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a tradição do derby, motivação extra para os Verdes em dificuldade
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Quase três anos depois da última edição perdida para os Stéphanois (1-0), o derby Lyon-Saint-Etienne está de volta, domingo, 10 de novembro, às 20h45, na Ligue 1. Nesta temporada, os Verdes encontraram a elite e se a primeira parte da temporada for delicada (décimo sexto com 10 pontos), apesar da recente vitória sobre o Estrasburgo (2-0), a perspectiva de enfrentar pelos 125e Já o Olympique Lyonnais (OL), seu rival regional, sempre parece um encontro muito especial.
“Um clássico é uma partida à parte. Tudo é possível »espera Aïmen Moueffek, um dos cinco jogadores do Saint-Etienne formados na Associação Desportiva de Saint-Etienne (ASSE). “Hoje estamos longe da força de trabalho delesacrescenta Loïc Perrin, coordenador desportivo dos Verdes. Mas, numa partida assim, os níveis podem se aproximar jogando com determinados valores. É preciso uma forte crença de que você pode fazer isso. Foi assim que conseguimos alcançar resultados no passado. »
Os proprietários já não são locais – os dois clubes do Ródano-Alpes passaram sob a bandeira norte-americana – e há, em cada equipa, menos jogadores nascidos em Saint-Etienne ou Lyon, mas a transmissão da importância do derby continua. “Assim que ingressamos no pequeno clube, somos apresentados a essa noção de derby, diz Aïmen Moueffek. Está na moral, a partida para não perder. E os jogadores que chegam ao Saint-Etienne rapidamente percebem a sua importância. É o maior derby da França. »
Ex-zagueiro com dezessete anos como profissional, todos atuados no Saint-Etienne, Loïc Perrin possui o conhecimento necessário para “explique o que o derby representa” para recrutas da ASSE. Conta ainda com os jogadores formados no clube (Léo Pétrot, Mickaël Nadé, Louis Mouton, Mathis Amougou e Aïmen Moueffek) para “transmitir esta cultura” para seus companheiros de equipe.
“Foi uma grande feira”
Assim que um jogador assina com o Forez, é mostrado a ele um vídeo apresentando o clube e sua história. Uma visita ao Museu dos Verdes também está na programação “mergulhar no que é Saint-Etienne”. Obviamente, a rivalidade entre Lyonnais e Stéphanois desempenha aí um papel importante.
Emblemático presidente da ASSE entre 2006 e junho de 2024, Roland Romeyer, neto de agricultores do Haute-Loire, ainda participa de todas as reuniões no estádio Geoffroy-Guichard e continua sendo um dos fiadores do espírito Saint-Etienne. “Minha primeira partida no estádio foi um clássico. Era 10 de fevereiro de 1957 (décimo derby, vitória do Saint-Etienne por 3-2)eu tinha 12 anos, Fiquei surpreso, ele se lembra. Foi uma grande feira, muito calorosa e muito agradável. Essa partida me marcou. »
Mais de cinquenta anos depois, Roland Romeyer estava sentado na arquibancada do estádio Gerland, em Lyon, pela 100ª ediçãoe derby da história da Ligue 1, durante uma vitória improvável dos Verdes (1-0). “Aquele surpreendeu a todos. Foi em 25 de setembro de 2010ele cita de memória. Sinceramente, não havíamos existido durante todo o jogo e vencemos com uma cobrança de falta de Dimitri Payet. »
Do campo, Loïc Perrin participou diretamente desta vitória, a primeira no clássico desde… 6 de abril de 1994: “Na época o Lyon estava na Ligue 1. A partir de 2010 nos aproximamos, começamos a vencer um pouco mais. » Cinco vitórias entre 2014 e 2019, uma das quais dá esperança a Roland Romeyer: “No dia 6 de outubro de 2019 também não estávamos nada bem na classificação. Claude Puel acabava de ser nomeado treinador. Vencemos por 1 a 0 com gol de Robert Beric. »
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Aos 23 anos, o meio-campista Aïmen Moueffek, natural de Vienne (Isère), cidade compartilhada “50-50 entre os torcedores do Saint-Etienne e do Lyon”nunca venceu o OL em três clássicos profissionais. Ele começou notavelmente durante a goleada de 5 a 0 em casa em 24 de janeiro de 2021. “Perdi os clássicos profissionais, mas se contar todos os que disputei na juventude, ganhei muito mais do que perdi”ele insiste.
“Não estamos aqui para rir”
Para esta adoção “Gaga”, os jogadores de derby são divididos em duas categorias: aqueles que “estão sob mais pressão” e aqueles que tiram proveito disso “mais motivação”. Não é novidade que o jovem diz que sim “parte da segunda categoria” e anuncia a cor: “Oh não! Não haverá rodada de observação. Entramos para machucá-los, marcar o máximo de gols possível e sufocá-los. Não estamos aqui para rir. »
Em Décines-Charpieu (Ródano), no estádio do OL, os Verdes terão de prescindir do apoio “oficial” dos seus adeptos, proibidos de viajar por um duplo decreto municipal e ministerial, sendo o jogo classificado como “de muito alto risco”. . Sábado, 2 de novembro, os torcedores dos Verdes cantaram cantos homofóbicos contra os Lyonnais durante a partida Saint-Etienne-Estrasburgo.
“Antes, no Geoffroy-Guichard, conhecíamos outros torcedores, brincávamos, fazíamos amigos e íamos tomar um drinklamenta o ex-presidente dos Verdes, Roland Romeyer. Os Lyonnais ou os Stéphanois poderiam exibir as suas cores no exterior. Agora não podemos mais. »
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
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21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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