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‘A sexualidade é tão individual quanto uma impressão digital’: Daniel Craig e Luca Guadagnino em Queer | Filme
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2 anos atrásem
Ryan Gilbey
Tnão faltam diretores que fizeram filmes sobre a vida gay apenas para depois voltar atrás e afirmar que, afinal, não eram histórias especificamente gays: Tom Ford fez isso com Um homem solteiroWilliam Friedkin com ambos Cruzeiro e Os meninos da banda. Luca Guadagnino, diretor do Me chame pelo seu nome e a comédia romântica de tênis deste ano Desafiadoresnão está prestes a jogar esse jogo. “É o filme gay mais gigantesco da história”, diz ele sobre seu último filme, para o qual recriou a Cidade do México dos anos 1950 em 12 palcos nos estúdios Cinecittà, em Roma. “Acho que nunca houve um filme gay maior.” Por outro lado, ele não tem muita margem de manobra: o filme se chama Queer.
Sua adaptação febril do romance de William S. Burroughs, que foi escrito no início dos anos 1950, mas não publicado até 1985, trata de um expatriado americano, William Lee, que olha nos olhos de um jovem estranho durante uma briga de galos lotada. Este é Eugene Allerton, uma presença nítida e semelhante a uma lâmina, interpretada por Drew Starkey. E quem deveria estrelar como Lee, o idiota desajeitado, desajeitado e suado, senão Daniel Craig? Se Não há tempo para morrer não tivesse matado James Bond, Queer teria feito isso em um piscar de olhos.
A atuação de Craig, comovente, desprotegida e engraçada, rendeu-lhe um Indicação ao Globo de Ouro e fez dele um dos favoritos para o prêmio de melhor ator no Oscar do próximo ano. Encontramo-nos hoje num quarto de hotel em Londres. Craig, que tem cabelos longos, cor de areia e penteados para trás, está vestindo uma camisa azul clara; Guadagnino está sentado ao lado dele, vestido de preto, exceto tênis brancos e um boné de beisebol verde-oliva. O ator está preocupado com a indicação, mas não se deixa levar por nenhuma previsão do Oscar. “É assim que reside a loucura”, diz ele.
Ninguém poderia acusá-lo de não dedicar horas para garantir que Queer fosse visto. Na última semana em Londres, o público teve muito trabalho tentando encontrar um cinema onde Craig não foi apresentando o filme ou participando de entrevistas no palco. Será isto um reconhecimento de que Queer – que é, afinal de contas, uma peça de época sexualmente explícita que culmina com uma viagem de drogas que é parte dança, parte transe – é inerentemente difícil de vender? “Não, acho que não”, diz Craig. “Não há o orçamento publicitário que gostaríamos que houvesse, então cabe a nós vender o filme.” Guadagnino parece mais ofendido: “Isso é loucura, você nos fazendo essa pergunta!” ele balbucia. “Vocês querem que façamos divulgação e agora estão nos dizendo…” Craig completa o pensamento: “Que estamos fazendo demais?”
O filme certamente não quer fãs. John Waters, diretor de Pink Flamingos e ele próprio uma lenda queer, escolheu-o recentemente como um de seus filmes favoritos do ano. “Daniel Craig pode ser uma isca por assumir o papel do alter ego de William Burroughs”, escreveu Waters, “mas… ele é absolutamente brilhante e até tem uma cena de ‘bola de neve’, uma feliz lembrança de um ato sexual que eu havia esquecido há muito tempo”. Guadagnino franze a testa: “O que é uma ‘bola de neve’?” ele pergunta. Craig o esclarece imitando o movimento de um fluido que definitivamente não é enxaguatório bucal. “Ah!” o diretor engasga. A ideia de assistir o ex-James Bond explicar as complexidades do sexo gay ao homem que dirigiu a cena do pêssego em Me Chame Pelo Seu Nome pode parecer absurda. E ainda assim aqui estamos.
Agora Craig tem uma pergunta. “O que é ‘queerbait’?” ele diz. Eu explico o conceito de atores heterossexuais cortejando o prestígio queer e como ele surgiu há alguns anos, durante a conversa sobre se os papéis LGBTQ+ deveriam ser interpretados apenas por atores que se identificassem como a sexualidade correspondente. Claro, Craig desempenhou outros papéis gays, não apenas Benoit Blanc, o detetive elegante dos policiais de Knives Out (o terceiro dos quais, Wake Up Dead Man, será lançado no próximo ano), mas mais atrás em sua carreira, antes de James Bond, quando ele foi o rude de Francis Bacon em Love Is the Devil e um mórmon sexualmente em conflito em a produção original londrina de Angels in America: Perestroika.
