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A morte de Jim Hoagland, grande escritor do “Washington Post”
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Ele pertencia ao que era então considerado a aristocracia do jornalismo americano: os “correspondentes estrangeiros”. E nesta tribo, Jim Hoagland, que morreu em 4 de novembro, em Washington, aos 84 anos, após um ataque, era um príncipe.
O tempo é importante. Do início da década de 1960 à primavera da década de 2000, ele testemunhou o fim da Guerra Fria, quando aumentaram as esperanças, da África do Sul à Europa Oriental, de uma liberalização política geral – e talvez de uma ordem mundial inspirada no melhor da América. Estes também são tempos pré-mídia social, quando os grandes jornais ainda têm peso.
Em Washington, Paris, Londres ou Beirute, naqueles anos, a assinatura de Hoagland, no final de um artigo na Washington Posté a garantia de informações extraídas das melhores fontes. É também a visão esclarecida, calma e elegantemente cética de alguém familiarizado com questões internacionais. Seus colegas não se enganam: a carreira de modelo de Jim Hoagland lhe rendeu dois prêmios Pulitzer. “Em Washington, ele tinha tanto conhecimento sobre política externa quanto Bob Woodward tinha sobre política interna”disse o jornalista Philippe Labro, de quem era amigo.
Nascido e criado em Rock Hill, Carolina do Sul, Jimmie Lee Hoagland cresceu em uma terra de segregação: “Era uma época em que era difícil acreditar que as coisas pudessem mudar. E ainda assim eles mudaram. » Em 1971, enquanto residia na África Oriental, uma série de artigos sobre o apartheid sul-africano valeu-lhe o seu primeiro Pulitzer. Mais tarde, quando questionado sobre qual figura política mais o impressionou em toda a sua carreira, ele respondeu «Nelson Mandela»diz Alain Minc, outro de seus amigos parisienses.
Laços profundos com a França
Ele entra no Publicar em 1966, quando o jornal pretendia se desenvolver no exterior e competir com o New York Times. Foi nomeado para Nairobi, depois para Beirute e finalmente para Paris. Tudo começou com um currículo em forma de ode à escala social americana. Com a ajuda de várias fundações, o jovem pobre estudou na universidade na Carolina do Sul e depois em Nova Iorque e passou uma temporada na Universidade de Aix-Marseille. Depois veio um emprego como repórter júnior na Notícias noturnas de Rock Hilldepois dois anos de serviço militar numa base da Força Aérea dos EUA na Alemanha, um estágio na l’International Herald Tribune em Paris, finalmente, em 1966, a contratação de Washington Postna capital federal.
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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