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A meta de Lira para deixar legado na presidência d…

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Marcela Rahal

O presidente da Câmara, Arthur Lira, almeja capitalizar a aprovação do pacote de corte de gastos como legado de sua gestão à frente da Casa. Apesar de dizer publicamente que será muito difícil aprovar as matérias e que o governo ainda não tem votos suficientes, nos bastidores há forte articulação para agilizar as medidas antes do recesso, segundo parlamentares.

“Vai levar no peito “, diz uma fonte do governo sobre o deputado federal. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está confiante de que a aprovação sairá ainda neste ano. Com isso, a ideia é economizar cerca de R$ 70 bilhões em dois anos.

As medidas são sensíveis, envolvem novas regras para o salário mínimo, abono salarial, BPC, revisão de benefícios sociais e outras propostas. Entre as metas, tem até uma PEC, Proposta de Emenda à Constituição, que precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara e no Senado com ampla maioria, o que em tese é bem difícil de se concretizar.

O cenário não é dos melhores, mas após a portaria publicada pelo governo, nesta quarta-feira, 11, que prevê a facilitação para liberação de emendas, a situação tende a melhorar na visão de parlamentares governistas. À coluna, o deputado Jilmar Tatto, secretário de Comunicação do PT, diz que acredita que tudo será votado antes do recesso, a mesma visão tem o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que também aposta na aprovação até o fim do ano.

O vice-líder do governo na Câmara, Pedro Paulo (PSD-RJ), já é bem mais cauteloso, e admitiu à coluna que é difícil aprovar algo significativo, “mas estamos tentando”, ressaltou. O líder do Republicanos na Câmara, Hugo Motta, ainda afirmou que a nova portaria pode fazer com que o clima melhore na Casa.

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Um fato que também pesa nessa balança é a internação do presidente Lula após sofrer uma hemorragia intracraniana, na última segunda. Lula está bem, mas segue na UTI, e deve receber alta apenas na semana que vem. Parlamentares avaliam que o núcleo de articulação política do governo não tem autonomia, nem habilidade, para decidir sem o petista.

Essas questões todas impõe muitas dificuldades para a aprovação do pacote que pretende equilibrar as contas públicas, essencial para o andamento do país. Além da aprovação da reforma tributária, o presidente da Câmara quer se despedir do cargo com mais esse legado de, apesar de tantos empecilhos, ter força política suficiente para votar as medidas. O prazo é curto, vai até o fim da semana que vem.



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Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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