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A deusa Perséfone contou em receitas
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A comida é um meio como qualquer outro. Através da elaboração de uma receita ou do empratamento de um prato, o comestível permite transmitir uma mensagem, expressar atenção ou mesmo transmitir emoções. Em seu livro de receitas, Perséfone, uma história a gosto: receitas e símbolos, publicado pela Ofr., Joumana Jacob utiliza os alimentos como matéria-prima.
Nesta obra, a meio caminho entre um manual de receitas e uma história, o chef de origem libanesa cozinha alimentos para contar uma história: a de Perséfone, figura mitológica da Grécia antiga, deusa do submundo, filha de Zeus e Deméter, esposa de Hades, deus do submundo.
Por um lado, a cozinheira à frente da Maison Joumana, um serviço de catering em Paris, desenvolve a sua história a partir de poemas em versos livres. Testemunhamos o sequestro de Perséfone por Hades, seu tio, sua jornada para o reino dos mortos e a paixão nascente que os habita. Por outro lado, Joumana Jacob ilustra a sua narrativa através de cenografias culinárias, impregnadas de símbolos.
No início, Perséfone aparece disfarçada de labné, o famoso iogurte libanês concentrado de cor branca imaculada. “O leite é um símbolo de abundância, infância e pureza”, especifica o autor. Deméter, mãe nutridora da terra, é representada por um pão brioche. Hades, que governa o submundo, é um pão movido a carvão.
Labné, carpaccio de caqui, geleia de gergelim preto
Mais tarde, quando Perséfone viaja pela primeira vez à terra dos mortos, o labné envolve-se numa folha de shiso (planta aromática) e é acompanhado por um carpaccio de caqui. O caqui, também chamado de “fruto de Caronte”, remete à figura do barqueiro que, na mitologia grega, conduz os mortos ao Submundo e os leva através do Estige. Quando Perséfone chega ao seu destino, ela se transforma em uma geleia preta de gergelim, escura e gelada.
Quando começa seu romance com Hades, o leitor saboreia um carpaccio de vieiras com maracujá. A concha é um símbolo, utilizado desde a Pré-História e a Antiguidade, de renascimento, amor e purificação espiritual., lembra Joumana Jacob. Enquanto isso, Deméter procura desesperadamente por sua filha no universo. Uma torta de queijo feta, menta e zaatar, decorada com uma lua, um olho e uma estrela, simboliza suas andanças.
Em sua busca, a deusa da agricultura e da colheita revira a terra, pedra por pedra. Pedras que, aqui, assumem o aspecto de pequenas almôndegas decoradas com salsa, ricota e parmesão, envolvidas em folhas de acelga. No total, a comida entra na história por meio de cerca de vinte receitas. São parte integrante da obra – como a tinta na superfície de uma pintura ou o mármore de uma estátua.
A chave gráfica Gravuras e cerâmicas da artista Virginie Clavereau, que ilustram o conto.
O ingrediente surpresa As esculturas de pão que aparecem nas cenografias culinárias de Joumana Jacob.
Perséfone, uma história a gosto: receitas e símbolos, por Joumana Jacob, Ofr., 96 páginas, 19€. À venda na livraria Ofr. (Paris 3e).
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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