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A querida banana de Maurizio Cattelan, uma obra-prima de arte virtual

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“Comediante”, a banana de Maurizio Cattelan exposta na Art Basel Miami, em 2019.

Eexpositor em 2019 na Art Basel Miami, sob o título Comediante, uma simples banana comprada no mercado local e fixada na parede do estande da galeria Perrotin com um pedaço de fita adesiva grossa e prateada, Maurizio Cattelan havia criado um burburinho. Começou então um escândalo quando o seu galerista anunciou ter vendido dois primeiros exemplares (são três, mais dois “provas do artista”) por 120 mil dólares (113.907 euros), o terceiro por 140 mil – uma espécie de bónus para os dois compradores mais rápidos. Vida diária Correio de Nova York então manchete em um : “O mundo da arte está enlouquecendo…” Terá de dar mostras de imaginação: um dos exemplares em questão foi vendido quarta-feira à noite na Sotheby’s de Nova Iorque por 5,2 milhões de dólares (4,7 milhões de euros), “preço do martelo” como se costuma dizer nos leilões, fórmula que agora soa mais verdadeira, ou 6,2 milhões de dólares (5,8 milhões de euros) com custos.

Sete licitantes competiram por ele. Estimada pela casa de leilões entre 1 e 1,5 milhões de dólares – o que significa que já teve compradores nesta faixa, o que representa, no entanto, dez vezes o seu preço inicial –, ao preço de 800 mil dólares (759 mil euros), a fruta é montada em seis minutos até o prêmio final. Seu novo dono é o chinês Justin Sun. Radicado em Hong Kong, fundador da plataforma TRON, fez fortuna em criptomoedas, que valorizaram bastante desde a eleição de Donald Trump.

Venda virtual

Esta não é a primeira incursão do bilionário na extrema vanguarda do mercado de arte: já em 2021, ele foi o sublicitante da venda na Christie é a Todos os dias: os primeiros 5.000 diasuma obra de Beeplenome verdadeiro Mike Winkelmann, um artista digital americano. Garantida por um NFT (Non Fungible Token), uma espécie de certificado digital de autenticidade, a obra, que é uma colagem de imagens já publicadas online pelo artista, atingiu a incrível soma de 69,34 milhões de dólares (65,83 milhões de euros). Então, mesmo não tendo vencido o leilão, Justin Sun mostrou que já pode subir alto.

Por que motivo? O próprio Sr. Sun explicou isso, em mensagem postada no X após a venda: “Tenho o prazer de anunciar que adquiri com sucesso a obra icônica de Maurizio Cattelan, Comediantepor US$ 6,2 milhões. Não é apenas uma obra de arte; representa um fenômeno cultural que une os mundos da arte, dos memes e da comunidade das criptomoedas. » Porque, quanto a Todos os dias: os primeiros 5.000 diaso valor de Comediante não reside no objeto – Justin Sun também anunciou sua intenção de comer a banana, na qual não seria o primeiro, duas pessoas já o fizeram sem autorização – mas no certificado de autenticidade que o acompanha (bem como nas instruções de montagem, etc.). Isto não é um NFT (token não fungível, ou “tokens não fungíveis” em francês), mas em versão em papel, porém o espírito é o mesmo. Ambos vendem virtualmente. É um princípio tão antigo quanto a arte conceitual e que pode até remontar a Marcel Duchamp, ou ainda mais se considerarmos que o que dá valor a uma obra é a notoriedade do artista. É isso que faz com que uma pintura seja quase inteiramente restaurada, mas atribuída a Leonardo da Vinci, pode ser vendido por 450 milhões de dólares.

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna-2.jpg

A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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