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A grande questão do Irão sobre as eleições nos EUA: Trump ou Harris procurarão a diplomacia? | Notícias das Eleições de 2024 nos EUA
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Teerã, Irã – Quando os Estados Unidos elegem o seu presidente, o impacto da sua escolha é sentido em todo o mundo, e poucos países são tão directamente afectados como o Irão.
Mas enquanto os EUA votam na terça-feira numa eleição em que a vice-presidente Kamala Harris e o ex-presidente Donald Trump estão em disputa, de acordo com as sondagens de opinião finais, o Irão está a lidar com uma realidade particularmente desafiante, dizem os analistas: as tensões com Washington parece prestes a permanecer nas alturas, independentemente de quem acabar na Casa Branca.
O democrata Harris e o republicano Trump estão a lutar pela presidência num momento em que um terceiro grande ataque iraniano a Israel parece quase certo e persistem as preocupações sobre uma guerra regional total.
O líder supremo iraniano, Ali Khamenei, prometeu uma resposta “esmagadora de dentes” a Israel em retaliação pelos primeiros ataques aéreos contra Teerã e várias outras províncias em 26 de outubro.
Os comandantes do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) estão sugerindo a sua próxima ação contra Israel – que deverá envolver também o exército iraniano depois quatro soldados do exército foram mortos pelas bombas israelenses – envolverá projéteis mais avançados.
Neste contexto, ambos os candidatos presidenciais nos EUA têm expressado opiniões linha-dura sobre Teerão. Harris chamou o Irã de “maior adversário” dos EUA no mês passado, enquanto Trump defendeu que Israel atacasse as instalações nucleares iranianas.
Ao mesmo tempo, ambos sinalizaram que estarão dispostos a dialogar diplomaticamente com o Irão.
Falando aos repórteres em Nova Iorque, em Setembro, Trump disse que estava aberto a reiniciar as negociações sobre um acordo nuclear. “Temos que fazer um acordo porque as consequências são impossíveis. Temos que fazer um acordo”, disse ele.
Harris também já apoiou anteriormente o regresso às negociações nucleares, embora o seu tom em relação ao Irão tenha endurecido mais recentemente.
De acordo com o analista político baseado em Teerão, Diako Hosseini, a grande questão para o Irão no meio de tudo isto é qual dos dois candidatos presidenciais poderá estar mais preparado para gerir as tensões.
“Trump fornece apoio excessivo a Israel, enquanto Harris está altamente comprometido com a agenda dominante dos EUA contra o Irão”, disse ele à Al Jazeera.
História de tensões
A história dos dois candidatos também terá um forte impacto nas suas potenciais relações futuras com Teerão.
Um ano depois de se tornar presidente em 2017, Trump retirou-se unilateralmente do acordo nuclear de 2015 entre o Irão e as potências mundiais, impondo as sanções mais duras de sempre dos EUA ao Irão, que abrangeram toda a sua economia.
Ele também ordenou o assassinato de Qassem Soleimanio principal general do Irão e o segundo homem mais poderoso depois do líder supremo. Soleimani, o comandante-chefe da Força Quds do IRGC, foi morto juntamente com um comandante iraquiano por um drone dos EUA no Iraque em Janeiro de 2020.
Depois de assumirem o cargo em janeiro de 2021, o atual presidente dos EUA, Joe Biden, e Harris continuaram a aplicar as sanções de Trump, inclusive durante os anos em que o Irão estava a lidar com o surto mais mortal de COVID-19 no Oriente Médioque matou cerca de 150 mil pessoas.
A administração Biden também aumentou consideravelmente essas sanções, colocando na lista negra muitas dezenas de indivíduos e entidades com o objectivo anunciado de visar as exportações iranianas, limitando as suas capacidades militares e punindo as violações dos direitos humanos.
Depois de um ataque com mísseis iranianos contra Israel no mês passado, Washington sanções ampliadas aos setores petrolífero e petroquímico do Irã impactar negativamente as suas exportações de petróleo bruto para a China, que se recuperaram e cresceram ao longo dos últimos anos, apesar das sanções.
Trump afirmou que irá sufocar as resistentes exportações iranianas através de uma melhor aplicação das sanções.
“Prosseguir a diplomacia com Trump é muito mais difícil para o Irão devido ao assassinato do General Soleimani, mas não é impossível”, disse Hosseini.
“No entanto, se uma potencial administração Harris estiver disposta, o Irão não terá quaisquer obstáculos importantes para negociações bilaterais diretas. No entanto, o Irão está bem e realisticamente consciente de que, independentemente de quem assuma a Casa Branca como presidente, a diplomacia com Washington é agora consideravelmente mais difícil do que em qualquer outro momento.”
Desde a retirada dos EUA do acordo nuclear histórico, todo o diálogo com os EUA – incluindo os esforços falhados para reavivar o acordo nuclear em coma e uma acordo de troca de prisioneiros no ano passado – foi detido indiretamente e através de intermediários como Qatar e Omã.
‘As táticas podem mudar’
O governo do Presidente Masoud Pezeshkian, composto por representantes de facções políticas reformistas e de linha dura dentro do establishment iraniano, tentou atingir um tom que projectasse moderação e força.
Pezeshkian disse num discurso na segunda-feira que o Irão está envolvido numa “guerra económica total” e deve enfrentar os seus oponentes, impulsionando a sua economia local. Ele também disse repetidamente que quer trabalhar para conseguir as sanções removido e está aberto a negociações com o Ocidente.
“É estranho que o regime sionista e os seus apoiantes continuem a fazer reivindicações sobre os direitos humanos. Violência, genocídio, crimes e assassinatos estão por trás de sua fachada e gravatas aparentemente elegantes”, disse o presidente durante seu último discurso.
Falando à televisão estatal na noite de segunda-feira, o principal diplomata do Irão disse que Teerão “não dá tanto valor” a quem vence a corrida presidencial nos EUA.
“As principais estratégias do país não serão impactadas por estas coisas. As tácticas podem mudar e as coisas podem ser aceleradas ou atrasadas, mas nunca comprometeremos os nossos fundamentos e objectivos”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi.
Araghchi viajou para a capital do Paquistão, Islamabad, na terça-feira, onde discutiu as “ameaças representadas pelo regime sionista e a crise regional” com altos funcionários, incluindo o chefe do exército, general Asim Munir.
O IRGC continua a levar a cabo uma operação militar em grande escala no província do sudeste do Sistão e Baluchistão faz fronteira com o Paquistão e o Afeganistão, onde recentemente ocorreram vários ataques armados por parte de um grupo separatista que o Irão acredita ser apoiado por Israel.
O grupo Jaish al-Adl matou 10 membros das forças armadas iranianas na província em 26 de outubro, num ataque condenado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas como um “ataque terrorista hediondo e covarde”.
Desde o ataque, o IRGC disse que matou oito membros do grupo e prendeu 14.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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