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Brasil busca consolidar avanços no G20 – 17/11/2024 – Mundo

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Nathalia Garcia, Renato Machado

O Brasil chega para o seu evento final na presidência do G20, na cúpula de chefes de Estado, com o objetivo de consolidar a agenda trabalhada durante quase um ano de eventos em diversas partes do país para tentar imprimir sua própria marca no bloco.

Nesse período, além de avanços, também enfrentou percalços, com a resistência dos países a algumas das iniciativas propostas, com a divisão mundial sobre questões geopolíticas —em particular as guerras na Ucrânia e em Gaza— e com a contestação da equipe do argentino Javier Milei em temas progressistas.

O Rio de Janeiro sedia nesta segunda (18) e terça (19) a cúpula de chefes de Estado do G20, bloco que reúne as maiores economias do mundo, mais a União Europeia e a União Africana. Contando membros e convidados, serão 55 representantes de países ou organizações internacionais nos dois dias de eventos.

O evento vai encerrar os 12 meses de presidência brasileira, período no qual foram realizadas 24 reuniões de nível ministerial e outras 110 de nível técnico. Grande parte desses encontros foram levados por ministros do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para seus redutos eleitorais, como uma forma de conseguir dividendos políticos.

Ao longo do ano, o Brasil buscou impedir que temas polêmicos de geopolítica, em particular as guerra na Ucrânia e na Faixa de Gaza, contaminassem as discussões nos grupos temáticos.

A preocupação foi reforçada após as duas primeiras reuniões de grande importância, a de chanceleres, no Rio, e a dos ministros de Finanças e Bancos Centrais, em São Paulo, terminarem sem declaração conjunta, pela ausência de consenso entre os participantes.

Depois disso, o Brasil traçou uma estratégia e obteve êxito, ao isolar as questões geopolíticas em um texto à parte dos comunicados das áreas específicas.

Em um balanço feito à Folha ao término das negociações do grupo de trabalho de Comércio e Sustentabilidade, a secretária de Comércio Exterior do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Tatiana Prazeres, avaliou como positivo o resultado alcançado no G20 diante de um contexto internacional “muito desafiador”, marcado por tensões geopolíticas, fragmentação e proliferação de barreiras comerciais.

Em outubro, os ministros de Comércio do G20 chegaram a um documento consensual que contém nove princípios genéricos que buscam orientar a formulação e a implementação de medidas. No texto, os líderes falam em uma lista voluntária, “não vinculante” e “não exaustiva” como resultado das discussões de um grupo marcado por divergências.

“Hoje, cada vez menos, você consegue contar com aquilo que já foi objeto de consenso para construir novos consensos. Até mesmo compromissos contidos em acordos internacionais”, afirma.

Para a chefe da Secex, isso traz à tona um cenário de mais instabilidade e mais imprevisibilidade. “Estamos em uma era de consensos mínimos”, diz.

Segundo Prazeres, deve-se discutir como buscar formas de expandir esse consenso mínimo para ampliar segurança jurídica, previsibilidade, mas também fazer com que o comércio seja de fato um catalisador de crescimento global.

No geral, as declarações têm peso simbólico e apontam determinados objetivos comuns que as principais economias do mundo concordam em perseguir.

Os documentos produzidos pelo grupo de trabalho servirão de subsídio para a declaração final de líderes, que vem esbarrando na ofensiva da Argentinasob orientação do ultraliberal Javier Milei— contra temas como a taxação de super-ricos, gênero e a agenda 2030 das Nações Unidas.

Em outubro, no grupo de trabalho de empoderamento de mulheres, a Argentina bloqueou a declaração conjunta dos ministros. Coube ao Brasil, como presidente, fazer um comunicado com os pontos acordados.

Outro tema que pode atrapalhar as negociações é o anúncio feito pelo presidente Joe Biden, neste domingo (17), de que os EUA permitirão que a Ucrânia use armas fornecidas por Washington para atacar o território russo, o que pode marcar uma reviravolta no conflito em curso no Leste Europeu.

O governo Lula estabeleceu três prioridades principais para a presidência brasileira do G20: inclusão social e luta contra a fome e a pobreza, reforma da governança global e transição energética e desenvolvimento sustentável.

Houve um esforço para que os três temas estivessem presentes nas discussões e comunicados oficiais de praticamente todas as reuniões ministeriais. O Brasil foi bem-sucedido na maior parte dos casos, mas enfrentou resistências em outros.

O país buscou, por exemplo, incluir sem sucesso uma nota conceitual relacionada à corrupção e suas conexões com o desenvolvimento sustentável no comunicado final da reunião do grupo ministerial anticorrupção do bloco.

Além de avançar nos temas elencados como prioridades, o Brasil ainda busca deixar duas contribuições mais permanentes de sua presidência. Uma delas é a Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, iniciativa que busca angariar a adesão de outros países, em particular dos mais ricos.

A outra é a instituição do G20 Social, com a sociedade civil podendo participar de debates e reunir suas propostas para serem entregues aos líderes dos países. A África do Sul, que vai suceder o Brasil na presidência, se comprometeu a mantê-lo.

Mas a preservação dessa iniciativa para além da presidência sul-africana está ameaçada. Em 2026, a coordenação dos trabalhos do G20 caberá aos Estados Unidos, governados por Donald Trump.

