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Auchan anuncia um projeto de plano social, quase 2.400 empregos em risco na França
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A distribuidora Auchan, há muito o carro-chefe da galáxia Mulliez, apresentou, na terça-feira, 5 de novembro, aos representantes dos seus funcionários em França, um projeto de plano de despedimentos em grande escala, com 2.389 cortes de empregos, apurou a Agence France Press à administração.
Em detalhe, a Auchan, que emprega cerca de 54.000 pessoas em França, planeia cortar 784 postos de trabalho na sua sede e 915 postos de trabalho nas suas lojas. Prevê a cessação da atividade de entrega direta ao domicílio, o que resultaria na redução de 224 postos de trabalho. Prevê-se o encerramento de cerca de dez pontos de venda não rentáveis (466 posições eliminadas), incluindo três hipermercados em Clermont-Ferrand (Puy-de-Dôme), Woippy (Mosela) e Bar-le-Duc (Meuse), e num supermercado, em Aurillac (Cantal).
A partir de segunda-feira, quando o número começou a circular, o delegado sindical “retalhista” da Force Ouvrière (FO), Franck Martinaud, manifestou alarme à AFP: “Já tivemos vários PES (planos de proteção ao emprego), mas nenhum ultrapassou 1.000 posições. Se for esse número, é enorme. » “Sei que não estamos num período económico fácil, mas ter números como estes…”também reagiu segunda-feira Fabien Alliata, delegado sindical dos serviços centrais da CFDT.
Várias deficiências cumulativas
No domingo, o especialista do setor de distribuição em massa Olivier Dauvers explicou em particular que “as dificuldades” de Auchan na França “há anos que são abrangidos por atividades internacionais”. Mas desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, a muito lucrativa sucursal russa do distribuidor já não desempenha este papel e a imprensa mencionou a venda desta subsidiária russa nos últimos dias.
Desde o colapso do grupo Saint-Etienne Casino, onde um PSE também está em curso e poderá afectar mais de 3.000 empregos, Auchan é regularmente citado como o grupo em pior situação na distribuição de alimentos em grande escala. O grupo tem várias desvantagens em França, embora tenha acionistas financeiramente sólidos, na pessoa da Mulliez Family Association (AFM), também proprietária dos lucrativos Leroy Merlin e Decathlon.
Em primeiro lugar, a quota de mercado da Auchan – de 9,1% na última contagem, muito atrás de E.Leclerc (24,1%), Carrefour (21,4%), Mousquetaires-Intermarché (17,4%) e Cooperativa U (12,2%) – deixa-lhe menos espaço para manobra nas negociações com fornecedores agroindustriais. Para ter mais peso, a Auchan uniu forças com o seu concorrente Intermarché para comprarem juntos numa aliança que durou dez anos invulgarmente longos.
Além disso, o grupo, proprietário de lojas, com pouquíssimas franquias, sofre a concorrência de E.Leclerc, Intermarché e Coopérative U. Esses agrupamentos de empresas independentes reduzem ao máximo os custos operacionais e fazem com que os serviços sociais sejam geralmente menos valiosos lá. Isso geralmente permite que essas lojas vendam seus produtos a preços mais competitivos.
Outro ponto fraco da Auchan: o grupo historicamente apostou no formato de hipermercados, as maiores lojas, mas hoje é menos popular. Nos primeiros seis meses de 2024, a sua holding Elo sofreu um prejuízo líquido de quase mil milhões de euros. No ano passado, sofreu um prejuízo líquido de 379 milhões de euros com o declínio das vendas, enquanto a inflação impulsionou as vendas da maioria dos seus principais concorrentes retalhistas.
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Alunos da Ufac se apresentam em congresso sobre socioeconomia rural — Universidade Federal do Acre
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27 de julho de 2026Quatro estudantes de graduação da Ufac representaram a instituição no 64º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober, na sigla em inglês), ocorrido na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, de 19 a 23 de julho, com o tema “Políticas para Natureza, Alimentação e Nutrição em Tempos de Incerteza e Mudanças Climáticas”.
Os trabalhos, desenvolvidos no âmbito dos grupos de pesquisa Estudos em Economia, Finanças, Política e Segurança Alimentar e Nutricional (Elos) e Governança Fundiária, Desenvolvimento Econômico e Políticas Públicas (GPD), contaram com a coautoria e orientação dos professores e coordenadores dos grupos, Graziela Gomes Bezerra, Elyson Ferreira de Souza e Gisele Elaine de Araújo Batista Souza.
Cultivo do cacaueiro
O aluno de Sistemas de Informação, Guilherme Félix Cavalcante, apresentou, na quarta-feira, 22, o trabalho “Cacauicultura na Região Norte: Análise do Desempenho Produtivo, Dinâmica Comercial e Sustentabilidade”. O estudo aborda a cacauicultura e oferece uma análise do desempenho produtivo, da dinâmica comercial e dos aspectos de sustentabilidade, fornecendo dados para o desenvolvimento rural, territorial e regional, além de subsidiar práticas mais sustentáveis para a cadeia produtiva do cacau.
“A participação no evento é um marco significativo em minha formação acadêmica”, disse Guilherme. “Dissemina os resultados da minha pesquisa e fomenta o desenvolvimento de habilidades de comunicação, pensamento crítico e construção de uma rede de contatos profissionais.”
