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ARD recua na contratação de apresentador acusado de sexismo – DW – 01/04/2025

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Alemão emissora pública DRA voltou atrás em uma decisão anterior de tornar o jornalista Thilo Mischke o co-apresentador de seu programa cultural semanal “ttt”.

A ARD disse no sábado que os chefes de assuntos culturais envolvidos na produção de “ttt”, abreviação de “titel, thesen, temperamente” – título, teses, temperamentos – decidiram não nomear Mischke como apresentador do programa.

A decisão segue-se a uma enxurrada de críticas à escolha, com muitos acusando Mischke, de 43 anos, de sexismo e racismo.

O que a ARD disse?

Em seu comunicado de sábado, a ARD descreveu Mischke como um “jornalista reconhecido e repórter premiado”. No entanto, a emissora pública reconheceu as crescentes críticas à sua nomeação como co-apresentador do ttt.

“A discussão acirrada sobre Thilo Mischke que surgiu nos últimos dias está ofuscando os tópicos centrais e relevantes que queremos transmitir com o programa”, disse ARD.

A emissora pública respondeu às críticas na semana passada, dizendo em um post no Instagram que estava ouvindo as críticas e pedindo tempo para tomar uma decisão.

A ARD anunciou no final do ano passado que Mischke foi escolhido para substituir o veterano co-apresentador Max Moor, que havia deixado o cargo, ao lado de Siham El-Maimouni. Mischke deveria começar em 16 de fevereiro.

El-Maimouni agora apresentará o show sozinho, disse a ARD no sábado.

Por que Mischke gerou tanta polêmica?

As opiniões anteriores de Mischke sobre as mulheres e as minorias étnicas foram frequentemente criticadas. O exemplo mais flagrante é seu livro de 2010, “A Volta ao Mundo em 80 Mulheres”, no qual ele descreve suas viagens ao redor do mundo na tentativa de seduzir 80 mulheres para ganhar uma aposta com seus amigos.

A descrição do livro das mulheres que Mischke encontra foi descrita como sexista e como utilizando amplos estereótipos em relação às mulheres.

Em 2013, ele também escreveu um livro intitulado “O amor da sua vida não precisa de seios grandes”. Em um podcast de 2019, Mischke disse que “a sexualidade masculina talvez seja baseada no estupro” e chamou o estupro de “principalmente masculino”.

Em 2021, Mischke se distanciou de seus trabalhos anteriores, mas seus críticos, que fizeram uma petição contra sua nomeação como apresentador do TTT, dizem que a mudança foi “insuficiente”.

O apresentador Thilo Mischke está no estúdio do programa cultural ARD "ttt - título da tese temperamentos"
No final do ano passado, a ARD anunciou que Mischke foi escolhido para substituir o veterano co-apresentador Max Moor, que havia deixado o cargoImagem: Marc Rehbeck/dpa/ARD/aliança de imagens

Mais de 100 trabalhadores culturais, incluindo escritores, artistas e jornalistas, assinaram a carta aberta condenando a escolha de Mischke.

“Para a televisão cultural, queremos apresentadores entusiasmados com interesse na cultura, que sejam capazes de responder com sensibilidade e empatia ao discurso contemporâneo e que façam justiça à complexidade dos debates culturais actuais”, dizia a carta aberta.

“Portanto, descartamos trabalhar com Thilo Mischke como moderador do programa ttt.”

A ARD disse no sábado que concordou, junto com Mischke, “que o mais importante agora é evitar maiores danos à reputação de ‘ttt’ e Thilo Mischke”.

O que vem por aí para Thilo Mischke?

Chamando as críticas a Mischke de “caça selvagem” em um post no X, a rede de TV aberta alemã ProSieben disse que o apreciava porque “ele vem fazendo reportagens incrivelmente importantes e boas há anos, pelas quais recebeu muitos prêmios. “

Referindo-se aos relatórios que Mischke produziu sobre o Taleban no Afeganistão e a extrema direita na Alemanha, a empresa disse à agência de notícias alemã DPA que estava ansiosa para trabalhar com ele novamente.

“A ProSieben tem trabalhado com Thilo Mischke com base na confiança há anos”, disse um porta-voz à dpa, acrescentando que a estação estava ansiosa por “relatórios especiais de Thilo Mischke em 2025 e nos anos seguintes sobre a ProSieben”.

rmt/sms (AFP, dpa, KNA)

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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