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“Acho que tenho todas as idades ao mesmo tempo. Eu sou como uma criança de 4 anos, uma criança de 15 anos, uma mulher de 50 anos e uma mulher de 76 anos”

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Filóloga, helenista e filósofa, Barbara Cassin é a oitava mulher eleita para a Academia Francesa, desde o ingresso, em 6 de março de 1980, de Marguerite Yourcenar. Ela dirigiu notavelmente o Vocabulário europeu de filosofias. O dicionário dos intraduzíveis (Limiar, 2004), léxico de termos e conceitos filosóficos que se tornaram intraduzíveis de uma língua para outra. Ela escreveu uma autobiografia filosófica, Felicidade, é guloso até a morte (Fayard, 2020) como uma ode ao amor, à liberdade e à beleza do mundo. “A mortalidade aguça todas as sensações, aguça todos os amores”ela escreveu lá. Ela completará 77 anos em 24 de outubro.

Uma foto mostrando Barbara Cassin e outros filósofos. Em Paris, 20 de setembro de 2024.

Como você vê sua morte?

Eu a vejo como uma pagã, ou seja, não como alguém que pode acreditar na vida após a morte. A ideia de morte, mesmo a concretude de uma morte, digamos “natural”, faz parte da ordem e da beleza do mundo. Ser mortal define os humanos. Entendo que os deuses nos invejam por isso, porque é a única coisa que eles não sabem.

Você se sente enfraquecido de alguma forma?

Me sinto menos bonita, isso importa muito, mas não estou fragilizada. Sinto-me cheio de energia, desejos e vontade.

Você sente que precisamos lamentar a beleza e a sedução?

Não, sedução, certamente não. Beleza, um certo tipo de beleza, certamente, « pois não tenho consideração pelo que você é/Mas pela doce lembrança das belezas que vivo” (Ronsard). Eu, as pessoas que poderiam ter essa doce lembrança de mim estão mortas. Mas quando você é amado, quando há pessoas que te acham linda mesmo assim, não importa.

Barbara Cassin, em sua casa em Paris, 20 de setembro de 2024.

Há alguma morte que o inspire?

Não, não quero que minha morte seja como qualquer outra, assim como não quero que minha vida. Mas, entre as mortes recentes que me surpreenderam, estava a de Hélène Carrère d’Encausse (1929-2023). Porque ela foi inteiramente valente, inteiramente ela mesma, até o fim, podendo, ao que parece, encomendar dez pares de sapatos à Carel.

Eu sabia que a certa altura ela telefonou a Benoist de Sinety, um padre em quem confiava, para lhe pedir que viesse, dizendo: “É o momento e estou em paz. » Ela trouxe os filhos para perto dela pela última vez para “fazer kolkhoz”, como ela disse, e depois morreu. Achei essa sequência muito doce e muito grandiosa. Isso combinava bem com ele. Você tem que fazer com que a morte se adapte à sua vida.

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Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre

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publicado:
23/12/2025 07h31,


última modificação:
23/12/2025 07h32

Confira a nota na integra no link: Nota Andifes



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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.

Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.

Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”

A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”

O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”

A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”

Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”

Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.

 

A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.” 

Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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