ACRE
Borboletas monarca serão adicionadas à lista de espécies ameaçadas nos EUA | Borboletas
PUBLICADO
2 anos atrásem
Associated Press
Os EUA pescam e Animais selvagens O Serviço anunciou na terça-feira uma decisão de estender as proteções federais às borboletas-monarca, após anos de alertas de ambientalistas de que as populações estão diminuindo e que o amado polinizador pode não sobreviver à crise climática.
As autoridades planejam adicionar a borboleta à lista de espécies ameaçadas até o final do próximo ano, após um extenso período de comentários públicos.
“A icônica borboleta-monarca é apreciada em toda a América do Norte, cativando crianças e adultos ao longo de seu fascinante ciclo de vida”, disse a diretora do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA, Martha Williams, em um comunicado à imprensa. “Apesar da sua fragilidade, é notavelmente resiliente, como muitas coisas na natureza quando lhes damos uma oportunidade. A ciência mostra que a monarca precisa dessa oportunidade, e esta listagem proposta convida e baseia-se na participação pública sem precedentes na definição dos esforços de conservação da monarca.”
A Lei de Espécies Ameaçadas oferece ampla proteção às espécies que o serviço de vida selvagem lista como ameaçadas ou em perigo. Segundo a lei, é ilegal importar, exportar, possuir, transportar ou matar uma espécie ameaçada de extinção. Uma listagem ameaçada permite exceções a essas proteções.
No caso do monarca, a listagem proposta proibiria geralmente qualquer pessoa de matar ou transportar a borboleta. As pessoas e os agricultores poderiam continuar a remover a serralha, uma importante fonte de alimento para as lagartas-monarca, dos seus jardins, quintais e campos, mas seriam proibidos de fazer alterações na terra que a tornassem permanentemente inutilizável para a espécie. Seriam permitidas mortes acidentais resultantes de colisões com veículos, as pessoas poderiam continuar a transportar menos de 250 monarcas e a usá-las para fins educacionais.
“Queremos que as pessoas continuem a criar lagartas e monarcas nas suas casas e a usá-las para a educação”, Lori Nordstrom, diretora regional assistente de serviços ecológicos para a região centro-oeste do serviço de vida selvagem.
A proposta também designaria 4.395 acres (1.779 hectares) em sete condados costeiros da Califórnia, para onde as monarcas a oeste das Montanhas Rochosas migram durante o inverno, como habitat crítico para a borboleta. A designação proibiria as agências federais de destruir ou modificar esse habitat. A designação não proíbe todo o desenvolvimento, mas os proprietários de terras que necessitam de uma licença ou autorização federal para um projecto teriam de trabalhar com o serviço de vida selvagem para mitigar os danos.
Foi um longo caminho até conseguir uma proposta formal do serviço de vida selvagem.
O Centro para a Diversidade Biológica solicitou à agência em 2014 que listasse o monarca como ameaçado. A agência lançou uma revisão do estatuto da borboleta no final de 2014, concluindo seis anos depois que a listagem era justificada, mas outras espécies tinham prioridade. O centro entrou com uma ação federal e ganhou um acordo em 2022 que exigia que o governo decidisse se listaria os monarcas até setembro de 2024. O governo garantiu uma prorrogação até dezembro.
Monarcas são encontrados em toda a América do Norte. Conhecidos por suas distintas asas laranja e pretas, eles são um símbolo dos dias ensolarados de verão. Mas os conservacionistas têm-se preocupado durante a última década com o facto de o número de monarcas estar a diminuir.
Os monarcas do leste dos Estados Unidos passam os invernos no México. Os monarcas a oeste das Montanhas Rochosas normalmente migram para a costa da Califórnia, onde seus aglomerados coloridos em bosques atraem amantes da natureza e turistas.
O World Wildlife Fund México, uma filial da organização global independente de preservação da vida selvagem, acompanha a migração das monarcas naquele país. O grupo divulgou dados em fevereiro que mostram que as espécies ocuparam apenas 2,2 acres (0,9 hectares) de seus bosques tradicionais de hibernação em 2023-24. Isso representa uma redução de 59% na área em relação ao ano anterior, quando a organização observou monarcas em 5,5 acres (2,2 hectares).
A Sociedade Xerces para Conservação de Invertebrados coleta dados de locais de hibernação ao longo da costa da Califórnia, norte da Baixa Califórnia e alguns locais do interior da Califórnia e do Arizona. O número de monarcas que os voluntários contaram durante novembro – o pico da temporada de migração, quando a maioria das borboletas está presente – caiu impressionantes 81% no último quarto de século, de 1.235.490 monarcas em 101 locais para apenas 233.394 em 257 locais no ano passado. .
Os ambientalistas dizem que as populações de monarcas estão a diminuir devido às temperaturas mais altas provocadas pela crise climática, pela expansão agrícola e pelos herbicidas que impediram o crescimento da serralha – a principal fonte de alimento das lagartas-monarca.
A Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias Selvagens Animais (CMS), que trabalha globalmente para conservar os animais migratórios através de tratados e acordos regionais, alertou que, à medida que o planeta aquece, a erva-leiteira pode deslocar-se em direção aos pólos para encontrar condições de crescimento mais propícias. Isso poderia forçar as monarcas a migrar distâncias mais longas, reduzindo o tempo gasto na reprodução.
As mudanças de temperatura provocadas pela crise climática também poderão causar estragos na migração das monarcas. As temperaturas mais altas podem atrasar ou impedir o regresso dos monarcas ao norte, de acordo com a convenção.
Os monarcas também precisam passar o inverno em florestas onde as temperaturas são frias o suficiente para desacelerar seu metabolismo, mas não tão frias a ponto de congelarem. Portanto, o CMS alertou que as mudanças de temperatura podem significar a ruína para os insetos.
Kristen Lundh, bióloga do serviço de vida selvagem, disse que a agência optou por propor listar as monarcas como ameaçadas em vez de em perigo porque não correm perigo imediato de extinção em toda ou em parte significativa da sua área de distribuição. Os monarcas a oeste das Montanhas Rochosas têm 95% de probabilidade de serem extintos até 2080, disse ela, mas a maior parte da população monarca dos EUA – 90% – pode ser encontrada a leste das Montanhas Rochosas e essa população enfrenta uma probabilidade de extinção de 57% a 74%. até então, ela disse.
O anúncio de terça-feira dá início a um período de comentários públicos de 90 dias. Em seguida, a agência de vida selvagem decidirá se irá ajustar a proposta, publicar a listagem ou abandonar o esforço. A agência tem até dezembro de 2025 para publicar a listagem caso ela avance.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
12 horas atrásem
14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
Relacionado
ACRE
Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
5 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
Relacionado
ACRE
Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
6 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
ACRE6 dias agoUfac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
ACRE5 dias agoAlunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
ACRE12 horas agoUfac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login