ACRE
A gestão compartilhada de escolas melhora a educação? SIM – 03/01/2025 – Opinião
PUBLICADO
2 anos atrásem
Cris Monteiro
A experiência de parcerias entre o setor público e o privado em áreas essenciais já demonstra resultados expressivos em São Paulo.
No setor de saúde, por exemplo, hospitais públicos administrados por organizações privadas, como o Hospital Sírio-Libanês e o Hospital Israelita Albert Einstein, têm produtividade até 52% superior e geram economia de até 32% para o Sistema Único de Saúde. Essa eficiência vem da especialização em gestão, permitindo que essas organizações otimizem recursos e processos, proporcionando um atendimento de qualidade comparável ao setor privado, sem comprometer a gratuidade.
Na educação pública, a proposta de gestão compartilhada, inspirada no modelo das charter schools americanas, oferece uma alternativa viável para enfrentar os desafios da qualidade e da eficiência no ensino.
Esse modelo é baseado em parcerias com organizações sem fins lucrativos para a administração das escolas, preservando a gratuidade e a universalidade de acesso. A administração é transferida para organizações com expertise em gestão, enquanto o governo continua responsável pelo financiamento e pela supervisão das metas.
Em estados como Nova York e Califórnia, onde o modelo das charter schools se consolidou, os resultados incluem desempenho escolar superior ao das escolas públicas tradicionais, demonstrando que uma gestão autônoma e focada pode elevar a qualidade do ensino sem onerar as famílias.
Estados como Paraná e Minas Gerais já começaram a implementar a gestão compartilhada em escolas públicas. São Paulo tem como exemplo o Liceu Coração de Jesus, no centro da cidade, próximo à cracolândia, que enfrentava queda de alunos pela violência na área. Uma parceria com a prefeitura reverteu o cenário e agora o colégio oferece ensino integral a 500 alunos da rede pública, com refeições, transporte, uniformes e alta qualidade de gestão.
Em São Paulo, o projeto de lei 573/2021 visa implementar esse modelo de gestão compartilhada em escolas municipais de ensino fundamental e médio. A proposta é garantir a todos os estudantes paulistanos uma educação pública de qualidade comparável ao ensino privado, sem custo adicional para as famílias.
O objetivo central não é privatizar a educação pública, mas sim trazer maior profissionalização e eficiência administrativa, liberando o corpo docente e a direção escolar de tarefas burocráticas, para que possam focar no desenvolvimento e aprendizado dos alunos.
Ao contrário do que alguns argumentam, a gestão compartilhada não representa privatização. As escolas permanecem de responsabilidade do setor público, mas a administração cotidiana é realizada por organizações especializadas, comprometidas com metas claras de qualidade e eficiência. Isso assegura que a escola continue gratuita e acessível, enquanto introduz métodos de gestão que priorizam resultados e eficiência.
No Brasil, a resistência ideológica ao modelo limita a possibilidade de implementar um sistema que já se mostrou eficaz em elevar a qualidade do ensino em outras regiões, sem alterar o seu caráter público.
O debate precisa avançar com foco na eficiência e na melhoria dos serviços oferecidos aos alunos. São Paulo tem a oportunidade de liderar uma transformação na educação pública que preserve o acesso universal e gratuito, mas que também busque excelência e resultados.
A gestão compartilhada permite unir o melhor dos setores público e privado em prol de um objetivo comum: proporcionar a cada estudante o ambiente necessário para desenvolver todo o seu potencial e para tornar a educação pública um exemplo de eficiência e qualidade.
TENDÊNCIAS / DEBATES
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 dias atrásem
3 de julho de 2026A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.
A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.
No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.
“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.
A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.
Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
Relacionado
ACRE
Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
2 de julho de 2026Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).
O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.
A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.
Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
Relacionado
ACRE
Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
4 dias atrásem
1 de julho de 2026A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.
“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.
Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.
O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
ACRE4 dias agoFórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre
Economia e Negócios2 dias agoExplorando o novo oceano azul da América Latina: A MT Shared Power Bank acelera sua expansão no Brasil com uma “solução completa” baseada em IoT
ACRE3 dias agoUfac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre
ACRE2 dias agoUfac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login