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A charcutaria britânica é o novo vinho espumante inglês – e o Brexit pode estar a ajudar | Comida
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Joel Hart
Cgalinha Dhruv Baker, ex- Mestre Chef vencedor, fundou seu Charcutaria britânica empresa há nove anos, ele se concentrou em vendê-la em um pequeno número de varejistas premium, como Harrods e Fortnum & Mason.
O mercado de charcutaria de fabricação britânica tem sido historicamente limitado, disse ele, com a maioria dos produtores lutando para fornecer em grande escala. “Sempre soubemos que, para concretizar o potencial da charcutaria britânica, temos realmente de ser capazes de fornecer ao mercado principal de forma fiável”, disse ele.
Agora, essa hora chegou. Baker está entre vários produtores que atendem à crescente demanda por carnes criadas e curadas em solo britânico. Ele fundiu sua marca Rare & Pasture com outra empresa que fundou para criar The Curing Barn, e agora está estocado na Tesco em 230 locais. “Sendo a primeira campanha desta escala no Reino Unido para um produtor britânico, esperamos sinceramente que isto funcione como um catalisador para o crescimento da indústria”, disse ele.
Existem agora mais de 200 produtores de carne curada registrados no Reino Unido. Waitrose é o único supermercado além da Tesco que oferece charcutaria britânica, tendo lançado o salame de uma marca chamada The Real Cure em abril. Um porta-voz disse que a Waitrose aderiu rapidamente à tendência emergente porque seus clientes “adoram apoiar os britânicos”. O produto “oferece algo diferente e já está se mostrando popular”, disseram. “Não há razão para pensar que a popularidade da charcutaria britânica não continuará a crescer, da mesma forma que vimos um boom no vinho espumante inglês.”
Os produtores britânicos entraram um mercado desafiadordominado pelas reconhecidas credenciais de carnes curadas de França, Itália e Espanha. A sua força, no entanto, reside no sabor da carne de porco britânica, que é “tipicamente de qualidade superior à utilizada em produtos importados”, disse Baker, proporcionando “uma maior riqueza”.
O Brexit pode até ter ajudado. “Penso que estamos a ver menos produtos artesanais continentais mais pequenos no Reino Unido pós-Brexit, em grande parte devido ao aumento do custo e do tempo envolvido na exportação, juntamente com controlos muito mais rigorosos”, disse Baker. Embora isto tenha significado menos escolha para os consumidores britânicos, uma vez que apenas os grandes produtores europeus são capazes de absorver estes custos adicionais, também representa uma oportunidade para os produtores britânicos, que são aliviados pela burocracia extra.
Andrew Shreeve, chefe de vendas da Cobble Lane Cured em Londres, disse: “Temos visto um forte aumento na demanda para o mercado de charcutaria britânico desde a Covid e também o Brexit, o que nos permitiu abrir um segundo e muito maior local de produção em 2023 , e já estamos olhando para um terceiro site.”
Will Murgatroyd, que iniciou Curing Rebels com o colega chef Rich Judd em Brighton, disse que embora haja um claro aumento nos produtores de charcutaria, “é difícil quantificar se esta é uma ligação direta ao Brexit ou por causa da economia em geral e da dinâmica de negócios”.
Para Curing Rebels, o segredo é inspirar-se nos estilos europeus sem se limitar a eles. Isso significa uma textura mais macia em seu saucisson e cura de sua coppa com borra de café gasta. Livres dos constrangimentos impostos aos produtores de carnes com denominações protegidas, como o presunto de Parma, também conseguem inovar, como é o caso do seu Goan Beer Stick. “Pegamos o amor britânico pelo curry e o adicionamos a um lanche de salame”, disse Murgatroyd. “É um dos nossos produtos mais populares.”
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À medida que mais produtores entram no mercado, os preços também se tornam mais competitivos. “O preço da charcutaria britânica tem sido um fator que a impediu como indústria”, disse Baker. Com investimentos significativos em instalações, a empresa introduziu eficiências em seu modelo de produção, mantendo a qualidade artesanal. “Isso significa que podemos conviver com margens menores”, acrescentou. “Com o maior bem-estar animal e a produção relativamente menor, a charcutaria britânica ainda é comparativamente mais cara do que grande parte dos produtos importados, mas já não é proibitiva.” Um pacote de carnes de charcutaria, que inclui salame de erva-doce, coppa defumada e lombo condimentado, custa £ 4,50 na Tesco.
Para alguns, romper com a terminologia europeia é crucial para criar uma indústria britânica em expansão. Isaac McHale, chef-proprietário do The Clove Club, um restaurante com duas estrelas Michelin que produz sua própria charcutaria desde que foi inaugurado em 2013, disse que a adoção de nomes europeus prejudica a identidade culinária do produto. “Talvez precisemos de nomes britânicos para essas coisas, quaisquer que sejam esses nomes.”
Baker espera que, depois de competir com as importações daqui, os produtores britânicos possam começar a exportar para adquirir a charcutaria europeia no seu próprio quintal. “Vimos isto acontecer com vinhos espumantes e queijos e não vejo razão para que não possamos exportar os nossos produtos internacionalmente”, disse ele.
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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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