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As ações da Telsa saltam nos lucros do terceiro trimestre, mesmo com a receita esperada sendo menor | Tesla

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Johana Bhuiyan

As ações da Tesla tiveram um salto de 8% depois de divulgar seus lucros do terceiro trimestre na quarta-feira. A fabricante de carros elétricos conseguiu se recuperar de um segundo trimestre difícil, superando as expectativas de Wall Street em termos de lucro por ação. A empresa reportou lucro por ação de US$ 0,72, superando a projeção dos investidores de US$ 0,60.

No final do segundo trimestre o presidente-executivo da Tesla Elon Muskdisse que a queda de quase 50% nos lucros foi temporária e devido à dificuldade de competir com veículos elétricos mais baratos ou com preços reduzidos de empresas rivais como a BYD. “Não vemos isso como uma questão de longo prazo”, disse Musk em julho, “mas realmente de curto prazo”.

A Tesla ficou um pouco abaixo da receita esperada, no entanto. A empresa reportou receitas de US$ 25,18 bilhões no final do terceiro trimestre, ficando por pouco abaixo das projeções de receita de Wall Street de US$ 25,43 bilhões.

“Apesar dos ventos macroeconómicos sustentados e de outros retrocessos nos investimentos em veículos elétricos, continuamos concentrados na expansão da nossa linha de veículos e produtos energéticos, na redução de custos e na realização de investimentos críticos em projetos de IA e capacidade de produção”, afirmou a empresa num comunicado de imprensa. “Acreditamos que estes esforços nos permitirão capitalizar a transição em curso nos sectores dos transportes e da energia.”

A Tesla entregou 462.890 veículos no final do terceiro trimestre, acima dos 443.956 no segundo trimestre. Os investidores vão querer saber mais sobre se a empresa está no caminho certo para igualar as entregas de 1,8 milhão de veículos de 2023. A empresa disse esperar um ligeiro crescimento nas entregas de veículos até o final do ano. Dan Ives, da empresa de serviços financeiros Wedbush Securities, continua confiante. Alcançar essa meta será “um feito sólido, dados os extensos momentos de tensão vistos ao longo do primeiro semestre do ano”, disse ele em nota aos investidores.

Os investidores também procurarão mais informações sobre os robotáxis da empresa após um decepcionante evento de lançamento. Depois de revelar o tão aguardado robotáxi da empresa no início deste mês com poucos detalhes, as ações da Tesla caíram pouco menos de 9% e eliminaram mais de US$ 60 bilhões do valor da empresa. Na época, Tom Narayan, analista do Royal Bank of Canada, disse em nota aos investidores que o evento estava mais focado em branding e marketing da visão de Musk “em vez de fornecer números concretos para modelarmos” como é esperado em esses eventos.

Musk também poderá ter de responder pelo seu recente foco na política. Além de iniciar o America Pac, o executivo-chefe do X esteve em campanha em nome de Donald Trump e iniciou um sorteio diário de US$ 1 milhão para eleitores de estados indecisos que assinam dele petição. A oferta levantou questões jurídicas, gerando apelos para que as autoridades investigassem Musk e a prática por parte de pessoas como o governador da Pensilvânia, Josh Shapiro. É um crime federal tentar pagar pessoas para votar ou registrar-se para votar.

As atividades de Musk parecem estar tendo impacto no sentimento do consumidor em relação à compra de Teslas. Trinta e um por cento dos compradores entrevistados pelo Edmunds, um site de compra de carros, disseram que são menos propensos a comprar um Tesla por causa de Musk, enquanto 37% dos entrevistados disseram que estão aguardando os resultados das eleições para decidir se querem comprar um. Tesla e 44% das mulheres democratas disseram que não é tão provável que comprem um Tesla por causa de Musk.

No entanto, isso não impediu a Tesla de conquistar uma fatia maior do mercado de EV. A participação de mercado da Tesla atingiu um recorde histórico de 8,3%, acima dos 7,5% no mesmo trimestre de 2023, de acordo com Edmunds.

Musk também enfrenta escrutínio jurídico em outros lugares. A UE está considerando multar X com base nas vendas totais da SpaceX, Neuralink, xAI e Boring Company. O bloco alega que a empresa de mídia social não abordou o conteúdo ilegal e a desinformação em sua plataforma. As multas podem chegar a 6% da receita anual de uma empresa. A Tesla provavelmente estará isenta dessa multa, pois é uma empresa pública e não é propriedade integral de Musk.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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