O professor de relações internacionais Antônio Jorge Ramalho, da UnB (Universidade de Brasília), cita que o Brasil se destacou por ter preservado parte da agenda construída sob a presidência da Índia “conferindo-lhe foco e agregando legitimidade, ao incluir a sociedade civil no processo decisório”.

“Os avanços no âmbito da Aliança Global Contra a Fome são muito significativos, por definirem agenda clara e coerente com os ODS [Objetivos de Desenvolvimento Sustentável]. Os avanços no campo financeiro são ainda mais relevantes em termos de construção da governança global nesse setor”, completa.

O professor de política internacional Guilherme Casarões, da FGV (Fundação Getulio Vargas), afirma que o Brasil conseguiu colocar o G20 no centro de suas preocupações em política externa, assim como a Índia havia feito na presidência anterior.

“O governo Lula entende que um G20 construtivo, com contribuições substanciais para o futuro, é um legado importante que o Brasil pode deixar”, afirma ele, citando que o governo sinaliza estar focado nos “consensos possíveis”.

“Não se trata de usar o G20 para endereçar todos os grandes problemas do mundo, mas de transformá-lo numa plataforma para a construção de acordos mínimos que permitam o fortalecimento do multilateralismo em áreas relevantes para os países em desenvolvimento e ao planeta em geral, além de uma reforma abrangente da própria governança global”.



Leia Mais: Folha

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Ufac propõe criação do curso de Psicologia no campus Floresta — Universidade Federal do Acre

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O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com o secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Marcus Vinícius David, e a equipe da Secretaria de Educação Superior (Sesu), nessa terça-feira, 25, em Brasília. A pauta foi a formalização da proposta de criação do curso de Psicologia no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A expectativa da universidade é de que o curso possa ser ofertado a partir de 2027.

O reitor destacou que o Vale do Juruá não dispõe de formação superior com esse perfil e que profissionais que atuam na região muitas vezes vêm de Rio Branco ou de outros Estados. A avaliação da gestão é de que existe demanda por psicólogos tanto no atendimento pelo Sistema Único de Saúde quanto no setor privado.

A criação do curso integra as possibilidades do Programa Universidades Transformadoras e, de acordo com o reitor, foi uma das demandas apontadas durante o processo eleitoral da atual gestão “Seria uma oportunidade para os filhos, os jovens que estão saindo do ensino médio, que têm o sonho de caminhar nessa área da saúde e se formar em Psicologia”, pontuou Josimar.

Na agenda com o MEC, também foram apresentadas outras demandas da universidade. O reitor convidou formalmente Marcus Vinícius David para conhecer o campus Floresta e visitar obras da Ufac vinculadas ao Programa de Aceleração do Crescimento no campus Fronteira, em Brasileia.

Nesta quarta-feira, 26, Josimar também participou da 188ª Reunião Extraordinária do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), realizada na sede da entidade, em Brasília. A participação integrou a agenda institucional da Ufac na capital federal.



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Atletas que participarão dos Jubs em GO recebem bandeira da Ufac — Universidade Federal do Acre

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O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, entregou a bandeira institucional aos atletas que participarão dos Jogos Universitários Brasileiros (Jubs), que ocorrem de domingo, 23, a 5 de setembro, em Goiânia e Trindade (GO), com organização da Confederação Brasileira do Desporto Universitário. A entrega ocorreu nessa quinta-feira, 20, no hall da Reitoria, campus-sede.

“As oportunidades nascem a partir do momento em que dialogamos e temos compromisso. Quero transmitir a toda a equipe o nosso empenho de trabalhar o fortalecimento do esporte”, disse Josimar. “Eu estou neste momento como reitor por vocês, estudantes, e é com vocês que eu quero honrar esse compromisso todos os dias da minha vida, com o sentimento de união e diálogo.”

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Também participaram do ato o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; e o diretor de Arte, Cultura e Integração Comunitária, Givanildo Pereira Ortega.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Participe da Autoavaliação do Curso de ciências contábeis — Universidade Federal do Acre

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QRCODE - Autoavaliação

 

Olá, estudante!

Este instrumento foi elaborado com o objetivo de ouvir você e conhecer a sua percepção sobre o Curso de Ciências Contábeis. Sua participação é muito importante para que possamos identificar os pontos positivos, as dificuldades e as principais demandas dos estudantes, contribuindo para o processo de avaliação e melhoria contínua do curso.

O questionário aborda diferentes aspectos da sua experiência acadêmica, como disciplinas e organização curricular, metodologias de ensino, atuação dos professores, infraestrutura, biblioteca, laboratórios, acessibilidade, apoio aos estudantes, estágio, pesquisa, extensão, monitoria, iniciação científica, eventos e comunicação com a Coordenação.

As respostas serão utilizadas de forma responsável e, preferencialmente, de maneira agregada, com a finalidade de subsidiar ações e decisões voltadas ao aprimoramento da qualidade do curso e da formação acadêmica e profissional dos estudantes.

🗣️ Este é um espaço para você ser ouvido! Por isso, responda com sinceridade, apresentando sua percepção, críticas, sugestões e demandas. Não existem respostas certas ou erradas: o mais importante é que sua opinião represente verdadeiramente a sua experiência como estudante.

Agradecemos sua participação e contribuição para a construção de um Curso de Ciências Contábeis cada vez melhor, mais inclusivo, acolhedor e alinhado às necessidades dos estudantes e às demandas da sociedade e do mercado profissional.

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