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INTERNACIONAL

Bill Gates perde posto de segundo homem mais rico para dono da Louis Vuitton; veja a lista

Luanna, Colaboradora do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Pela primeira vez nos sete anos de história do Bloomberg Billionaires Index, ranking das pessoas mais ricas do mundo elaborado pela agência de notícias “Bloomberg”, Bill Gates ficou abaixo do segundo lugar.

Com patrimônio estimado em US$ 107 bilhões, o co-fundador da Microsoft foi ultrapassado por Bernard Arnault, que chegou a US$ 108 bilhões.

O francês é presidente do grupo LVMH, que fabrica artigos de luxo, como as bolsas e malas da marca Louis Vuitton.

Em primeiro lugar continua Jeff Bezos, o fundador da Amazon e acionista majoritário do jornal “The Washington Post”, com patrimônio estimado em US$ 125 bilhões.

Por Valor Investe

CRISE

Você não acreditará no que disse Evo Morales no Twitter, apesar de asilado no México

Folha de São Paulo, via Acrenoticias.com - Da Amazônia para o Mundo!

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Evo Morales deixa a Bolívia rumo ao México

Ex-presidente boliviano diz que dói ‘abandonar o país por razões políticas’

LA PAZ

No fim de um dia de violentas manifestações, fechamento da Assembleia Nacional e anúncio de envio das Forças Armadas às ruas, o ex-presidente Evo Morales informou na noite desta segunda (11), pelo Twitter, que deixa Bolívia “rumo ao México”.

O líder que renunciou à Presidência no domingo (10), pressionado por intensas manifestações e pelas Forças Armadas, disse que “dói abandonar o país por razões políticas”. Ele prometeu voltar com “mais força e energia”.

Evo Morales segura bandeira do México dentro de avião rumo ao país que lhe concedeu asilo
Evo Morales segura bandeira do México dentro de avião rumo ao país que lhe concedeu asilo – Reprodução Twitter/m_ebrard
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A aeronave fez uma escala em Assunção, no Paraguai, para reabastecimento. O avião pousou à 1h35, na hora local (a mesma de Brasília), e decolou às 5h. Há a possibilidade de uma escala em Lima, no Peru, antes da chegada ao destino final.

O avião, modelo Gulfstream G550, da Força Aérea Méxicana, leva Evo, seu filho e o ex-vice presidente Álvaro Garcia Linera. 

O governo mexicano concedeu asilo a Evo nesta segunda, de acordo com o chanceler do país, Marcelo Ebrard, que disse considerar que a “vida e a integridade” do ex-presidente boliviano correm perigo.

Minutos antes da publicação de Evo, o comandante das Forças Armadas da Bolívia, Williams Kaliman, havia anunciado na TV que enviaria tropas às ruas para realizar “operações armadas em conjunto [com a polícia] contra grupos de vândalos”.

A decisão foi uma resposta ao pedido de intervenção militar feito pela polícia para conter uma reação violenta dos apoiadores de Evo contra os opositores Carlos Mesa e Luís Fernando Camacho e contra o Congresso Nacional.


 

Mais cedo, o comandante da polícia, Yuri Calderón, nomeado pela gestão Evo, também havia renunciado. Por ora, a polícia está sendo comandada por uma junta interina.

Nos protestos desta segunda, centenas de moradores de El Alto desceram em direção a La Paz, correndo pelas vias tortuosas que ligam as duas cidades, para chegar à sede do governo boliviano. Eram apoiadores de Evo, que gritavam: “Agora sim, guerra civil”.

Nos protestos desta segunda, centenas de moradores de El Alto desceram em direção a La Paz, correndo pelas vias tortuosas que ligam as duas cidades, para chegar à sede do governo boliviano. Eram apoiadores de Evo, que gritavam: “Agora sim, guerra civil”.

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Armados com pedaços de paus, tocando vuvuzelas e soltando rojões, eles repetiam: “Camacho, Mesa, queremos sua cabeça”.

As poucas lojas e quiosques que estavam abertos pelo caminho fecharam as portas, e havia gente correndo para não ser atropelada pela multidão.

Alguns dos manifestantes que falaram com a Folha, sem mostrar o rosto, disseram que reagiam porque tiveram suas casas e comércios invadidos por apoiadores de Camacho.

Os preparativos em El Alto começaram no meio da tarde, quando já havia barricadas e fogueiras montadas. Entre os manifestantes, a maioria era formada por homens, mas havia também famílias e algumas pessoas encapuzadas.

Já na zona sul da capital, onde estão os bairros de classe média alta, os moradores ergueram suas próprias barreiras de proteção, e a polícia tentava deter os manifestantes. 

Garotos nas linhas de frente mostraram à reportagem marcas de tiros de borracha.

Ao longe, ouvia-se o som de disparos de bombas de gás lacrimogêneo e tiros de bala de borracha. Segundo a imprensa local, apenas nesta segunda houve mais de 20 feridos.

