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Assumindo o mandato em apenas um mês na Câmara Federal, Marfisa Galvão paga R$ 18 mil à empresa da Paraíba

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Assumindo o mandato em apenas um mês na Câmara Federal, Marfisa Galvão paga R$ 18 mil à empresa da Paraíba

O uso exorbitante de recursos públicos por políticos do Acre parece não ter fim. É o que mostra uma nota fiscal de prestação de serviços da Prefeitura de João Pessoa, na Paraíba. 

Em um mês apenas de mandato, a ex-deputada Marfisa Galvão (PSD), esposa do senador Sérgio Petecão (PSD) pagou a WRS Comunicação nada mais, nada menos que R$ 18 mil. 

Na discriminação da nota, serviços prestados referentes à divulgação parlamentar em emissoras de rádio, TVs, jornais, redes sociais, marcação e entrevistas em emissoras do Acre.

O curioso disso é que a parlamentar é do Acre e contratou uma empresa paraibana para fazer o trabalho de mídia. Além disso, como Marfisa Galvão assumiu em um período de recesso parlamentar na Câmara dos Deputados e no

Senado, não se justifica o montante especificado na nota. Ou seja, nesse período não houve sessões nas Casas Legislativas de Brasília.  

O pagamento foi feito à vista. Ao que tudo indica, com base na nota fiscal, os recursos foram pagos pela Câmara dos Deputados. Isso porque o endereço especificado no documento faz referência ao gabinete em que Marfisa Galvão ocupou na Câmara, no Anexo IV, gabinete 607, Zona Cívico-Administrativa, em Brasília.

Marfisa Galvão assumiu a vaga por um período de 30 dias após a renúncia de Major Rocha (PSDB) para assumir a vice-governadoria do Acre.

No site da Câmara Federal é possível constatar que Marfisa não assumiu nenhum cargo no período dentro das Comissões da Câmara. Não apresentou nenhuma proposta ou ao menos relatou.

A parlamentar gastou 55,92% do total da cota parlamentar para o mês de janeiro. Foram R$ 24.152,58 utilizados. A cota disponível foi de R$ 43.192,70.

Marfisa Galvão diz que empresa é de um conhecido que fez um preço justo

A ex-deputada Marfisa Galvão (PSD/AC) falou a respeito do pagamento de R$ 18 mil a uma empresa de comunicação e markentig, a WRS Serviços de Comunicação e Markentig LTDA, com sede em João Pessoa, na Paraíba. Ela frisou que a empresa seria de um conhecido que ofereceu um preço em conta para a prestação do assessoramento à deputada.

“É a empresa de uma pessoa que eu já conheço. Eles prestaram serviço para mim durante um mês e inclusive a gente ainda está elaborando o material que é a revista que a gente vai prestar contas com a população. Na revista vai ter tudo o que eu fiz. Vai estar tudo no Portal da Transparência também o que foi gasto no mês de mandato”, disse a ex-deputada do PSD.

Marfisa Galvão acrescentou que além do preço justo praticado pela empresa, uma equipe de jornalistas do Acre participou dos trabalhos junto com uma equipe de Brasília.

“Essa empresa ela fez pelo preço real, porque o que a gente tem visto é que algumas pessoas fazem o trabalho divulgação e o valor que paga é um absurdo. O meu não, foi um valor real. Era uma equipe de jornalistas, não era só um, inclusive dessa equipe, eu tinha uma pessoa aqui no Acre que me assessorava também e junto com essa equipe de Brasília e essa equipe fizeram todo o meu trabalho de divulgação do meu mandato”, completa.

Ao finalizar a respeito do pagamento, Galvão salientou que “um dos objetivos do mandato era rejeitar 60% dos auxílios”. E destaca: “A gente precisa alcançar essa meta e precisamos que essas notas sejam publicadas no Portal para publicarmos conforme a gente fez a programação de trabalho”, pontua.

Fonte: Notícias da Hora.

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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).

A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.

Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.

Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável. 

Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas.  No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.

 



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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.

A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.

O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.

Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.

Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.

 



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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.

Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.

Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.

Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.

Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.

Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).

A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.

Laboratório de Paleontologia

Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.

 



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