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A Rússia é capaz de lutar tanto na Ucrânia como na Síria? – DW – 12/05/2024
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Alepo há muito tempo é considerado um símbolo da força da Rússia.
Após quatro anos de combates, os militares russos ajudaram o presidente sírio Bashar al-Assad tomar a cidade no final de 2016.
Agora, como parte do ofensiva atual pela milícia islâmica pró-turca Hayat Tahrir al-Sham (HTS), Aleppo caído nas mãos dos rebeldes em menos de quatro dias.
“A Rússia não está mais em posição de apoiar o regime de Assad como fazia há dez anos”, disse à DW Ruslan Suleimanov, pesquisador russo da Universidade ADA, na capital do Azerbaijão, Baku.
Embora a Rússia esteja mais uma vez a realizar ataques aéreos numa tentativa de apoiar as forças governamentais da Síria sob o presidente Assad, isso não é suficiente para parar o HTS, de acordo com Suleimanov.
A principal diferença em relação ao anterior batalha de Alepo é que a Rússia tem estado muito mais preocupada com a guerra na Ucrânia desde Fevereiro de 2022.
“Obviamente, a presença russa na Síria começou a diminuir depois”, disse Suleimanov à DW.
A força da Rússia reside nos ataques aéreos
Contudo, o contingente de tropas russas na Síria sempre foi relativamente pequeno.
Em 2015, quando o presidente russo Vladímir Putin decidiu fortalecer militarmente Bashar Assad quatro anos após o início da guerra civil, ele desdobrou principalmente a sua força aérea na Síria.
Segundo estimativas, como os números oficiais nunca foram divulgados, apenas entre 2.000 e 4.000 soldados foram destacados adicionalmente.
É provável que esse número tenha permanecido o mesmo.
Além disso, quase o mesmo número de mercenários, como os do Grupo Wagnerforam adicionados na época.
Estes últimos estiveram envolvidos em batalhas terrestres na Síria com mais frequência do que os soldados regulares.
No entanto, hoje em dia estes combatentes estão baseados na Ucrânia.
“A estratégia russa era sobre Síria, Irã e Milícias xiitas combatendo e as forças russas fornecendo apoio, e não o contrário”, dizem os analistas norte-americanos Michael Kofman e Matthew Rojansky. escreveuem um estudo para a US Army University Press em 2018.
Entretanto, o Irão e as suas milícias aliadas, como o Hezbollah, foram enfraquecidas pelo conflito com Israel. O Islamista Hayat Tahrir al-Sham Os rebeldes (HTS) aproveitaram a oportunidade para avançar.
Forças provavelmente retiradas da Síria
Resta saber se a Rússia conseguirá preencher esta lacuna na forças terrestres.
“Será muito difícil aumentar a ajuda a Assad sem enfraquecer as suas próprias tropas na Ucrânia”, disse Pavel Luzin, especialista nas forças armadas russas, à DW.
Após a invasão da Ucrânia em 2022, a Rússia negou planos de retirada das tropas da Síria. No entanto, teria transferido vários caças de volta aos seus portos de origem. E o sistema de mísseis antiaéreos S-300 foi enviado para um porto russo perto da Crimeia.
Soldados em Síria foram reagrupados e transferidos de postos menores para bases maiores. Além disso, a transferência de mercenários com experiência em combate para a Ucrânia enfraqueceu a posição da Rússia.
Embora outros mercenários do Kremlin estejam atualmente na Síria, “eles não são especializados em missões de combate, mas em monitorar instalações de produção de petróleo, por exemplo”, segundo Ruslan Suleimanov.
Moscou não está disposta a desistir da Síria
Enquanto o guerra na Ucrânia continua a ser uma prioridade máxima para a Rússia, “Putin certamente não abandonará Assad”, disse Suleimanov.
Afinal, Moscovo tem duas localizações importantes em jogo: a base naval de Tartus assegura o acesso ao Mediterrâneo, e a base aérea de Hmeimim permite estar operacional em toda a região.
A Síria também desempenha um papel importante para o Kremlin na manutenção da sua imagem como superpotência. Após as fracassadas intervenções ocidentais no Iraque e na Líbia, a Rússia quis apresentar-se como um factor estabilizador na região e conseguiu estabelecer-se com sucesso como um país jogador no Oriente Médio.
Negociações em vez de novas tropas
As reacções iniciais da Rússia à ofensiva rebelde indicam que preferiria não enviar recursos militares adicionais para a Síria.
No entanto, os ataques aéreos continuam a ser intensificados.
Segundo o canal de telegramas russo ‘Rybar’, o general Alexander Chaiko, que já liderou tropas russas na Síria, chegou ao país.
Paralelamente, Moscovo procura também contactos com outras potências envolvidas, sobretudo a Turquia, que é beneficiando ao máximo do avanço dos rebeldes.
Putin conversou por telefone com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e representantes da Rússia, do Irã e da Turquia deverão se reunir no próximo fim de semana.
“Estas são negociações muito difíceis e exaustivas para o Kremlin, que já está a dedicar tanta coragem, energia e recursos à Ucrânia”, afirma o orientalista Ruslan Suleimanov.
Na sua opinião, é um dado adquirido que o Kremlin terá de desviar alguns destes recursos para a Síria.
Será que a Rússia irá inclinar a balança para Assad da Síria novamente?
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Este artigo foi publicado originalmente em alemão.
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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli
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6 dias atrásem
16 de abril de 2026No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo.
O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:
SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.
A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.
Veja o vídeo:
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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