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As 12 chances de morrer na ceia de Réveillon – 27/12/2024 – Cozinha Bruta
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1 ano atrásem
Marcos Nogueira
A virada do ano é aquela noite especial em que até o mais cético dos seres viventes se entrega a algum tipo de superstição. O que não falta é simpatia —os rituais mágicos se infiltram até na ceia do Réveillon.
Caso você não saiba, o costume de comer lentilhas se deve ao formato dos grãos, lenticular, que pode remeter a moedas. É uma simpatia para ganhar dinheiro no ano vindouro.
Os chineses gostam de comer macarrão comprido na entrada do ano novo lunar. Quanto mais longo o fio de massa, dizem, mais longeva será a pessoa que o come.
Há tradição semelhante na Alemanha, com chucrute no lugar do talharim. As tiras de repolho fermentado representam a vida longa que se quer alcançar.
Ninguém, ou quase ninguém, quer morrer cedo. Por isso a longevidade é um pedido tão popular. Mas sabemos que a renovação, representada pelo Réveillon, envolve ganhos e perdas. Vida e morte.
Por coincidência ou circunstância, o final de ano é uma época pródiga em tragédias.
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Todos temos algumas na memória: o Bateau Mouche carioca, o tsunami de 2004, os recorrentes deslizamentos provocados pelas chuvas de verão no Brasil.
As simpatias trazem certo risco de abreviar as vidas que se propõem a encompridar.
Pegue o hábito de pular sete ondas: a depender do estado de embriaguez e da maré, pode acabar num encontro com Iemanjá.
Uma bem particular desperta preocupação nas autoridades sanitárias da Espanha. Lá, existe o costume de comer doze uvas, à meia-noite do 1º de janeiro.
Uma uva para cada badalada do sino da igreja, em sincronia com o som —a TV faz ding-dong em rede nacional. Uma uva para cada mês do ano.
Sucede que engolir tantas uvas tão rapidamente leva ao risco de engasgar e sufocar, em especial para crianças, idosos e bêbados —a totalidade da população numa noite de Réveillon. São doze chances de morrer sem ar.
“A Sociedade Espanhola de Otorrinolaringologia emitiu um alerta sobre os perigos que implica comer uvas para as crianças pequenas”, escreve o jornal Diario de Córdoba.
“Se não se agir de forma rápida [em caso de sufocamento], pode chegar a provocar o falecimento”, alerta o Diario de Sevilla.
“Ter um copo d’água ao alcance da mão é um grande conselho para comer as uvas”, recomenda o La Vanguardia.
Destemido que sou, decidi testar a simpatia espanhola. E as uvas, congeladas para dar um tchan, são a receita desta semana. Coma com calma, por favor.
E se não tiver Cozinha Bruta na primeira semana de janeiro, você já sabe o que aconteceu comigo.
12 UVAS DA SORTE
Rendimento: 4 porções
Dificuldade: nula
Tempo de preparo: 2 horas
Ingredientes:
- 48 uvas sem semente
- Modo de fazer
- Deixe as uvas no congelador por 2 horas.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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8 horas atrásem
19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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