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A busca pelo relógio mais preciso para medir o tempo (e por que ele é tão importante) – 04/01/2025 – Ciência

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O tempo é vital para o funcionamento da nossa vida cotidiana: desde os relógios digitais nos nossos pulsos até os sistemas GPS dos nossos celulares.

Os sistemas de comunicação e navegação, as redes elétricas e as transações financeiras dependem da precisão do tempo.

E os segundos são as unidades vitais para medir o tempo.

Surpreendentemente, ainda há um debate sobre a definição do segundo, mas os avanços recentes nas formas mais precisas de medir o tempo podem ter mudado as regras do jogo.

A precisão na medição do tempo sempre fez parte da evolução social da humanidade. No monumento neolítico de Newgrange, na Irlanda, uma abertura especial acima de uma entrada permite que a luz solar ilumine o corredor e a câmara nos dias mais curtos do ano, por volta de 21 de dezembro, no solstício de inverno do hemisfério norte.

Há cerca de 2.300 anos, Aristóteles disse que “a revolução da esfera mais externa dos céus” deveria ser a referência para medir o tempo.

O filósofo grego acreditava que o cosmos estava organizado em esferas concêntricas, com a Terra no centro.

Ampulhetas de água, que surgiram por volta de 2.000 a.C. estão entre os instrumentos mais antigos para medir o tempo. Elas fazem isso regulando o fluxo de água para dentro ou para fora de um recipiente.

O relógio mecânico surgiu no final do século 13.

Questão de definição

Até 1967, um segundo era definido como 1/86.400 de um dia, com 24 horas por dia, 60 minutos por hora e 60 segundos por minuto (24 x 60 x 60 = 86.400).

O Sistema Internacional de Unidades mudou as coisas e manteve esta definição: O segundo… é definido tomando a… frequência de transição do átomo de césio-133, que é 9192631770 quando expressa na unidade Hz, que é igual a s⁻¹.

Se você está confuso, deixe-me explicar. O núcleo desta definição é algo chamado frequência de transição. Uma transição ocorre quando os elétrons em um átomo absorvem energia e passam para um nível de energia mais elevado, retornando a um estado relaxado após certo tempo.

É mais ou menos como beber uma xícara de café: de repente você tem mais energia, até que o efeito da cafeína passe. Frequência é o número esperado de vezes que uma transição ocorre durante um período específico de tempo.

Em cada segundo, uma transição específica de um elétron do césio-133 ocorre 9192631770 vezes. Este se tornou o critério para medir o tempo.

Até o momento, o césio fornece a definição mais precisa do segundo, mas pode ser melhorado com o uso de frequências mais altas.

Quanto maior a frequência de transição, menos um erro de leitura pode afetar a precisão geral. Se houvesse cinquenta transições por segundo, o preço em termos de precisão da contagem incorreta de uma delas seria cem vezes maior do que se houvesse 5.000.

Os desafios

Existem duas limitações para reduzir este erro: os desafios tecnológicos de medição de frequências, especialmente as mais altas, e a necessidade de encontrar um sistema (átomos de césio-133 para a segunda), com uma transição mensurável de alta frequência.

Para medir uma frequência desconhecida, os cientistas pegam um sinal de frequência conhecida (uma referência) e combinam-no com a frequência que desejam medir.

A diferença entre elas será um novo sinal com uma frequência pequena e fácil de medir: a frequência do batimento.

Os relógios atômicos usam essa técnica para medir a frequência de transição dos átomos com tanta precisão que se tornam padrões para definir o segundo.

Para alcançar tal precisão, os cientistas precisam de um sinal de referência confiável, obtido com algo chamado pente de frequência.

Um pente de frequência ou pente espectral usa lasers, emitidos em pulsos intermitentes. Esses raios contêm muitas ondas de luz diferentes, cujas frequências são igualmente espaçadas, como os dentes de um pente, daí o seu nome.

Nos relógios atômicos, um pente de frequência é usado para transferir energia para milhões de átomos simultaneamente, na esperança de que um dos dentes do pente pulse com a frequência de transição de um átomo.

Um pente de frequência cujos dentes são numerosos, finos e na faixa de frequência correta aumenta a probabilidade de isso acontecer. Portanto, eles são fundamentais para obter medições de alta precisão de um sinal de referência.

Dos relógios atômicos aos relógios nucleares

Como vimos, o segundo é definido pelas transições de elétrons nos átomos de césio. As transições que ocorrem com uma frequência mais baixa são mais fáceis de medir. Mas aquelas que ocorrem com frequência mais alta ajudam a aumentar a precisão da medição.

As transições de césio ocorrem aproximadamente na mesma frequência do espectro eletromagnético das microondas.

