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Acre tem 25 focos de incêndio em 2021, mais de 50% dos registros no Vale do Juruá
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Na tabela anual comparativa de estados do Brasil do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Acre aparece com 28% a menos de focos de incêndios detectados pelo satélite de referência AQUA Tarde entre os dias 1º de janeiro e 16 de março deste ano com relação ao que foi registrado no mesmo período em 2020.
Até este domingo, 16 de maio, o Acre registrou o quantitativo de 25 focos de incêndio em todo o estado, contra 35 detectados no mesmo período do ano passado. Mais da metade das ocorrências foram registradas nos municípios de Cruzeiro do Sul (5), Feijó (5) e Mâncio Lima (4), o que corresponde a 56% do total anotado nos demais municípios.
Em 2020, o Acre registrou um total de 9.193 focos de incêndios, o terceiro maior volume acumulado no estado desde o ano de 1998, quando começou a série histórica do Inpe. Os cinco municípios acreanos com os maiores índices foram: Feijó (1.558), Sena Madureira (1.109), Tarauacá (1.023), Xapuri (752) e Rio Branco (730).
Prevenção e combate
No último dia 12 de maio, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou, por meio de portaria, o Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais – Prevfogo – a contratar brigadas federais temporárias em vários municípios brasileiros para a prevenção e combate aos incêndios florestais.
No Acre, constam na portaria os municípios de Sena Madureira e Brasiléia, que terão brigadas com a estrutura de um brigadista chefe de brigada, dois brigadistas chefes de esquadrão e doze brigadistas, para a prevenção e combate aos incêndios florestais. Foi autorizada ainda a contratação de um supervisor de brigada para o estado.
No último dia 5 de março, o Ministério do Meio Ambiente, publicou a Portaria nº 78 declarando em estado de emergência ambiental os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima e Tocantins.
A seleção de áreas críticas feita pelo Prevfogo para as ações de prevenção e combate a incêndios florestais envolveu critérios técnicos como as detecções de focos de calor registrados pelo Inpe, no período de 2013 a 2020, e a presença de unidades de conservação federais, de terras indígenas e de projetos de assentamento rurais e a cobertura de remanescentes florestais.
Recomendação do MP acreano
No último dia 11, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da força-tarefa para o combate às queimadas e desmatamentos ilegais, bem como da procuradora-geral de Justiça do MPAC, emitiu uma nova Recomendação ao governo do Acre para a adoção de providências por parte do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac).
No documento, o MPAC pediu que o governador determinasse ao Imac todas as medidas necessárias para promover a imediata fiscalização, monitoramento e autuação remotas para coibir degradações ambientais com o uso das tecnologias disponíveis, como PRODES, DETER e Programa Queimadas, todos Inpe, ou a adoção de outras plataformas.
Com a medida, o MPAC pretende garantir o efetivo cumprimento ao disposto no Código de Proteção da Vegetação Nativa, Lei n.º 12.651/2012, e ao preceituado na Lei de Política Estadual de Meio Ambiente, instituída pela Lei Estadual nº 1.117/94. O órgão deu prazo de 10 dias para o governo responder se acatará a Recomendação.
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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre
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3 de julho de 2026A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.
A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.
No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.
“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.
A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.
Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre
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2 de julho de 2026Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).
O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.
A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.
Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre
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1 de julho de 2026A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.
“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.
Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.
O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.
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