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Biden suspende proibição de a Ucrânia usar armas dos EUA para atacar mais profundamente a Rússia | Ucrânia
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2 anos atrásem
Dan Sabbagh in Kyiv
Joe Biden levantou a proibição de a Ucrânia usar mísseis de longo alcance para disparar contra território russo, permitindo que sejam usados contra as forças russas e norte-coreanas na região de Kursk.
O presidente permitiu Ucrânia usar foguetes Atacms fabricados nos EUA, que têm um alcance de 300 km – a primeira vez que o presidente cessante deu a Kiev permissão para usar armas de longo alcance dentro da Rússia.
Tal medida em relação às armas dos EUA – relatada pelas agências de notícias Reuters e Associated Press e pelo New York Times citando múltiplas fontes – tem sido solicitada há muito tempo pela Ucrânia, que Rússia disse que isso seria visto como uma grande escalada.
Isso aconteceu no momento em que Kiev anunciou o racionamento de energia em todo o país a partir de segunda-feira, após o maior drone e ataque com mísseis em meses à rede energética da Ucrânia no fim de semana.
As autoridades sugeriram que as armas seriam usadas contra as tropas russas e norte-coreanas destacadas contra as forças ucranianas na região russa de Kursk – e tinham como objetivo enviar uma mensagem à Coreia do Norte – embora Biden possa autorizar a sua utilização noutros locais.
Os primeiros ataques com foguetes Atacms fornecidos pelos EUA poderão ocorrer dentro de alguns dias. A decisão pode não se aplicar aos mísseis Storm Shadow fornecidos pelo Reino Unido, cuja utilização em alvos em território russo foi previamente bloqueada pelos EUA.
Kiev disse que quer usar Storm Shadows contra bases aéreas usadas para lançar ataques à Ucrânia.
A Casa Branca e Downing Street não quiseram comentar.
Não está claro se Donald Trump, que já criticou anteriormente a escala de Militares dos EUA ajuda à Ucrânia, procurará reverter a decisão. Biden já havia permitido que a Ucrânia usasse Himars de curto alcance fornecidos pelos EUA contra as forças russas que atacavam Kharkiv a partir da fronteira, mas recusou permissão para atacar mais profundamente na Rússia.
A Rússia – juntamente com a Coreia do Norte – está a preparar-se para contra-atacar as forças ucranianas em Kursk e também está a obter ganhos contra a Ucrânia no leste do país, e lançou novos ataques à sua infra-estrutura energética civil antes do frio do Inverno.
Volodymyr Zelenskyy, o presidente ucraniano, disse que cerca de 120 mísseis e 90 drones foram disparados contra a Ucrânia nas primeiras horas de domingo, num ataque nacional que descreveu como obra de “terroristas russos”.
O ataque foi o maior ataque com mísseis e drones à Ucrânia desde agosto e o primeiro grande ataque russo desde as eleições nos EUA, mostrando o Kremlin pouco disposto a fazer concessões após a vitória de Trump.
A Polónia e os aliados da NATO enviaram jactos para salvaguardar o seu espaço aéreo nas zonas fronteiriças na manhã de domingo, disse o comando militar operacional do país, regressando às suas bases cerca de três horas depois sem incidentes. A Moldávia disse que drones e mísseis russos violaram o seu espaço aéreo.
Ukrenergo, principal fornecedor de energia da Ucrânia, disse que apagões e restrições de consumo seriam introduzidos “em todas as regiões”, enquanto os engenheiros tentavam reparar o máximo possível dos danos causados às instalações de energia pelos ataques nas primeiras horas de domingo.
Andrii Sybiha, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, descreveu o ataque como a “verdadeira resposta” de Moscou aos líderes que interagiram com Vladimir Putin, um aparente golpe contra o chanceler alemão, Olaf Scholz, que colocou uma telefonema para o líder russo na sexta-feira pela primeira vez desde dezembro de 2022.
O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que o ataque de domingo mostrou que Putin “não quer a paz e não está pronto para negociar”. Ele disse que a prioridade para a França era “equipar, apoiar e ajudar a Ucrânia a resistir”.
Donald Tusk, o primeiro-ministro polaco, repetiu as observações de Sybiha sobre os líderes que falam com Putin na sua condenação do bombardeamento russo. “O ataque de ontem à noite, um dos maiores desta guerra, provou que a diplomacia telefónica não pode substituir o apoio real de todo o Ocidente à Ucrânia”, disse ele.
Keir Starmer, o primeiro-ministro britânico, disse que não tinha planos de falar com Putin. Starmer falava enquanto voava para o Brasil para uma cimeira do G20, onde disse que a Ucrânia estaria no topo da agenda de discussão na ausência do líder russo.
Starmer destacou a presença de cerca de 10.000 soldados norte-coreanos como reforços russos, dizendo que isso mostrava o “desespero da Rússia” e significava que o conflito tinha agora um elemento adicional, envolvendo a segurança no Indo-Pacífico.
“É por isso que penso que precisamos de reforçar o nosso apoio à Ucrânia e isso está no topo da minha agenda para o G20”, disse ele.
Na sexta-feira à noite, após a chamada, o Kremlin divulgou o seu relato da discussão com Scholz, na qual Putin deu poucos sinais de abandonar as suas exigências maximalistas de guerra.
Quaisquer negociações de paz devem abordar as preocupações de segurança russas, acrescentou o Kremlin, e “basear-se nas novas realidades territoriais” – uma referência à ocupação russa do leste e sul da Ucrânia – e “eliminar as causas originais do conflito”, descreveu como o desejo da OTAN de usar a Ucrânia como “ponto de partida”.
Numa entrevista à rádio ucraniana Suspilne, divulgada no sábado, Zelenskyy disse esperar que a guerra termine em 2025. A vitória, disse ele, equivaleria a “uma Ucrânia forte” emergindo no campo de batalha ou através da diplomacia.
O presidente também insistiu que os EUA sob Trump não poderiam forçar a Ucrânia a um acordo de paz humilhante ou pouco atraente. “Somos um país independente”, disse Zelenskyy, acrescentando: “A retórica de ‘sentar e ouvir’ não funciona connosco”.
Em resposta, Elon Musk, um conselheiro bilionário de Trump, procurou minar o presidente ucraniano. “Seu senso de humor é incrível”, postou Musk no X. A empresa Space X de Musk fornece serviços de Internet via satélite Starlink de importância crítica para a Ucrânia para comunicações no campo de batalha.
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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre
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15 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.
A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.
Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.
O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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