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‘As pessoas se sentem péssimas. Eles querem rir’: a comédia pode fazer pouco caso do Trump 2.0? | Comédia
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2 anos atrásem
Rachael Healy
“CQuando Trump venceu pela primeira vez, era quase uma novidade ter um personagem como ele em uma posição de responsabilidade tão vasta – isso era algo novo para a comédia abordar”, disse Andy Zaltzman, presidente do Rádio 4’s O questionário de notícias e o satírico por trás O Clarim podcast e várias comédias políticas.
A primeira presidência de Trump gerou um debate sobre se é possível satirizar um homem cuja aparência e retórica extremas significam que ele é apresentado como uma caricatura ambulante. O New York Times até publicou um artigo intitulado “Como o presidente Trump arruinou a comédia política”.
Agora, os comediantes do Reino Unido e dos EUA estão a tentar descobrir como lidar com uma segunda presidência de Trump, possivelmente mais sombria.
“Trump é tão ridículo que torna a extrapolação cômica mais difícil”, disse Sara Barron, nascida em Chicago e radicada em Londres, que considerou que grande parte da comédia dirigida a Trump “não proporcionou catarse”.
Zaltzman acaba de embarcar numa digressão e, após as eleições, está a escrever novas piadas explorando as implicações globais. O absurdo de Trump significa que há piadas óbvias, “mas pode ser mais difícil chegar ao cerne da questão”, disse Zaltzman.
“A comédia é tão onipresente – qualquer coisa que aconteça, haverá milhares de memes e TikToks. O desafio é encontrar um ângulo original. Isso sempre foi difícil com Trump.”
Anteriormente, a solução de Zaltzman era apresentar o cérebro de Trump (uma couve-flor) no palco, usando discursos cortados de Trump para fazê-lo “falar” sobre os jogadores de críquete australianos: “Achei que ninguém mais adotaria esse ângulo”.
Na preparação para o dia das eleições, Barron encontrou um ângulo pessoal. Coincidentemente, a sua carreira prosperou durante o último mandato de Trump, por isso ela fez um esboço satirizando o instinto de muitos de pensar: “Esta coisa terrível está a acontecer, mas é por isso que está tudo bem para mim!”
Janine Harouni, colega de stand-up nascida nos Estados Unidos e radicada no Reino Unido, não está feliz com o retorno de Trump, mas disse: “É um presente para a comédia porque as pessoas estão se sentindo péssimas e querem rir”. Durante o primeiro mandato de Trump, Harouni produziu Levante-se com Janine Harouni (por favor, permaneça sentado)em que ela explorou a distância política entre seu eu de tendência esquerdista e seu pai que apoiava Trump.
“Escrevi esse programa porque amo meu pai e não consigo conciliar suas crenças políticas com o que sinto por ele pessoalmente. Meu pai também é árabe, filho de imigrantes, então eu estava realmente lutando contra isso”, disse Harouni.
Ela abordou isso por meio da comédia porque parecia muito espinhoso. “A comédia é uma liberação de preocupação e medo. Se você encontrar uma maneira de rir de algo que o chateou, isso não terá mais controle”, disse Harouni. “Eu queria que fosse curativo e esperançoso.”
após a promoção do boletim informativo
Barron testemunhou esse poder enquanto atuava no dia dos resultados das eleições – um lembrete de que os comediantes podem “dar às pessoas algum tipo de descanso”, disse ela. “Foi um show elétrico. Todos ficaram muito felizes por estar com pessoas que pensam como você.”
A catarse é uma força motriz da comédia política, disse Zaltzman: “Dá às pessoas a oportunidade de rir de notícias sérias, o que é valioso”. Também pode desafiar a autoridade. “É absolutamente necessário responsabilizar o poder”, disse Lewis MacLeod, a voz de Trump no Cópias Mortas. “Torna-se o seu próprio protesto, mas é feito com risadas.”
MacLeod aperfeiçoou sua impressão de Trump para a última série estudando entrevistas recentes. “Ouvi-lo no Joe Rogan foi um presente para qualquer mímico. Foi ininterrupto; ele não estava discutindo”, disse ele. “Ele é um pouco mais velho, mais reflexivo. Há esse tom messiânico.”
MacLeod também começou a caricaturar Elon Musk, que provavelmente desempenhará um papel na administração Trump. “Há algo de robô louco e maníaco nele”, disse MacLeod. Existe o perigo de criar impressões satíricas que sejam demasiado agradáveis: “Esse é o problema da sátira e da mímica”.
Com o apoio crescente de Trump desta vez, Zaltzman questiona o poder da comédia para mudar mentes, mas disse: “A melhor comédia tem elementos de criatividade e otimismo, oferecendo ideias alternativas, espero que surjam”.
Harouni disse que, com base na sua experiência com a sua família que vota em Trump, há motivos para se sentir esperançoso: “Nem todos os que votaram em Trump têm as suas piores crenças”. Ela espera que a comédia política dos próximos quatro anos considere isso. “Gosto de comédia que une pessoas de diferentes sistemas de crenças”, disse ela. “Espero que as pessoas se esforcem por isso, em vez de continuarem a alimentar a narrativa divisiva que está a afastar ainda mais os americanos.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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