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A ginasta húngara Agnes Keleti, campeã olímpica mais velha, que escapou do Holocausto, morreu aos 103 anos

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Agnes Keleti realiza um split no dia 16 de janeiro de 2016, aos 95 anos, diante de jovens ginastas de Budapeste.

A campeã olímpica mais velha morreu na quinta-feira, 2 de janeiro, aos 103 anos, uma semana antes dos 104e aniversário. Nascida em 9 de janeiro de 1921 em Budapeste, sob o nome de nascimento de Klein, a húngara Agnes Keleti não só ganhou dez medalhas olímpicas, incluindo cinco de ouro, na ginástica, como também demonstrou uma resiliência impressionante para superar os horrores do século XX.e século.

“Valeu a pena fazer algo de bom na vida pela atenção que recebi. Sinto arrepios quando vejo todos os artigos escritos sobre mim”confidenciou à Agance France-Presse, por ocasião do seu centenário.

Agnes Keleti começou a fazer ginástica aos quatro anos de idade e distinguiu-se ao tornar-se campeã húngara pela primeira vez em 1937. Mas cresceu num contexto particular de anti-semitismo virulento. A primeira lei anti-semita europeia foi adoptada em 1920 na Hungria, estabelecendo um numerus clausus universitário para limitar o acesso ao ensino superior para os judeus. Sua vocação para a ginástica foi então fortalecida.

No entanto, em 1940, quando o seu país aderiu às forças armadas do Eixo, ela foi excluída da selecção nacional e proibida de praticar desporto devido às suas origens judaicas. Ela muda de nome e adota o sobrenome húngaro Keleti.

Deslumbrante nas Olimpíadas de Melbourne

Em Março de 1944, enquanto os nazis invadiam o seu país, ela escapou da Shoah obtendo – em troca de todos os seus bens – “documentos cristãos” em nome de Piroska Juhasz. Refugiada no campo, onde trabalha como criada, a futura campeã recusa abandonar a sua paixão e treina em segredo nas margens do Danúbio.

Sua mãe e irmã são salvas pelo Justo Raoul Wallenberg, um diplomata sueco. Seu pai não teve tanta sorte: morreu durante a deportação para Auschwitz. No início da Segunda Guerra Mundial, 850 mil judeus viviam na Hungria. No final da guerra, restavam apenas 250.000.

Aos 24 anos, e após a derrota dos nazis, Agnes Keleti perseguiu com determinação o seu sonho olímpico. O destino continuou, pois uma grave lesão no tornozelo durante o último treino a impediu de participar dos Jogos de Londres em 1948. Nesse ínterim, a jovem estudou educação física. Em 1949, ela marcou quádrupla no Campeonato Mundial Universitário realizado em sua cidade natal.

Nos Jogos de Helsínquia, em 1952, a ginasta húngara já tinha mais de trinta anos quando finalmente realizou as suas ambições olímpicas. Na Finlândia, brilhou na prova de solo, sua grande especialidade, e conquistou outras três medalhas: prata e bronze por equipes (exercícios gerais e em grupo com aparelhos portáteis) e bronze nas barras assimétricas no individual.

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Quatro anos depois, durante as Olimpíadas de Melbourne, ela deslumbrou o público australiano, conquistando três títulos olímpicos individuais (no solo, trave e barras assimétricas) e o título de solo por equipes olímpicas com a seleção húngara. Aos 34 anos, somou outras duas medalhas de prata, no individual geral e no individual geral por equipes.

Tal como cerca de quarenta outras atletas húngaras, Agnes Keleti aproveitou estes Jogos Olímpicos, que decorreram de 22 de novembro a 8 de dezembro, poucas semanas após o fracasso da revolução de 1956 (23 de outubro a 10 de novembro), para não regressar ao país. . Ela permaneceu alguns meses na Austrália antes de se estabelecer em Israel, onde foi convidada, em 1957, para fazer uma demonstração de ginástica durante as Macabias, eventos esportivos judaicos organizados a cada quatro anos. Em 1959, casou-se com o professor de esportes húngaro, Robert Biro, com quem teve dois filhos. Keleti é considerado o fundador da ginástica em Israel.

Francês Charles Coste, novo reitor

Após se aposentar do esporte, Agnes Keleti trabalhou como professora de educação física e treinou a seleção nacional por vinte e dois anos. Ela só voltou a Budapeste em 1983, para o campeonato mundial de ginástica. Em 2000, ela foi incluída no “Hall da Fama” da ginástica. No discurso proferido nesta ocasião, ela descreve seu esporte comoqueimadura poética (“arte poética”). Ela retornou a Budapeste permanentemente em 2015.

Graças aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2024 em Paris, a França queria “prestar homenagem aos seus eminentes méritos” e concedeu-lhe, em setembro, a medalha de ouro pela juventude, desporto e envolvimento comunitário.

Agnes Keleti, em sua casa em Budapeste, 3 de maio de 2022. Agnes Keleti, em sua casa em Budapeste, 3 de maio de 2022.

“Obrigado por tudo!” » escreveu o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, no Facebook, prestando homenagem ao campeão. Seu filho, Rafael Biro Keleti, por sua vez, declarou que Agnes Keleti demonstrou, até o fim da vida, uma “energia incrível”.

Segundo o principal diário desportivo do país, Esporte Nacionalagora é o francês Charles Coste (100 anos, nascido em 8 de fevereiro de 1924), medalhista de ouro na perseguição por equipes no ciclismo de pista nos Jogos de Londres em 1948, e portador da chama na cerimônia de abertura de Paris 2024, quem sucede a Agnes Keleti como reitora dos campeões olímpicos.

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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