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A reputação da UE cresce entre as elites do sudeste asiático – DW – 11/04/2025

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A reputação da UE cresce entre as elites do sudeste asiático - DW - 11/04/2025

Mais da metade dos criadores de opinião no sudeste da Ásia acreditam a União Europeia “fará a coisa certa” para melhorar o mundo, de acordo com A pesquisa mais recente publicada pelo ISEAS-YUSOF ISHAK Instituto, com sede em Cingapura.

A pesquisa anual compila respostas de o ASEAN-10 – Cingapura, Indonésia, Malásia, Vietnã, Camboja, Tailândia, Filipinas, Mianmar, Laos e Brunei. Pela primeira vez este ano, também inclui Timor-Leste.

O instituto questionou mais de 2.000 pessoas sobre quem eles acreditam estar “em posição de informar ou influenciar a política” na região do Sudeste Asiático. Isso inclui membros da academia, think tanks e pesquisadores, funcionários do governo, representantes do setor privado, ativistas da sociedade civil e ONGs, trabalhadores da mídia e membros de organizações internacionais.

Os pesquisadores conduziram a pesquisa por várias semanas em janeiro e fevereiro deste ano, antes e depois da inauguração de Donald Trump em Washington.

Entre outras perguntas, eles perguntaram se os participantes acreditavam que a UE “faria a coisa certa” e “contribui para a paz, a segurança, a prosperidade e a governança globais”.

Ano passado viu a confiança na UE cair quase 10% entre os participantesque alguns especialistas atribuíram ao apoio de Bruxelas a Israel em Gaza. Mas o mais recente relatório ISEAS-YUSOF mostra que a UE recuperou e superou sua posição anterior.

“Os níveis de confiança na UE tiveram uma melhoria significativa este ano, subindo de 41,5% em 2024 para 51,9% este ano para os entrevistados da ASEAN-10”, observou os autores na pesquisa de 2025.

UE ainda é o “poder médio” do topo

Surpreendentemente, menos participantes escolheram a UE como seu “poder médio” preferido em a rivalidade entre os EUA e China – Apenas 36,3% em comparação com 37,2% no ano passado. Isso ainda coloca a UE no topo, mas seus rivais mais próximos – Japão e Índia – viram saltos significativos. O Japão é agora a escolha do “Middle Power” para 29,6% dos participantes.

As tensões sobre o mar da China Meridional dominam a cúpula da ASEAN no Laos

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“Uma das minhas takeaways é que a União Europeia manteve seu primeiro lugar como o parceiro preferido da ASEAN de proteger a grande rivalidade de poder entre a China e os Estados Unidos”, disse Sujiro Seam, embaixadora da UE na ASEAN, em um vídeo que lançou nesta semana.

Bruxelas também viu melhorias em sua confiabilidade como defensor do livre comércio e segurança regional.

Chris Humphrey, diretor executivo do Conselho Empresarial da UE-ASEAN, disse à DW que os resultados da pesquisa este ano são “definitivamente melhores notícias para a UE” seguintes conflitos comerciais com alguns países da ASEAN por preocupações ambientais.

“O movimento positivo nos sentimentos pode ser impulsionado por vários fatores, mas certamente os movimentos em Bruxelas para suavizar o tom no acordo verde e simplificar alguns dos requisitos de relatório e atrasar a introdução da diretiva de desmatamento foi recebida por muitos em toda a região”, acrescentou.

Quem pode manter a ‘ordem baseada em regras’?

Quando perguntado sobre a capacidade de “fornecer liderança para manter a ordem baseada em regras e defender o direito internacional”, cerca de 19,3% escolheram a UE em 2025-uma melhoria notável em relação a 16% no ano passado. Mesmo assim, a UE está atrás dos EUA com 26,5% e a própria ASEAN com 23,1% de apoio.

Ao mesmo tempo, ele bate à China, que recebeu apenas 11,2% dos votos. Também vale a pena notar que a pesquisa foi concluída antes as últimas escalações da guerra comercial dos EUA.

A escalada vertiginosa das tarifas ameaça a economia mundial

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Hunter Marston, pesquisador do sudeste da Ásia da Universidade Nacional da Austrália, disse à DW que maior confiança na UE “provavelmente está relacionada ao aumento da incerteza em relação à política dos EUA após a eleição” do presidente Trump.

Embora metade dos entrevistados da pesquisa tenha expressado suas opiniões antes da inauguração de Trump, cerca de 47% disseram que o governo Trump era uma preocupação geopolítica para seus países.

Bruxelas avançou no livre comércio

Rahul Mishra, pesquisador sênior do Centro de Excelência Alemão-Sutreste da Ásia para Políticas Públicas e boa governança da Universidade de Thammasat, na Tailândia, disse à DW que o aumento da positividade também é resultado das etapas diplomáticas que a UE tomou para melhorar sua imagem.

A UE está perto de finalizar Livros de livre comércio com a Indonésia e Tailândia. Em janeiro, Bruxelas e Malásia concordaram em reiniciar as negociações comerciais, enquanto as conversas com as Filipinas foram retomadas no ano passado.

No entanto, não foram boas notícias para a Europa, especialmente no campo da potência suave.

Os entrevistados do Sudeste Asiático foram questionados em qual país preferem viver e trabalhar. Como uma média regional, menos de 10% nomeou um estado da UE, tornando -o significativamente menos atraente que os EUA e o Japão, mas também a Austrália e a Nova Zelândia.

Editado por: Srinivas Mazumdaru



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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