POLÍTICA
América do Sul: Argentina: seis anos de cadeia par…
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1 ano atrásem
José Casado
Cristina Kirchner, ex-presidente da Argentina, deverá assistir na manhã de hoje à confirmação da sua condenação por corrupção. É o que se prevê em Buenos Aires.
A sentença original é de 2022 e determina que cumpra seis anos de cadeia por fraudes em licitações de obras públicas. Ela apelou e, hoje, será lido o resumo das 1.500 páginas reafirmando o veredito em segunda instância.
Cristina vai apelar à Corte Suprema e não deverá ser presa até que seu último recurso judicial seja julgado – isso pode demorar e, no limite, pode solicitar prisão domiciliar por ser septuagenária.
No entanto, corre o risco de vir a ser declarada inelegível aos 71 anos de idade, caso o Congresso argentino aprove a versão local da Lei da Ficha Limpa. Existe a possibilidade dessa nova legislação ser aprovada no primeiro semestre do ano que vem.
Seria o epílogo de uma bem-sucedida carreira de três décadas na política. Ela foi deputada federal, senadora por duas vezes, vice-presidente da República e presidente por dois mandatos. É a principal referência, e a mais polêmica figura, do partido peronista.
Cristina nega tudo. Atribui esse e outros processos (foi absolvida em três) a uma perseguição política e judicial, sempre evocando o caso Lula na Lava Jato, anulado pelo Supremo Tribunal Federal.
Peronistas programaram um protesto em Buenos Aires. Aliados de Cristina pediram o apoio de Lula e do Partido dos Trabalhadores. Prevê-se discreta participação de ativistas do PT residentes na Argentina.
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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social)
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Felipe Barbosa
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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9 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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