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Acre volta a registrar onda de mortes violentas e ordens partem de dentro dos presídios, alerta secretário
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4 anos atrásem
A onda de mortes violentas se intensificou novamente no Acre nos últimos dias e tem mobilizado autoridades da Segurança Pública para tentar conter o avanço do crime organizado no estado, que tem avançado não só com relação às mortes violentas, mas também outros crimes, como sequestros e roubos. O secretário de Segurança e Justiça do Acre, coronel Paulo Cézar, confirmou que as ordens dos confrontos partem de presídios do estado e também do país vizinho, Bolívia.
O clima de tensão começou a se intensificar, no começo de novembro, na região do Alto Acre, onde em um fim de semana chegaram a ser registradas três mortes violentas. Já na última semana, foram ao menos nove mortes, tanto na capital como no interior do estado.
Sendo que na quinta-feira (24), a Baixada da Sobral registrou três homicídios em dias seguidos e, no mesmo dia, mais um homem foi morto em Senador Guiomard. O confronto então acendeu um alerta de que as facções estão novamente com conflito.
O secretário destacou que a Inteligência da Segurança identificou que há um movimento entre os chefes de facção.
“A Inteligência identificou que há um movimento envolvendo lideranças criminosas, crime organizado, principalmente narcotráfico. As ações já estão sendo deflagradas, não só ao que tange o policiamento ostensivo, mas áreas que foram identificadas como propícias a ocorrência de execuções, crimes violentos contra a vida, bem como na área investigativa, no sentido de se antecipar a essa práticas, isolando as lideranças criminosas que têm determinado essas práticas delituosas em nosso estado.”
Três pontos, segundo ele, foram reforçados: foi ampliada a identificação desses indivíduos e ampliado o contato com as agências nacionais de inteligência, enquanto que o número de policiais envolvidos nas investigações foi redobrado.
● Mortes violentas : 23
Possíveis falhas
O coordenador da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Alcino Junior, disse que podem estar ocorrendo algumas falhas nas ações da Segurança.
“O enfrentamento está ocorrendo entre facções que eram aliadas e que estão em processo de ruptura. Isso traz um alerta para nós, talvez a gente esteja trabalhando em uma política equivocada de combate e enfrentamento das facções criminosas. E ainda estamos tendo os sequestros relâmpagos que não foram tão divulgados”, destacou.
No começo de outubro, a Polícia Civil estava investigando dois sequestros e chegou a achar os cativeiros. O fazendeiro Ednei Braga, de 49 anos, foi uma das vítimas dessas ações criminosas e foi encontrado sem vida.
Para Alcino, é necessário mais investimentos na Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e outras especializadas no sentido de se antecipar às ações. Diferente do que diz o secretário, ele acredita que estão ocorrendo falhas na antecipação dos crimes.
Acredito que é um conglomerado e precisamos atuar em conjunto, todo o sistema de Segurança. Estamos, por exemplo, sem o delegado para a Draco, o que acaba diminuindo ações nessa área da inteligência e o reflexo é o que a gente está vendo nos últimos dias, 12 ações criminosas, entre homicídios e tentativa de homicídio”, destaca.
Colaborou Ágatha Lima, da Rede Amazônica Acre.
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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