O agora ex-presidente fez várias postagens no Twitter. Primeiro, agradeceu as “demonstrações espontâneas de apoio ao governo democrático que foi derrubado pelo golpe cívico-militar-policial”. 

Depois, com a escalada da violência, tentou passar uma mensagem mais pacífica. “Peço a meu povo, com muito carinho e respeito, que cuide da paz e não caia na violência de grupos que buscam destruir o Estado de Direito. Não podemos nos enfrentar entre irmãos bolivianos. Faço um chamado urgente para que se resolva qualquer diferença com o diálogo”, escreveu.

A sua carta de renúncia chegou à Assembleia Nacional às 13h (14h em Brasília).

Havia expectativa de que os parlamentares dessem sequência ao processo —é preciso validar quem será o novo presidente e definir os próximos passos. Por enquanto, o país segue acéfalo.

Mas a sessão no Congresso foi interrompida por volta das 16h (17h em Brasília) pelos manifestantes evistas que protestavam do lado de fora.

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Antes de encerrar os trabalhos às pressas, a senadora Jeanine Áñez, que afirma ser a próxima na linha de sucessão, disse que quer “pacificar o país”, que o movimento das últimas horas foi “cidadão” e que pretende encaminhar uma “transição para novas eleições”.

A senadora precisou ser retirada da Assembleia e levada a um local desconhecido —no fim da tarde, a própria Assembleia também foi evacuada.

Ela saiu acompanhada de policiais e declarou que os legisladores pretendem tratar nesta terça da renúncia de Evo e do vice, Álvaro García Linera. Áñez disse ainda que sua posse formal deve ocorrer na quarta-feira (13) e que tem o respaldo da polícia boliviana e das Forças Armadas.

Mais cedo, o rival de Evo nas eleições, Carlos Mesa, disse que o país precisa de “uma saída democrática” e pediu que os manifestantes reunidos nas imediações da Assembleia Nacional e da Casa de Governo não impeçam os parlamentares do MAS (Movimento ao Socialismo) de circularem e terem acesso ao voto.

“Se eles não participarem, ganha força a narrativa de golpe de Estado, que é mentirosa, e queremos fazer as coisas de modo democrático e constitucional”, afirmou Mesa.

O ex-vice García Linera denunciou que manifestantes querem queimar sua casa, que conta com uma biblioteca de 30 mil livros. 

Evo também reclamou de uma tentativa de incendiar sua casa. Segundo ele, o local foi protegido pelos vizinhos. 

O processo na Bolívia é acompanhado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que elogiou a ação dos militares. “Esses eventos enviam um forte sinal aos regimes ilegítimos da Venezuela e da Nicarágua de que a democracia e vontade do povo sempre prevalecerão.”

Nesta terça-feira, a OEA (Organização dos Estados Americanos) deve fazer uma reunião de emergência para discutir a crise na Bolívia. 

A sessão extraordinária foi convocada a pedido de Brasil, Canadá, Colômbia, EUA, Guatemala, Peru, República Dominicana e Venezuela.


LEIA PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE COMO FICA A BOLÍVIA APÓS RENÚNCIA DE EVO

Quem governa a Bolívia atualmente?

No momento, ninguém. Pela Constituição, a sucessão começa com o vice-presidente, seguido pelo presidente do Senado e depois pelo titular da Câmara dos Deputados, mas todos renunciaram com Evo. O país está, portanto, em um vácuo de poder.

O que estabelece a Constituição nesse caso?

 A Carta boliviana determina apenas que em caso de “impedimento ou ausência definitiva” do presidente, do vice-presidente e do presidente do Senado, deverá assumir o chefe da Câmara dos Deputados e eleições precisam ser convocadas em até 90 dias. Ou seja, não diz o que acontece quando o líder da Câmara também pede demissão. 

Que possibilidades estão sendo cogitadas?

Uma das interpretações é que quem deve assumir é a vice-presidente do Senado, a opositora Jeanine Añez —ela já disse estar preparada para isso e prometeu organizar novas eleições. Outra possibilidade seria que a Assembleia Legislativa escolhesse novos presidentes do Senado e da Câmara.

Carlos Mesa, segundo colocado na última eleição, defendeu outro caminho: que os congressistas definam um governo transitório de consenso. Outro líder opositor, Luis Fernando Camacho, foi além e propôs prescindir da Assembleia Legislativa e convocar uma “junta de governo transitório” com personalidades do âmbito político e social para se encarregar de novas eleições em um prazo máximo de 60 dias.

Já a proposta do prefeito de La Paz, Luis Revilla, aliado de Mesa, é o Legislativo recompor o TSE (Tribunal Supremo Eleitoral) em 48 horas, por meio de uma lei de exceção —ao renunciar, Evo demitiu a cúpula do órgão. 

Quais serão os próximos passos?

