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Ameaças, racismo, misoginia: a perturbadora última semana de campanha de Trump | Eleições dos EUA 2024
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2 anos atrásem
Richard Luscombe
Taqui estava o racismo e a misoginia aos montes. Havia um pelotão de fuzilamento ameaça de morte para uma ex-congressista. E houve a visão extraordinária de um candidato republicano à presidência dos Estados Unidos brincando de se vestir como trabalhadora de saneamento na cabine de um caminhão de lixo.
A última semana completa de campanha de Donald Trump foi tão pouco edificante quanto bizarra.
Com os seus discursos mordazes e as ameaças de vingança violenta contra inimigos políticos a aumentarem de intensidade, foi difícil pôr de lado o argumento final da rival democrata Kamala Harris de que o antigo presidente é “instável e desequilibrado”.
A promessa extremista do ex-presidente de libertar os militares contra aqueles que ele considera “o inimigo dentro” – ele citou os principais democratas, incluindo a ex-presidente Nancy Pelosi e o congressista Adam Schiff entre eles – foi sem precedentes.
E ainda assim foi rapidamente eclipsado por outros desenvolvimentos desta semana.
Caberá aos eleitores na próxima semana decidir se alguma destas questões importa, pelo menos em termos de quem ocupará a Casa Branca nos próximos quatro anos. Mas a história registará os últimos dias da campanha presidencial de 2024 como nenhuma eleição anterior, com um candidato tão fortemente inclinado para uma agenda de ódio e ameaça, e os seus acólitos a tentarem de várias maneiras negar, desviar a atenção ou limpar as suas observações.
O carrossel começou a girar no domingo, quando Trump organizou um evento simbólico comício no Madison Square Garden de Nova Yorkonde 85 anos antes, os nazistas americanos usando suásticas se reuniram meses antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial. Antes mesmo de Trump subir ao palco, houve polêmica quando um comediante, Tony Hinchcliffe, proferiu uma fala que se tornaria o tema dominante dos dias seguintes.
“Há literalmente uma ilha flutuante de lixo no meio do oceano neste momento. Acho que se chama Porto Rico”, disse ele, sem conseguir arrancar risadas de uma plateia de 20 mil pessoas.
A reação foi imediata e feroz. Os republicanos juntaram-se aos democratas em condenando a “piada” racista, enquanto Trump embarcou numa missão para tentar tirar vantagem da situação.
Não houve desculpas, é claro. Embora, em um comício em Allentown, Pensilvâniana terça-feira, Trump insistiu que “ninguém ama a nossa comunidade latina e a nossa comunidade porto-riquenha mais do que eu”, e que o evento no Madison Square Garden, notável pelo seu dilúvio de raiva, palavrões e racismo dirigido a imigrantes e democratas por uma sucessão de oradores, foi “uma festa de amor”, e que “o amor foi inacreditável”.
Os 472 mil porto-riquenhos da Pensilvânia, muitos dos quais se lembram de Trump ter retido fundos de ajuda humanitária e condescendentemente jogando toalhas de papel para cidadãos desesperados depois que o furacão Maria devastou a ilha em 2017, viu a situação de forma diferente.
“Esta não é a primeira vez que a nossa comunidade porto-riquenha se sente desrespeitada”, disse o eleitor da Filadélfia, Yemele Ayala, ao Guardian. “Não estamos encarando isso levianamente.”
Joe Biden foi apanhado no turbilhão no mesmo dia em que um comentário que fez sobre “lixo” foi interpretado pela equipa de Trump como um ataque aos apoiantes do seu candidato. O que o presidente pretendia dizer ainda estava sob escrutínio na sexta-feira, quando se descobriu que a Casa Branca tinha alterou a transcrição oficial de suas observações.
Mas o episódio também deu origem à façanha que daria a imagem definidora da semana, e provavelmente é o mais ridículo: Trump em um colete de segurança DayGlo, exigindo dos repórteres: “Você gosta do meu caminhão de lixo?” antes de o veículo estampado com o logótipo da sua campanha ser conduzido em círculos em torno de um parque de estacionamento no Wisconsin, numa aparente tentativa de mostrar que seria o seu passageiro a “retirar o lixo” no dia 5 de Novembro, e não o seu adversário democrata.
Outros exemplos do amargo desdém de Trump por aqueles que o enfrentam, bem como a sua flagrante misoginia, vieram à tona à medida que a semana avançava.
Em Green Bay, Wisconsin, na noite de quarta-feira, ao abordar os direitos reprodutivos, ele tentou retratar-se como um “protetor” das mulheres, apesar de dezenas de denúncias de agressão sexual contra ele, e a decisão de um juiz julgando-o um estuprador.
“Bem, eu vou fazer isso, quer as mulheres gostem ou não. Vou protegê-los”, disse ele, desenhando um repreensão instantânea de Harris.
O vice-presidente, entretanto, tornou-se o alvo de Trump numa entrevista com Tucker Carlson, o extremista de direita e antigo apresentador da Fox News, em Glendale, Arizona, na noite de quinta-feira. Harris, ele insistiu, era “um indivíduo de baixo QI” e “burro como uma rocha”, ao repetir insultos anteriores contra seu oponente.
O maior ponto de discussão da entrevista de Carlson, no entanto, foi Trump declarando a ex-congressista republicana Liz Cheney um “falcão de guerra radical” e dizendo que gostaria de ver múltiplas armas apontadas para ela.
“Vamos colocá-la com um rifle ali parada com nove canos atirando nela, ok? Vamos ver como ela se sente sobre isso. Você sabe, quando as armas estão apontadas para o rosto dela”, disse Trump sobre um político que fez campanha com e para Harris. A procuradora-geral democrata do Arizona, Kris Mayes, disse na sexta-feira que estava investigando os comentários para ver se representavam uma ameaça de morte.
Em resposta a Trump, Cheney alertou o público sobre os perigos de uma ditadura e disse que “quer ser um tirano”. Não pela primeira vez esta semana, os seus representantes passaram grande parte do dia de sexta-feira insistindo junto dos meios de comunicação social que o que Trump queria dizer era diferente do que ele disse.
de Trump postar em sua rede Truth Social mais tarde naquele dia repetiu as mesmas críticas a Cheney, mas, visivelmente, omitiu qualquer referência a armas apontadas para ela.
Harris fará suas próprias propostas finais no fim de semana, mas não deixou dúvidas sobre sua posição sobre o comportamento de Trump ao se dirigir aos repórteres em Madison, Wisconsin, na tarde de sexta-feira.
“Qualquer pessoa que use esse tipo de retórica violenta está claramente desqualificada e desqualificada para ser presidente”, disse ela.
“Donald Trump é alguém que considera os seus adversários políticos como inimigos, está permanentemente em busca de vingança e está cada vez mais instável e desequilibrado.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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