Quão alta foi a conversa naquela época sobre o elenco autêntico? “Isso nunca foi discutido”, diz Craig, olhando de soslaio. Guadagnino é igualmente desdenhoso: “A sexualidade não é uma coisa. São cinco coisas, são sete? Não existe ‘o gay’.” Craig tem outra ideia: “A sexualidade é uma ideia muito moderna”, diz ele. “A sexualidade das pessoas, ou o que quer que elas desejem, é tão individual quanto uma impressão digital.”
Não há dúvida de que Craig se compromete totalmente com o papel de Lee, mesmo antes de chegarmos à bola de neve. O roteirista Justin Kuritzkes, a quem Guadagnino pediu para adaptar Queer enquanto eles estavam fazendo Challengers, ficou surpreso com o vigor com que o ator abraçou as qualidades menos lisonjeiras do papel. “Lee é um cara terno e constrangedor que ama de uma forma quase adolescente”, Kuritzkes me disse mais tarde. “De certa forma, vejo isso como uma comédia sobre essa pessoa apaixonada. E fiquei chocado com o comprometimento total de Daniel com isso. Às vezes tenho vontade de gritar para a tela: ‘Pare de cutucar Allerton, ele não gosta disso! Você vai fazê-lo fugir! Tudo isso estava no roteiro, mas parece muito nítido por causa do que Daniel faz com isso.”
Guadagnino ressalta que, apesar da diferença de idade, não há nada de predatório na relação entre Lee e Allerton: “Dizer isso seria uma grande besteira”. São simplesmente amantes que vivenciam uma conexão passageira. Sua busca por algo mais profundo (que eventualmente os leva a uma viagem de ayahuasca supervisionada por um xamã interpretado por uma irreconhecível Lesley Manville) é frustrada pelo que o diretor chama de natureza “assíncrona” de sua dinâmica. Ele acredita que todo amor é assíncrono? “Ah, seria chato estar sempre em sincronia”, ele exclama, para grande diversão de Craig. “A beleza do amor e dos relacionamentos é que somos indivíduos e então decidimos cruzar a vida com outra pessoa como companheira.” Guadagnino sentiu-se atraído por namorar outros cineastas; por pouco mais de uma década, ele manteve um relacionamento com o diretor Ferdinando Cito Filomarino. Compartilhar uma vocação reduz as chances de ser assíncrono? “Não, isso os aprimora porque os cineastas são narcisistas radicais que só querem fazer suas próprias coisas. É um desastre.”
Isso provoca mais risadas de Craig, mais alto desta vez. Se o ator não fosse casado com Rachel Weisz, é justo dizer que ele também não estaria namorando civis? “Não é uma escolha”, diz ele. “Você tem que seguir o que sente.” E, no entanto, o tipo de encontro casual que ocorre entre Lee e Allerton nunca mais poderá acontecer com ele. “O que você está dizendo?” ele bufa. “Que estou muito velho?” Não: muito famoso. Guadagnino tem 53 anos, Craig 56, mas nenhum deles experimentará a invisibilidade da meia-idade ou o prazer daquele flerte inocente com um estranho.
Guadagnino entra em modo de fala novamente. “Eu poderia nunca me colocar na mesma prateleira que Daniel. Vamos lá, ele é um ícone! Sou um diretor ítalo-argelino grisalho e careca que fez alguns filmes. Sou sem graça.” Craig se inclina para frente: “Eu também. Digamos que eu não fosse famoso e fosse um agente livre. Ou acontece ou não acontece. Esses momentos são mágicos. Penso em momentos assim da minha vida e, meu Deus, são eletrizantes. Considerando que se você está à espreita, isso é muito triste. E olha, Lee meio que era à espreita. Mas ele não estava procurando o que encontrou com Allerton. É isso que estou interessado em capturar como artista. No momento em que você vai, ‘Oh, merda!’”
Ele não é do tipo que olha para trás. Sobre seus anos de Bond, ele diz: “Quando os clipes são exibidos nas perguntas e respostas, eu penso, ‘Oh, isso parece muito bom.’ Estou orgulhoso do que alcançamos.” Mas ele deve ser capaz de se lembrar de uma época antes de ser mega famoso – “Quase”, ele interrompe com um sorriso triste – quando ele podia ser olhado sem que ninguém soubesse quem ele era. Quando um relance poderia ser apenas um relance. “Sim. E é tão bom. Desejo apenas esses sentimentos nas pessoas todos os dias de suas vidas, porque elas são alegres. Esses momentos de conexão humana ocorrem em um nível tão misterioso e belo.” E agora eles estão fora de seu alcance para sempre, eu o lembro. “Foda-se!” ele ri. “Já tive minha parte.”
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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