Espera-se que a Assembleia Legislativa convoque uma sessão extraordinária para avaliar como será encaminhado o processo. A Assembleia também precisa oficializar a saída de Evo e dos outros políticos, já eles renunciaram por anúncios em meios de comunicação, e não de forma oficial. Segundo a imprensa local, ainda não há data definida para essa sessão.


O podcast Café da Manhã desta terça (12) debate a situação na Bolívia. Ouça abaixo:

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CRISE

Em cenário desolador, Bolívia amanhece com restos de barricadas e comércio fechado

Folha de São Paulo, via Acrenoticias.com - Da Amazônia para o Mundo!

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Ruas de El Alto, na região metropolitana de La Paz, parecem cenário de pós-batalha.

EL ALTO

As ruas de El Alto, parte da região metropolitana de La Paz que abriga quase 1 milhão de habitantes, pareciam um cenário de pós-batalha na manhã desta segunda-feira (11), um dia após Evo Morales renunciar à Presidência da Bolívia

Havia dezenas de restos de fogueiras usadas para bloquear as vias que fazem a ligação da cidade com o aeroporto internacional e aquecer aqueles que fizeram vigílias. 

Com o mesmo objetivo, também foram armadas barricadas com objetos variados, de materiais de construção a lixeiras públicas que seguiam no meio da rua. No chão, vidro para furar os pneus de quem tentasse furar o bloqueio.

“Que bom que está chovendo, isso fez com que as pessoas desistissem de passar a noite inteira na rua e se acalmassem um pouco”, comentou Carlos Oquendo, motorista que conduziu a reportagem da Folha. 

Restos de fogueiras e barricadas montadas próximo à praça Murillo, em La Paz, após anúncio de renúncia de Evo MoralesRestos de fogueiras e barricadas montadas próximo à praça Murillo, em La Paz, após anúncio de renúncia de Evo Morales – Luisa Gonzalez/Reuters.

Andando devagar para desviar dos cacos de vidro e pedras, o motorista comenta que “perder um pneu hoje, num dia em que não tem onde trocá-lo, seria perder o dinheiro da jornada”.

Comerciantes locais parecem ter pensado da mesma maneira, uma vez que quase ninguém abriu as portas de seus estabelecimentos. 

Além de fechar as portas metálicas, alguns deles também amontoaram tijolos diante delas. “É para evitar saques. Estão entrando para roubar tudo. Não é política, é vandalismo”, disse Aldo Iñata, dono de uma loja de ferragens. 

Na época da eleição, muitos dos muros da cidade estavam pichados com mensagens como “Evo ditador” e “Mesa covarde”, em referência ao opositor que disputou a última eleição e que renunciou à Presidência em 2005. Agora, há insultos mais pesados: “Evo assassino” e “Mesa lixo”. 

Não foi só o comércio que parou. Não há aulas nem transporte público. Quando se olha para o alto, se vê todos os vagões das várias linhas de teleférico que conectam distintos pontos da cidade parados, vazios, balançando pelo vento e o mau tempo. Um cenário desolador.

Houve queima de carros e ônibus durante a noite. Numa garagem em Chasquipampa, por exemplo, 33 ônibus foram queimados e depredados.

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Nas ruas, havia táxis e carros abandonados após serem atacados por pedras, alguns parcialmente queimados.

Por volta das 9h (10h no horário de Brasília), moradores começaram a sair para acender novamente as fogueiras, apesar da dificuldade de mantê-las acesas por conta da chuva. 

Ao redor delas, pessoas se reuniam e conversavam, trocando informações que receberam de parentes ou amigos em outras partes da cidade e do país.

A desinformação reina. Nas TVs, os noticiários quase não falam do terror que os habitantes da cidade contam.

O Pagina Siete, principal jornal da oposição, não circulou nesta segunda e deixou um aviso dizendo que daria dia livre para que seus jornalistas se protegessem em casa de possíveis ameaças. 

Trata-se de uma publicação crítica ao governo e que teme ataques de apoiadores de Evo.

Nos aeroportos de Santa Cruz e de El Alto, muitos tiveram que esperar por horas o remanejamento de voos ou a liberação de vias para seguirem aos seus destinos.

A maioria das pessoas estava agarrada aos celulares, trocando informações, mostrando vídeos enviados por WhatsApp sobre os distúrbios em várias partes do país.

Turistas estrangeiros pareciam amedrontados nos cafés, olhando com impaciência os telões do aeroporto à espera de seus voos. 

“Viemos fazer caminhadas pelos Andes, era a viagem que tínhamos planejado para este ano, mas temos de voltar”, disse à Folha um casal de holandeses com cara de decepção.

Além da forte neblina que cobre a cidade, La Paz amanheceu coberta também de incertezas, esperando que até o fim do dia, talvez, exista um líder legítimo escolhido pelo Congresso que dê uma saída democrática para a situação.

Qualquer coisa diferente disso pode reacender os protestos ao longo do dia.

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