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A ansiedade pode fazer você temer o pior, mas não deixe que ela estrague sua vida | Psicologia

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Anna Mathur

Hcomo alguém já lhe disse para “parar de se preocupar” ou que “tudo vai dar certo no final”? Isso realmente não ajuda, não é? Depois de mais de 10 anos trabalhando com clientes como psicoterapeuta, estou muito consciente do espaço que a preocupação e a ansiedade consomem. Eu sei como a incerteza pode manchar experiências que de outra forma seriam maravilhosas, deixar-nos inquietos no escuro enquanto aqueles que nos rodeiam dormem e fazer-nos viver grande parte da vida numa posição segura.

Quando criança, eu estava muito preocupado, tendo vivido um dos meus piores cenários: perder um irmão. Não importa quantas vezes alguém me disse para não me preocupar, isso nunca silenciou os pensamentos e medos em minha mente. Como alguém pode me garantir que o pior provavelmente não acontecerá quando, de certa forma, já aconteceu? Nós asseguramos um ao outro que “está tudo bem, ninguém está julgando você” ou “tenho certeza de que o exame médico vai dar certo”, mas essas palavras bem-intencionadas não tendem a oferecer muita da garantia que desejamos, porque sabemos muito bem que coisas ruins fazer acontecer, nós fazer seja julgado por outros e sempre há uma chance de o teste dar positivo.

Investir energia infinita na tentativa de controlar o incontrolável está mantendo todos nós cansados ​​e perturbados. O fato é que ignorar os medos não os torna menos verdadeiros, mas os torna mais poderosos. Depois de anos lutando contra minha própria ansiedade, decidi tentar uma abordagem diferente – e isso mudou meu mundo.

Em vez de fazer tudo o que pude para aliviar e evitar as verdades incômodas da vida, procurei uma aceitação mais profunda delas. Ao usar essa abordagem, descobri que a ansiedade finalmente começou a diminuir. Ao pesquisar para o meu livro, descobri 10 realidades desconfortáveis ​​que muitos de nós temos medo de enfrentar – formas de prosperar no meio destas incertezas e abraçar mais a alegria da vida, apesar da plena consciência do que está em jogo.

1. Algumas pessoas não gostam de mim. Pergunte a si mesmo. Se estivesse planejando férias, você confiaria na opinião de alguém que nunca pisou no país? Claro que você não faria isso. Você procuraria o conselho de alguém que já visitou, ficou em um ótimo local, comeu pela cidade. Lembre-se disso na próxima vez que você estiver ruminando sobre o julgamento de alguém sobre você. Se eles não conhecem você de verdade, a avaliação deles merece ocupar tanta largura de banda em sua mente?

2. Vou falhar. Se você tem medo de falhar nas coisas ou descobre que seu crítico interior fica confuso quando algo não sai como você esperava, pergunte-se se suas expectativas eram realistas. Lembre-se: falhar em algo não significa que você é um fracasso, significa apenas que algo não funcionou como você esperava, seja porque suas expectativas eram altíssimas, algo aconteceu fora do seu controle ou porque você está um humano que comete erros às vezes.

3. A vida não é justa. Podemos gastar muita energia sacudindo o punho diante dos obstáculos da vida e sentindo a injustiça das situações que vemos acontecendo conosco ou ao nosso redor. É importante buscar a justiça, apesar do fato de a vida não ser inerentemente justa. Coisas ruins acontecem com pessoas boas, as pessoas machucam umas às outras. Mas sentir-se vítima da injustiça da vida pode nos manter presos e desmotivados. À medida que aceitamos que a vida não é justa e paramos de agitar os punhos, liberamos energia para dar um pequeno (ou grande) passo no sentido de fazer algo a respeito.

4. Vou machucar as pessoas que amo. Ah, as coisas que engolimos e as verdades que não contamos por medo de machucar as pessoas. A questão é que, ao evitar conversas honestas (embora por vezes difíceis), não estamos a proteger as nossas relações preciosas tanto quanto gostamos de pensar – estamos a acolher um elefante na sala. É sua responsabilidade ser autêntico e fazê-lo da maneira mais gentil possível, mas você não pode controlar como alguém escolhe responder a essa honestidade. Um bom relacionamento pode resistir a limites saudáveis ​​e conversas complicadas.

