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POLÍTICA

Bolsonaro se dizia vítima de conspiração e planeja…

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Daniel Pereira

Indiciado pela Polícia Federal (PF) por tramar um golpe de Estado, o ex-presidente Jair Bolsonaro alega inocência e se diz vítima de perseguição política.  Em entrevista a VEJA, ele declarou que nunca teve conhecimento do plano “Punhal Verde Amarelo”, que previa o assassinato do presidente Lula, do vice Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, como forma de viabilizar a sua permanência no poder.

O plano foi elaborado pelo general Mário Fernandes, que foi secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência no governo Bolsonaro e tinha livre acesso ao então mandatário. Segundo a PF, o general imprimiu esse roteiro criminoso em uma impressora do Palácio do Planalto e depois levou os papeis ao Palácio da Alvorada, onde Bolsonaro estava. As investigações também apontam que militares envolvidos na trama para executar o triplo assassinato se reuniram para tratar do assunto na casa do general Braga Netto, ex-ministro e candidato a vice na chapa à reeleição de Bolsonaro.

Eu não posso ser responsabilizado. Lá na Presidência havia mais ou menos 3 mil pessoas. Se um cara bola um negócio qualquer, o que eu tenho a ver com isso? Se eu não tivesse tomado providências ao saber do que estava sendo planejado, aí tudo bem. Agora, discutir comigo um plano para matar alguém, isso nunca aconteceu”, disse Bolsonaro. “Eu jamais compactuaria com qualquer plano para dar um golpe. Quando falavam comigo, era sempre para usar o Estado de Sítio, algo constitucional, que dependeria do aval do Congresso”, acrescentou. 

Fantasma da conspiração

Conforme revelado por VEJA em junho passado, Bolsonaro não apenas tomou conhecimento como editou um “roteiro do golpe”, uma medida legal que seria adotada para garantir a sua permanência no poder mesmo com a derrota nas urnas. A iniciativa chegou a ser debatida com  comandantes militares da época, mas não avançou. O motivo disso ainda não está muito claro.

O ex-presidente jura que jamais pensou em golpe, mas sempre falou da necessidade de seu grupo estar preparado para um contragolpe. Em sua lógica peculiar, Bolsonaro argumentava que havia um conspiração em curso, unindo o PT e as cúpulas do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para evitar a sua reeleição e garantir a volta de Lula ao poder. Esses objetivos seriam alcançados por meio de uma atuação tendenciosa da Justiça Eleitoral e de uma eleição fraudulenta.

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Daí os ataques de Bolsonaro a Moraes, ao TSE e às urnas eletrônicas. Daí também o empenho do ex-presidente para encontrar uma prova de fraude na votação. O ex-presidente dava a entender que só acionaria mecanismos legais, como os descritos no “roteiro do golpe”, se a tal prova fosse de fato encontrada. Aí, sim, ele reagiria e daria o “contragolpe”.

Como se sabe, a evidência de fraude nunca apareceu. Já a PF encontrou minutas, colheu depoimentos e catalogou mensagens que levaram ao indiciamento de Bolsonaro e outras 36 pessoas sob suspeita de crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado e organização criminosa. De suposta vítima de conspiração, o capitão emerge, no relatório final da investigação, no papel de conspirador.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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