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Brasil comemora aniversário do ataque de 8 de janeiro à sua capital | Notícias de Jair Bolsonaro

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O presidente Lula compareceu ao evento para denunciar o ‘golpe’ contra ele, liderado por apoiadores de seu antecessor Jair Bolsonaro.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, marcou o segundo aniversário de um ataque a prédios do governo com uma celebração na praça onde ocorreu a violência.

Na quarta-feira, Lula – que passou por uma cirurgia no mês passado para tratar um sangramento no cérebro – apareceu na Praça dos Três Poderes, na capital Brasília, para denunciar os tumultos de 8 de janeiro de 2023ao qual ele comparou de repente contra sua presidência.

Ele também aproveitou a ocasião para projetar desafio após o ataque, que viu milhares de manifestantes invadirem o palácio presidencial, o edifício do Supremo Tribunal e o Congresso.

“Hoje é o dia de dizer em alto e bom som: ainda estamos aqui”, disse Lula aos seus apoiadores.

“Estamos aqui para dizer que estamos vivos e que a democracia está viva, ao contrário do que os golpistas de 8 de janeiro de 2023 planejaram.”

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, participa de cerimônia que marca o segundo aniversário do ataque de 8 de janeiro em Brasília, Brasil, na quarta-feira (Andressa Anholete/Reuters)

O ataque de 8 de janeiro ocorreu apenas sete dias depois de Lula, um líder de esquerda, ter sido empossado para um terceiro mandato não consecutivo.

Lula não estava no palácio presidencial naquele momento, nem o Congresso brasileiro estava em sessão. Mas o ataque causou danos de milhões de dólares e dezenas de agentes da lei e manifestantes ficaram feridos.

Muitos dos manifestantes tentaram estimular um levante militar contra a presidência de Lula.

A eleição de Lula foi estreita: ele entrou no segundo turno contra o atual presidente Jair Bolsonaro em outubro de 2022 e saiu vitorioso por uma das margens mais apertadas da história brasileira. Pouco mais de 2,1 milhões de votos separaram os dois candidatos.

Mas Bolsonaro, de extrema-direita, já tinha espalhado falsas alegações, muito antes das eleições, de que o sistema de votação electrónica do Brasil era vulnerável a fraudes, e recusou-se a reconhecer publicamente a derrota após a votação.

Isso estimulou protestos generalizados, com apoiadores de Bolsonaro bloqueando rodovias e atacando sede da polícia em Brasília. UM ameaça de bomba na capital foi até noticiado antes da inauguração.

Lula participa de cerimônia de restauração de obras de arte quebradas em prédios do governo em 8 de janeiro de 2025
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, participa de cerimônia que marca o segundo aniversário do ataque de 8 de janeiro em Brasília, que devastou propriedades do governo (Andressa Anholete/Reuters)

Bolsonaro deixou o país para Flórida antes de Lula assumir o poder. Desde então, ele retornou ao país, onde enfrenta vários processos judiciais e investigações.

Alguns dizem respeito ao seu papel na disseminação de desinformação sobre as eleições, bem como à sua ligação ao ataque de 8 de janeiro de 2023.

Em junho de 2023, o tribunal eleitoral do Brasil decidiu que Bolsonaro não poderia concorrer novamente até 2030como punição por usar recursos governamentais para semear desconfiança no sistema de votação.

E em novembro de 2024, a Polícia Federal oficialmente acusado Bolsonaro e 36 aliados conspiram para anular os resultados das eleições de 2022. O procurador-geral Paulo Gonet ainda não decidiu se acusará formalmente o ex-presidente.

Outras investigações investigaram se Bolsonaro desviou dinheiro jóias da Arábia Saudita enquanto estava no cargo, ou espalhar desinformação durante o Pandemia do covid-19.

Ainda assim, na quarta-feira, Bolsonaro afirmou nas redes sociais que o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, o havia convidado para ir a Washington, DC, para sua posse em 20 de janeiro.

“Meu advogado, doutor Paulo Bueno, já encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes um pedido para que eu receba meu passaporte de volta para poder participar deste honroso e importante evento histórico”, Bolsonaro escreveu.

Seu passaporte foi confiscado em meio às investigações em andamento.



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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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