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Al-Sharaa da Síria promete punir aqueles que torturaram e mataram detidos | Notícias da Guerra da Síria

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O principal comandante dos combatentes sírios que derrubaram Bashar al-Assad alertou que qualquer pessoa envolvida na tortura ou assassinato de detidos durante o governo do presidente deposto seria caçada e que perdões estavam fora de questão.

“Vamos persegui-los na Síria e pedimos aos países que entreguem aqueles que fugiram para que possamos alcançar justiça”, Hayat Tahrir al-Sham (HTS) disse o líder Ahmed al-Sharaa, também conhecido como Abu Mohammed al-Julani, em um comunicado publicado no canal Telegram da TV estatal síria na quarta-feira.

Os seus comentários foram feitos depois de milhares de detidos terem sido libertados e as famílias esperarem encontrar outros desaparecidos nas famosas prisões do país, incluindo a prisão de Sednaya.

O mundo está a observar atentamente para ver se os novos governantes da Síria conseguem estabilizar o país depois de uma guerra civil de 13 anos que devastou o país.

A Al-Sharaa, cujo antigo grupo afiliado à Al-Qaeda é agora a força mais poderosa do país, deve equilibrar as exigências de justiça por parte das vítimas com a necessidade de prevenir a violência e garantir a ajuda internacional.

Famílias continuam esperando dentro e ao redor da prisão de Sednaya, famosa pela tortura sob o regime deposto de Bashar al-Assad em Damasco, Síria (Emin Sansar/Agência Anadolu)

O novo primeiro-ministro interino disse que pretendia trazer de volta milhões de refugiados sírios, criar unidade e fornecer serviços básicos, mas a reconstrução seria assustadora.

“Não temos moeda estrangeira e, quanto a empréstimos e obrigações, ainda estamos a recolher dados”, disse Mohammed al-Bashir, que chefiou uma administração liderada pelo HTS em Idlib antes da ofensiva relâmpago atingir Damasco e derrubar al-Assad no fim de semana. .

Autoridades dos EUA em contato com rebeldes

A reconstrução da Síria é uma tarefa colossal após uma guerra civil que matou centenas de milhares de pessoas. As cidades foram bombardeadas até ficarem em ruínas, áreas rurais despovoadas e a economia devastada por sanções internacionais. Milhões de refugiados ainda vivem em campos depois de um dos maiores deslocamentos dos tempos modernos.

As autoridades dos EUA estão a interagir cautelosamente com os antigos combatentes da oposição, embora o HTS continue a ser designado como uma organização “terrorista” internacional por Washington, pelas Nações Unidas, pela UE e outros.

O novo governo deve “manter compromissos claros de respeitar plenamente os direitos das minorias, facilitar o fluxo de assistência humanitária a todos os necessitados, evitar que a Síria seja usada como base para o terrorismo ou que represente uma ameaça para os seus vizinhos”, disse o secretário de Estado Antony. Blinken disse em um comunicado.

Os países esperam que o comportamento das novas autoridades torne possível aliviar as sanções impostas durante a guerra a Damasco sob al-Assad, bem como as sanções impostas aos rebeldes que o derrubaram.

O novo governo disse aos líderes empresariais que irá adoptar um modelo de mercado livre e integrar-se no sistema financeiro global após décadas de controlo estatal, de acordo com o chefe das Câmaras de Comércio de Damasco, Bassel Hamwi.

Mausoléu incendiado

Enquanto isso, um morador da cidade natal da família de al-Assad, Qardaha, disse que um grupo de combatentes da oposição incendiou o mausoléu do pai de al-Assad, Hafez, nos últimos dois dias.

A Rússia, aliada próxima de al-Assad que lhe concedeu asilo, alertou sobre a perspectiva de um regresso do ISIL (ISIS), o grupo que estabeleceu um mini-estado violento em áreas da Síria e do Iraque entre 2014 e 2017.

