaju, a vereadora e defensora pública aposentada Emília Corrêa (PL) confirmou o favoritismo do primeiro turno e se tornou a primeira mulher eleita na cidade, com 57,46% dos votos válidos, contra 42,54% de Luiz Roberto (PDT).

A capital sergipana foi a segunda cidade com o maior número de candidatas —quatro mulheres— nessas eleições. Dois homens também concorreram ao pleito.

Em outras cinco capitais –Curitiba, Porto Alegre, Palmas, Porto Velho e Natal– as candidatas que disputaram o segundo turno perderam.

Nas outras seis cidades que tiveram candidatas no segundo turno, elas se elegeram em Olinda (PE), com Mirella (PSD), Uberaba (MG), com Elisa Araújo (PSD), e Ponta Grossa (PR), com a prefeita reeleita Elizabeth Schmidt (União).

Nos municípios com mais de 200 mil eleitores, além das capitais, apenas Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo, elegeu uma prefeita mulher pela primeira vez, já no primeiro turno. Ao todo, das 103 cidades maiores do país, dez elegeram mulheres.

A análise da Folha em relação a pleitos anteriores foi feita a partir de dados de candidaturas de 5.568 cidades disponibilizados pelo TSE e que passam por atualizações dos Tribunais Regionais Eleitorais. Os registros foram coletados em julho, e a análise considerou apenas as candidaturas válidas –categorizadas como aptas, deferidas ou sub judice– e que chegaram às urnas.



Leia Mais: Folha

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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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