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Biden anuncia acordo de cessar-fogo Israel-Hezbollah | Notícias sobre conflitos

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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, diz que Israel e o Líbano aceitaram uma proposta para acabar com o “devastador” conflito Israel-Hezbollah, preparando o terreno para interromper quase 14 meses de combates transfronteiriços que mataram milhares de pessoas.

Em um discurso televisionado de Washington, DC, na terça-feira, Biden disse que a trégua começaria às 4h, horário local (02h GMT), na quarta-feira. O acordo não estava relacionado com as operações israelitas em curso em Gaza.

“A segurança duradoura para o povo de Israel e do Líbano não pode ser alcançada apenas no campo de batalha. É por isso que ordenei a minha equipa para trabalhar com os governos de Israel e do Líbano para forjar um cessar-fogo”, disse Biden.

“Os combates na fronteira libanesa-israelense terminarão – terminarão. Isto foi concebido para ser uma cessação permanente das hostilidades.”

De acordo com um comunicado, o primeiro-ministro interino do Líbano, Najib Mikati, disse que disse a Biden que saudava o acordo para acabar com as hostilidades entre o grupo armado libanês Hezbollah e Israel.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, também disse ao presidente dos EUA que o seu governo aprovou a trégua e que apreciou a sua “compreensão de que Israel manterá a sua liberdade de acção na sua aplicação”, afirmou o seu gabinete.

Como parte do acordo de cessar-fogo, Israel “retirará gradualmente” as suas forças do sul do Líbano durante os próximos 60 dias, e o exército libanês e as forças de segurança do Estado serão destacados para o território.

“A infra-estrutura terrorista do Hezbollah no sul do Líbano não poderá ser reconstruída”, disse Biden nas suas observações.

“Os civis de ambos os lados poderão em breve regressar em segurança às suas comunidades e começar a reconstruir as suas casas, as suas escolas, as suas quintas, os seus negócios e as suas próprias vidas.”

Nenhuma tropa dos EUA seria enviada ao Líbano, acrescentou Biden, mas divulgou uma declaração conjunta com o presidente francês Emmanuel Macron que enfatizou que ambos os países “trabalharão com Israel e o Líbano para garantir que este acordo seja totalmente implementado e aplicado”.

Os EUA e a França também se comprometeram “a liderar e apoiar os esforços internacionais para o reforço da capacidade das Forças Armadas Libanesas, bem como o desenvolvimento económico em todo o Líbano para promover a estabilidade e a prosperidade na região”.

O Líbano começou a atacar Israel em 8 de outubro de 2023, em solidariedade aos palestinos em Gaza. Os ataques transfronteiriços persistiram durante meses. Depois, no início do mês passado, Israel invadiu o sul do Líbano.

Pelo menos 3.768 libaneses foram mortos e 15.699 feridos desde o início dos combates.

Luta contínua

Apesar do anúncio antecipado, o bombardeamento de Israel ao Líbano continuou a intensificar-se na terça-feira, com aviões de guerra israelitas a atacar os subúrbios do sul de Beirute.

Reportando da capital libanesa, Zein Basravi da Al Jazeera disse que os ataques israelenses continuaram nos minutos imediatamente após o discurso de Biden.

“Neste momento, toda a política que ouvimos na última meia hora a uma hora, nada disso importa”, disse Basravi. “Esta noite, esta noite em Beirute, na capital do Líbano, em várias áreas deste país, a guerra ainda está em curso.”

“Cinco minutos depois de Biden terminar o seu discurso, ouvimos fortes explosões em Beirute. Mais uma vez, as sirenes começaram a soar no norte de Israel”, disse ele.

“Na Alta Galileia, o Hezbollah disparou uma grande quantidade de foguetes através da fronteira para o território israelense, cumprindo a promessa de que se os israelenses atacarem no centro de Beirute, o Hezbollah atacará Israel”, disse ele.

No início do dia, os militares israelenses disseram que uma série de ataques atingiu 20 alvos na cidade em apenas 120 segundos.

Sete pessoas foram mortas e outras 37 ficaram feridas em ataques israelenses a um edifício de Beirute que abriga pessoas deslocadas, informou a Agência Nacional de Notícias, citando o Ministério da Saúde Pública do Líbano.

“O ataque israelense na área de Nweiri, em Beirute, destruiu um prédio de quatro andares que abrigava pessoas deslocadas”, disse a agência de notícias oficial do Líbano.

O Ministério da Saúde do Líbano disse anteriormente que os ataques israelenses mataram pelo menos 31 pessoas na segunda-feira, principalmente no sul do país.

Um novo impulso para um cessar-fogo em Gaza

Reportando da Casa Branca, Kimberly Halkett, da Al Jazeera, observou que o último anúncio de cessar-fogo ocorre nos últimos dias do mandato de Biden.

O presidente eleito republicano, Donald Trump, deve tomar posse em 20 de janeiro.

A administração Biden tentou repetidamente mediar um acordo de cessar-fogo em Gaza, mas não conseguiu. Recusou-se repetidamente a alavancar a ajuda militar dos EUA a Israel no seu esforço pela paz.

“O facto é que (o cessar-fogo de terça-feira) fica aquém do objectivo da administração Biden, na medida em que não aborda de forma alguma o conflito em Gaza”, disse Halkett.

Ainda assim, durante o discurso, Biden prometeu “fazer outro esforço com a Turquia, Egipto, Qatar, Israel e outros para alcançar um cessar-fogo em Gaza” nos seus últimos dias no cargo.

Ele também disse que trabalharia para forjar novos acordos de normalização entre Israel e vários países árabes, incluindo a Arábia Saudita, uma meta que foi adiada durante a guerra em Gaza.



Leia Mais: Aljazeera

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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