5. Nem sempre consigo estar totalmente presente. Somos incentivados a estar mais atentos em nossas vidas diárias, mas isso pode aumentar a pressão. Nossas mentes são criadas para alternar entre a consciência do passado, presente e futuro. Em vez de se sentir culpado por não estar “suficientemente presente”, aqui vai um conselho. De vez em quando, faça uma pausa, olhe ao redor e deixe seus olhos pousarem em algo bonito, intrigante ou interessante. Inspire e reconheça o que está acontecendo dentro e ao seu redor. Agora, ao refletir sobre o seu dia, que pode ter passado de forma confusa, esses são os momentos que ficam com você.

6. As pessoas me entendem mal. Pode ser doloroso quando, apesar de tentar se articular, alguém não “te entende”. Você pode se sentir isolado e questionador quando não tem duas ou três pessoas em sua vida que realmente entendam de onde você vem. Considere quem podem ser essas duas ou três pessoas e invista nesses relacionamentos, tomando medidas para ser aberto e honesto com aqueles com quem você se sente seguro e por quem você se sente seguro. Cultivar esses relacionamentos significa aliviar a pressão e diminuir a importância de os outros “pegarem” você.

7. Não sou bom o suficiente. Se você tiver a sensação de “não ser bom o suficiente”, pode muito bem ser porque não é. Pergunte se você não se sente bem o suficiente porque o nível de expectativa que você estabeleceu, ou foi estabelecido para você, é simplesmente alto demais para ser alcançado sozinho. Às vezes, quando questionamos se somos bons o suficiente, é importante reconhecer que podemos estar nos perguntando “sou perfeito o suficiente?”. Alterar a barra de expectativa para refletir seus recursos humanamente limitados significa que você descobrirá que, na maioria das vezes, é “bom o suficiente” para alcançá-la.

8. Coisas ruins acontecerão. A ansiedade pode fazer com que a vida pareça que você está em uma sala de espera para que coisas ruins aconteçam, o que significa que você perde a alegria, a aventura e o descanso que estão à sua disposição. Da próxima vez que você sentir uma onda de ansiedade tomar conta de você ou se pegar ruminando sobre os piores cenários, repita o mantra: “Atravessarei essa ponte se chegar lá”. Isso funciona como um lembrete de que você cruzou muitas pontes de desafios até agora e sobreviveu. O “se” lembra que muitas das coisas que você teme não se concretizam. Convida você a chamar sua atenção para o que é acontecendo e não o que poderia acontecer.

9. Vou perder pessoas que amo. Este é um grande problema, não é? O instigador de pesadelos e o tema dos nossos piores cenários. A dor e a perda são o outro lado da riqueza que o amor traz para nossas vidas. Se o seu medo da perda está criando uma sombra sobre o prazer dos relacionamentos que você tem, procure histórias de pessoas que passaram por um luto saudável e encontraram maneiras de construir suas vidas. Fale com amigos que perderam entes queridos e ainda vivem e prosperam. Quando temo não ter conseguido suportar a dor de perder um dos meus filhos, considero minha mãe que vive uma vida plena e feliz, apesar da consciência interminável de quem está desaparecido.

10. Vou morrer. No meu livro, falo sobre uma amiga que me disse que muitas vezes se sente consciente de que está numa fila enorme até à morte e não tem ideia da posição na fila, nem pode alterá-la. No início, achei isso bastante horrível, mas, com o tempo, achei bastante libertador. Quando você mantém em mente uma consciência gentil das limitações da vida, isso pode levá-lo a viver mais plenamente e de acordo com seus valores. Quando chegar ao fim da minha vida, quero ficar feliz por ter priorizado meus relacionamentos e por não ter me preocupado com as pequenas coisas, então isso me leva a viver de acordo com esse valor agora. E você?

Pode ser desafiador ver essas verdades em preto e branco. Mas sabemos, no fundo, que essas são verdades das quais nenhum de nós pode escapar, e quanto menos espaço mental o medo consumir, mais espaço você criará para a alegria e a autenticidade.

Existe um provérbio africano que capta a minha motivação por trás da busca por uma maior aceitação destas verdades. Diz: “Quando a morte te encontrar, que ela te encontre vivo”. Não quero esperar até que um trauma inesperado me obrigue a ser grato pelas alegrias da minha vida e pela oportunidade limitada que tenho de abraçá-las, nem quero esperar até ficar mais velho e (mais) grisalho para me importar menos o que os outros pensam. Não quero viver uma meia-vida marcada pelo medo do fracasso ou de coisas ruins acontecerem, e também não quero que você tenha isso.

A verdade desconfortável de Anna Mathur é publicada pela Penguin Life por £ 16,99. Compre uma cópia por £ 15,29 em Guardianbookshop. com



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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