Para os refugiados, a perspectiva de regressar a casa trouxe uma mistura de alegria e tristeza pelas dificuldades do exílio. Os sírios fizeram fila na fronteira turca na quarta-feira para voltar para casa, falando das suas expectativas de uma vida melhor.

“Não temos ninguém aqui. Vamos voltar para Latakia, onde temos família”, disse Mustafa enquanto se preparava para entrar na Síria com a sua esposa e três filhos no portão fronteiriço de Cilvegozu, no sul de Turkiye. Dezenas de outros sírios estavam esperando para cruzar.

A vitória dos rebeldes foi um golpe para a aliança de grupos armados do “Eixo da Resistência” do Irão, que também inclui o Hezbollah do Líbano, grupos no Iraque e os Houthis do Iémen.

Num discurso divulgado pela comunicação social estatal, o Líder Supremo do Irão, Aiatolá Ali Khamenei, adoptou um tom desafiador: “Quanto mais pressão se exerce, mais forte se torna a resistência. Quanto mais crimes você comete, mais determinado ele se torna. Quanto mais você luta contra isso, mais ele se expande”, disse Khamenei.

Israel agiu rapidamente e realizou 480 ataques em todo o país nas últimas 48 horas, disseram os seus militares. Os ataques atingiram instalações e instalações militares, disse.

Os tanques israelitas também se moveram nas Colinas de Golã ocupadas numa tentativa de criar uma “zona tampão” ao longo da área anexada por Israel – uma medida que foi criticada por várias nações, bem como pela ONU.

Resul Serdar da Al Jazeera, reportando de Damasco, disse que os ataques representavam um “enorme” desafio para os novos líderes.

Israel está “atingindo as cidades do norte, as cidades costeiras de Tartous e Latakia, Homs, Hama e dentro e ao redor da capital, Damasco”, disse Serdar, acrescentando que os novos governantes estão tentando “preservar o aparato estatal, ao mesmo tempo que tentam proporcionar segurança”.



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Ufac retoma reuniões presenciais dos conselhos superiores após 6 anos — Universidade Federal do Acre

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A Ufac retomou as sessões presenciais dos seus órgãos colegiados após quase seis anos. O retorno foi marcado pela 2ª reunião ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex) de 2026, a qual ocorreu nesta quarta-feira, 19, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede.

As sessões passaram a ser remotas devido à pandemia da covid-19, em 2020. Depois, foram impactadas por paralisações dos servidores, crise no transporte público de Rio Branco e greve dos estudantes. “É um recomeço e o cumprimento de um dos principais compromissos assumidos durante nossa campanha eleitoral”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Este anfiteatro foi arena de grandes lutas do movimento sindical e dos próprios conselhos universitários.”

Segundo o servidor Jairo Nogueira, que atuou na intermediação do encontro com a Reitoria, a volta do formato presencial é fundamental para resgatar a interação direta entre os colegas e destravar os processos acumulados do Cepex. A sessão serviu de preparo para a reunião do Conselho Universitário (Consu), agendada para esta quinta-feira, 20.

Entre as propostas para a sessão do Consu, destacam-se reformulações no organograma da universidade, como a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, a reestruturação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, que passará a incorporar ações de inovação e o fortalecimento da autonomia do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, com a criação da figura do diretor do campus e de duas diretorias administrativas de suporte.

Por conta dos custos operacionais para o deslocamento dos 21 conselheiros de Cruzeiro do Sul, o modelo no campus do interior seguirá de forma híbrida temporariamente. A gestão está estruturando uma sala com suporte tecnológico para garantir a transmissão em tempo real, sem prejuízos aos participantes remotos. Paralelamente, nos próximos cem dias, a Reitoria pretende adaptar um espaço definitivo para as reuniões dos órgãos colegiados no campus-sede.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre

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O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.

Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”

Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.

O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.

Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.

Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre

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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac-reitor-e-vice.jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.

Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.

Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.

A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.

A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.

Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”

Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.

 



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