Essas frequências de microondas são mais baixas que as da luz visível. Mas em setembro de 2021, os cientistas fizeram medições utilizando o elemento estrôncio, cuja frequência de transição é superior à do césio e está dentro da faixa da luz visível.

Isso abre a possibilidade de redefinir o segundo até 2030.

Em setembro de 2024, cientistas americanos fizeram avanços importantes na construção de um relógio nuclear, um passo adiante de um relógio atômico.

Ao contrário do relógio atômico, a transição medida por este novo dispositivo ocorre no núcleo do átomo (daí o nome), conferindo-lhe uma frequência ainda mais elevada.

O átomo de tório-229, utilizado para este estudo, oferece uma transição nuclear que pode ser estimulada pela luz ultravioleta. A equipe que trabalha no relógio nuclear superou o desafio tecnológico de construir um pente que opera na faixa de frequência relativamente alta da luz ultravioleta.

Este foi um grande passo porque as transições nucleares normalmente só se tornam visíveis em frequências muito mais altas, como as da radiação gama. Mas ainda não conseguimos medir com precisão as transições na faixa gama.

O que virá

A transição do átomo de tório tem uma frequência aproximadamente um milhão de vezes maior que a do átomo de césio.

Isso significa que, embora tenha sido medido com uma precisão inferior à do atual relógio de estrôncio de última geração, promete uma nova geração de relógios com definições de segundos muito mais precisas.

Medir o tempo até a décima nona casa decimal, como faziam os relógios nucleares, permitiria aos cientistas estudar processos muito rápidos.

Vamos pensar em dois corredores empatados em uma corrida com definição fotográfica. Se o cronômetro do árbitro tivesse alguns dígitos extras, eles poderiam identificar o vencedor sem a necessidade do recurso visual.

Da mesma forma, a relatividade geral é usada para estudar processos de alta velocidade que poderiam levar a sobreposições com a mecânica quântica. Um relógio nuclear nos proporcionará a tecnologia necessária para provar essas teorias.

A nível tecnológico, sistemas de posicionamento precisos, como o GPS, baseiam-se em cálculos complexos que requerem medições precisas do tempo que leva para um sinal sair de um dispositivo para um satélite e para outro dispositivo.

Uma melhor definição do segundo se traduzirá em um GPS muito mais preciso. O tempo do segundo de césio pode ter acabado, mas, para além dele, um mundo totalmente novo nos espera.

*Vittorio Aita é pesquisador associado do departamento de Física do King’s College, em Londres.

Este artigo foi publicado no The Conversation e reproduzido sob a licença Creative Commons. Clique aqui para ler a versão original (em inglês).



Leia Mais: Folha

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Ufac retoma reuniões presenciais dos conselhos superiores após 6 anos — Universidade Federal do Acre

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A Ufac retomou as sessões presenciais dos seus órgãos colegiados após quase seis anos. O retorno foi marcado pela 2ª reunião ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex) de 2026, a qual ocorreu nesta quarta-feira, 19, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede.

As sessões passaram a ser remotas devido à pandemia da covid-19, em 2020. Depois, foram impactadas por paralisações dos servidores, crise no transporte público de Rio Branco e greve dos estudantes. “É um recomeço e o cumprimento de um dos principais compromissos assumidos durante nossa campanha eleitoral”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Este anfiteatro foi arena de grandes lutas do movimento sindical e dos próprios conselhos universitários.”

Segundo o servidor Jairo Nogueira, que atuou na intermediação do encontro com a Reitoria, a volta do formato presencial é fundamental para resgatar a interação direta entre os colegas e destravar os processos acumulados do Cepex. A sessão serviu de preparo para a reunião do Conselho Universitário (Consu), agendada para esta quinta-feira, 20.

Entre as propostas para a sessão do Consu, destacam-se reformulações no organograma da universidade, como a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, a reestruturação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, que passará a incorporar ações de inovação e o fortalecimento da autonomia do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, com a criação da figura do diretor do campus e de duas diretorias administrativas de suporte.

Por conta dos custos operacionais para o deslocamento dos 21 conselheiros de Cruzeiro do Sul, o modelo no campus do interior seguirá de forma híbrida temporariamente. A gestão está estruturando uma sala com suporte tecnológico para garantir a transmissão em tempo real, sem prejuízos aos participantes remotos. Paralelamente, nos próximos cem dias, a Reitoria pretende adaptar um espaço definitivo para as reuniões dos órgãos colegiados no campus-sede.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre

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O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.

Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”

Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.

O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.

Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.

Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre

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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac-reitor-e-vice.jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.

Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.

Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.

A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.

A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.

Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”

Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.

 



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