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Arcebispo de York diz que agiu o mais rápido possível legalmente em caso de abuso sexual | Anglicanismo

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Harriet Sherwood

O arcebispo de York disse que agiu o mais rápido possível legalmente contra um padre repetidamente acusado de má conduta e abuso sexual, depois de enfrentar apelos para renunciar devido à forma como lidou com o caso.

Stephen Cottrell deverá assumir a liderança temporária da Igreja dentro de três semanas quando ocorrer a renúncia do arcebispo de Canterbury, Justin Welbysobre suas falhas em lidar adequadamente com o abuso entra em vigor.

Em um declaração pessoal na segunda-feira, Cottrell disse que não tinha fundamentos legais para tomar medidas contra David Tudor até 2019, quando novas acusações foram feitas contra o padre.

Sua declaração seguiu um Investigação da BBC que afirmava que quando Cottrell era bispo de Chelmsford ele permitiu que Tudor permanecesse no cargo, apesar de saber que a Igreja da Inglaterra o proibiu de ficar sozinho com crianças e pagou uma indenização de £ 10.000 a uma vítima de abuso sexual.

A mulher que recebeu a compensação disse à BBC que sentiu que Cottrell tinha “cuspido na minha cara” ao não agir quando foi informado sobre o pagamento.

A Rev. Helen-Ann Hartley, bispo de Newcastle, disse que Cottrell deveria renunciar. “Um arcebispo demitiu-se devido a uma falha de salvaguarda, e agora o arcebispo restante tem um assunto muito sério que põe em causa a sua capacidade de liderar a mudança urgente que é necessária”, disse ela ao programa Today da BBC Radio 4.

“Minha opinião pessoal é que as evidências diante de nós tornam impossível para Stephen Cottrell ser a pessoa em quem temos confiança para impulsionar a mudança necessária.”

No mês passado, Hartley foi o único bispo C of E a pedir publicamente a renúncia de Welby, depois que um relatório independente sobre um abusador em série disse que ele não havia tomado medidas eficazes. A renúncia de Welby mergulhou a igreja em uma grande crise.

Cottrell, o número dois da Igreja, assumirá o cargo de líder de facto no início de janeiro, até que um novo arcebispo de Canterbury seja nomeado e tome posse.

Na sua declaração, Cottrell disse: “Suspendi David Tudor do cargo na primeira oportunidade, quando uma nova vítima se apresentou à polícia em 2019. Até 2019, não havia fundamentos legais para tomar medidas alternativas”.

Ele disse que não foi possível destituir Tudor do cargo até que novas reclamações fossem feitas. “Quando isso aconteceu em 2019, agi imediatamente. Suspendi David Tudor de todos os ministérios pendentes de investigação.”

Após essa investigação, Tudor foi banido do ministério e demitido há dois mesesdepois de admitir acusações de abuso sexual infantil relacionadas a duas meninas na década de 1980. Naquela época ele já era sacerdote há 46 anos, em Londres, Surrey e Essex.

Cottrell disse estar “profundamente lamentado por não termos conseguido agir mais cedo”.

A fonte AC of E disse que Cottrell recebeu “aconselhamento jurídico claro e consistente” de que não tinha poder para tomar medidas contra Tudor com base em reclamações anteriores.

A fonte acrescentou: “Assim que novas queixas contra Tudor foram feitas à polícia em 2019, o Arcebispo Stephen agiu imediatamente para suspendê-lo. Desde então, Tudor foi banido para sempre do ministério e demitido.”

A BBC informou que, em 1988, Tudor foi condenado por agredir indecentemente três meninas e foi preso por seis meses. A condenação foi anulada por motivos técnicos porque o juiz orientou mal o júri.

Em 1989, Tudor foi banido por má conduta sexual por um tribunal da igreja, mas foi autorizado a retornar ao ministério após cinco anos. Em 2005, ele foi suspenso enquanto a polícia investigava uma alegação de que ele havia agredido indecentemente uma criança na década de 1970. Ele não foi acusado e foi autorizado a voltar ao trabalho sob certas condições.

Desde janeiro de 2008, Tudor trabalhava sob um acordo de salvaguarda que o impedia de ficar sozinho com crianças ou de entrar em escolas em Essex. Logo depois, ele se tornou reitor de área responsável por 12 paróquias e mais tarde foi nomeado cônego honorário da Catedral de Chelmsford.

Tudor não comentou em resposta à investigação da BBC.

Hartley disse que havia uma “geração de bispos no C de E” que estava “muito no molde de ser um antigo clube de meninos”, e isso era algo com que o próximo arcebispo de Canterbury teria que lidar.

As consequências dos fracassos da Igreja em relação ao abuso sexual foram sísmicas. O relatório independente do mês passado sobre John Smyth, um advogado que espancava sadicamente rapazes e jovens que preparava em campos de férias cristãos e no Winchester College, foi o mais recente de uma longa série de análises e inquéritos que apontaram para complacência e encobrimento.

Welby, que conhecia Smyth, não agiu quando os sobreviventes se apresentaram para revelar o abuso logo depois de ele se tornar arcebispo de Canterbury em 2013. Welby disse que não tinha conhecimento prévio das alegações de abuso que cercavam Smyth, que morreu em 2018.

Welby enfureceu os sobreviventes quando fez um discurso jocoso de despedida sobre a sua demissão na Câmara dos Lordes este mês. As vítimas de Smyth disseram que estavam enojadas porque Welby não expressou remorso pelos sobreviventes. Mais tarde, ele se desculpou.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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