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Adolescente contraria médicos, vence o câncer e se torna campeão de remo
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Um diagnóstico de câncer mudou completamente a vida desse adolescente, mas ele superou todas as previsões médicas, se recuperou e hoje é campeão de remo!
Kaiden Lumb, de Leeds, Inglaterra, literalmente remou mais forte para superar todos os obstáculos que apareceram em seu caminho. Aos 9 anos, foi diagnosticado com sarcoma de Ewing, um câncer ósseo raro. Como parte do tratamento, teve que remover parte da escápula.
A equipe médica acreditava que ele jamais recuperaria a mobilidade completa do ombro. Porém, o jovem não apenas superou a doença, como recebeu um prêmio regional de remo. “Eu não poderia estar mais orgulhosa de Kaiden. Ele passou por tanta coisa. Enfrentar um diagnóstico de câncer quando criança já era horrível, mas ter que passar pelo tratamento durante a pandemia de Covid foi difícil”, disse Siobhon, mãe de Kaiden, em entrevista ao LeedsLive.
O início da luta
Em março de 2020, um caroço doloroso surgiu no ombro de Kaiden.
O diagnóstico não demorou: era câncer. A família ficou muito abalada, principalmente porque o tratamento coincidiu com o início da pandemia.
Durante meses, o garoto passou por quimioterapia intensiva e enfrentou uma cirurgia que removeu a escápula esquerda e todos os tecidos ao redor.
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Novos desafios
Com muita luta e dedicação, conseguiu deixar o câncer no passado.
Em seguida, recebeu o diagnóstico de TDAH e autismo. Mesmo assim, isso não o impediu de buscar uma vida plena.
Como sequelas da cirurgia, a equipe médica disse à família de Kaiden que sua mobilidade no ombro estava comprometida.
Descobriu o remo
E há dois anos, ele mostrou que os médicos se enganaram. Agora, com 14 anos, entrou no time de remo da Stephen Longfellow Academy.
Lá, foi campeão e ganhou um prêmio regional, motivo de orgulho para ele e para a família.
“Ele surpreendeu a todos ao se recuperar, incluindo sua equipe de fisioterapia, que nunca imaginou que ele seria capaz de se envolver e aproveitar tanto o esporte. Nada o impede, e ele encara tudo com calma”, contou a mãe em entrevista ao LeedsLive.
Star Award
E não foi apenas o prêmio de remo que ele ganhou.
Por sua resiliência e perseverança na luta contra o câncer, Kaiden ganhou o Star Award, da Cancer Research UK.
A premiação homenageia jovens que enfrentaram o câncer da maneira mais corajosa possível.
Quem vê Kaiden hoje nadando, praticando remo, jogando futebol de salão e realizando outras atividades que ele e sua mãe nunca imaginaram ser possível, mal acredita.
Mensagem de esperança
Para Jane Bullock, porta-voz da Cancer Research UK, a história do jovem é inspiradora.
“Kaiden é uma verdadeira estrela que passou por tanta coisa em uma idade tão jovem e foi um privilégio absoluto poder celebrar sua coragem com um Star Award.”
Jane ainda destacou que o diagnóstico de câncer é sempre muito doloroso e para um jovem pode ser pior ainda. Mas isso não desanimou Kaiden, que mostrou que nada é impossível.
Hoje Kaiden é capaz de praticar várias atividades que disseram a ele que ele jamais poderia praticar. – Foto: Arquivo pessoal

Kaiden enfrentou tudo isso durante a pandemia. Ele é um herói! – Foto: Arquivo pessoal
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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