Bananicultura no Acre
A aluna de Ciências Econômicas, Maria Eduarda Souza Diniz, apresentou, na quarta-feira, 22, o trabalho “Desenvolvimento Produtivo e Dinâmica da Bananicultura no Acre: Uma Análise da Produção e dos Mercados (1994-2024)”, o qual analisa a evolução da bananicultura no Acre durante três décadas, contribuindo para o entendimento das transformações produtivas e comerciais desse setor, além de fornecer subsídios para o fomento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural, territorial e regional.
“O congresso proporciona um ambiente de aprendizado e troca de experiências com outros pesquisadores e profissionais da área”, contou Maria Eduarda. “Isso enriquece minha formação e contribui para consolidação da Ufac como um polo de produção científica de excelência.”
Mulheres na gestão
A aluna de Ciências Econômicas, Riely Nilce de Melo Avilar, apresentou, na terça-feira, 21, o trabalho “Mulheres na Gestão de Propriedades Rurais na Amazônia Legal”. A pesquisa trata da atuação feminina no desenvolvimento regional e contribui para o debate sobre agricultura familiar, ruralidades e relações de gênero no meio rural, oferecendo perspectivas para promoção da equidade e do desenvolvimento sustentável na região. Esse estudo teve, ainda, coautoria de Raiza Gabriele Lima dos Santos.
“Apresentar um trabalho num congresso de relevância nacional, como o da Sober, e para uma audiência especializada é fundamental para minha formação profissional e promoção de intercâmbios”, pontuou Riely.
Milho e inflação
O aluno de Ciências Econômicas, Rogério Gonçalves Bezerra Junior, apresentou, na segunda-feira, 20, o trabalho “Análise da Inflação na Cadeia Produtiva do Milho: Evidências a Partir de Dados de Produção”, com o qual investigou como fatores econômicos afetam a produção do milho e o custo de vida, servindo como base para formuladores de políticas públicas e agentes do mercado.
“Além de projetar a pesquisa desenvolvida na Ufac para um público qualificado, tive a oportunidade de uma experiência inestimável de intercâmbio científico”, comentou Rogério. “Também destaco a discussão de ideias, o recebimento de feedback e a mobilização de contatos.”
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Ufac lança Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029) — Universidade Federal do Acre
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20 de julho de 2026A Ufac lançou seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 17, no auditório Pedro Martinello, no Centro de Convenções, campus-sede. A iniciativa integra o projeto “Ufac em Ação: Acessibilidade, Inclusão e Segurança” e busca orientar as ações destinadas à construção de uma universidade mais acessível, inclusiva e segura.
A reitora Guida Aquino destacou que a instituição já realizou melhorias de acessibilidade, mas ainda precisa avançar e buscar recursos para executar as ações previstas no plano. “Nós temos que buscar agora investimento para que possamos acolher nossos estudantes; a universidade não existe sem aluno.” Segundo ela, essas iniciativas devem atender também os servidores que necessitam de condições adequadas de acessibilidade.
O coordenador do projeto e prefeito do campus-sede, Artheson Cruz, explicou que o crescimento da infraestrutura física da Ufac ocorreu em diferentes períodos, com edificações construídas de acordo com normas distintas. Essa situação, para ele, resultou na existência de espaços acessíveis que não estão completamente conectados entre si.
“Você entra em um prédio que tem acessibilidade e, quando sai daquele local, já se depara com uma situação de ausência da acessibilidade”, disse e ressaltou que o aumento do número de pessoas com deficiência que ingressam na universidade exige a adequação dos espaços para garantir dignidade, autonomia, permanência e conclusão dos cursos.
O plano estabelece diretrizes para superar progressivamente os desafios de acessibilidade no campus-sede, no campus Floresta e nos núcleos da Ufac no Estado. Para a elaboração do documento, foram realizados levantamento técnico da infraestrutura e escuta qualificada com pessoas surdas, com deficiência visual e autistas.
A representante do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, Rayfa Almeida, destacou que a efetivação das medidas é fundamental para garantir o acesso e a permanência das pessoas com deficiência na universidade. “Esperamos que seja concretizado realmente, que seja efetivo para as pessoas com deficiência conseguirem finalizar seus cursos.”
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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos — Universidade Federal do Acre
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20 de julho de 2026Estuantes do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), da Ufac em Santa Rosa do Purus (AC), no âmbito da disciplina Oficina Pedagógica: Leitura e Escrita na Escola, lançaram o livro “Tecendo Leituras: Contos e Caminhos para o Letramento Literário”. O evento ocorreu no sábado, 18, no município, reunindo professores, gestores, autoridades locais, familiares dos alunos e a representante do Parfor na ocasião, professora Grace Gotelip.
A obra foi organizada pela professora Emilly Ganum Areal e sua reprodução foi viabilizada com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), por meio da Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais (Dainpes). Segundo ela e os envolvidos no processo criativo, a iniciativa representa um marco para o Parfor da Ufac por resultar diretamente de uma disciplina do curso de graduação e reunir, pela primeira vez, textos literários de autores de Santa Rosa do Purus.
Além disso, agradeceram à Ufac, por meio da Prograd e da Dainpes, pelo apoio na concretização do projeto, o qual, para eles, deixa um legado no munícipio, incentiva a produção literária regional e reafirma o compromisso da universidade com a interiorização do ensino superior e com o desenvolvimento social através da educação.
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