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Brasil sela US$ 23 bilhões de mineradoras por rompimento de barragem – DW – 25/10/2024

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Mineração gigantes BHP e Vale assinaram na sexta-feira acordo com do Brasil governo pagará quase 132 mil milhões de reais (23 mil milhões de dólares, 21,3 mil milhões de euros) em danos por um Colapso da barragem em 2015 que desencadeou um dos piores desastres ambientais do país.

O desmoronamento, numa mina de minério de ferro na cidade de Mariana, no sudeste, desencadeou um gigantesco deslizamento de terra que matou 19 pessoas, deixou centenas de desabrigados e poluiu toda a extensão do rio Doce.

A mina pertencia à Samarco, uma joint venture entre a Vale e BHP.

O que há no acordo?

Dos 132 mil milhões de reais que os dois gigantes mineiros concordaram em pagar, 100 mil milhões representam “novos recursos” que devem ser pagos às autoridades brasileiras ao longo de 20 anos.

A primeira parcela de 5 bilhões vence em 30 dias.

Os outros 32 mil milhões de reais serão atribuídos como compensação e custos de reassentamento para cerca de 300 mil pessoas afectadas. Acredita-se que o número total de pessoas afetadas pelo desastre seja muito maior.

O procurador-geral do governo, Jorge Messias, disse que o dinheiro permitiria às autoridades locais fazer pagamentos às famílias atingidas pela tragédia e liquidar contas de reparações ambientais.

As duas empresas já haviam concordado em 2016 em pagar cerca de um décimo do valor acordado na sexta-feira em danos, mas as negociações foram reabertas há três anos devido a acusações do governo brasileiro de não cumprimento.

Mais de uma centena de ações judiciais foram movidas contra as empresas mineiras devido ao desastre, incluindo uma que foi ouvida esta semana, onde a BHP está a contestar a responsabilidade no Supremo Tribunal de Londres.

Mais de 620 mil queixosos, incluindo 46 municípios brasileiros e várias comunidades indígenas, pedem uma indemnização estimada em 36 mil milhões de libras (47 mil milhões de dólares, 43,2 mil milhões de euros). A BHP nega responsabilidade.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, participa da cerimônia de assinatura de um acordo de compensação relacionado ao rompimento da barragem de Mariana em 2015, no Palácio do Planalto, em Brasília, Brasil, em 25 de outubro de 2024
Lula recebeu aplausos do público por suas críticas às mineradorasImagem: Mateus Bonomi/Anadolu/imagem aliança

Que desastre foi causado pelo rompimento da barragem?

O colapso causou o lançamento de uma imensa quantidade de resíduos tóxicos de mineração em um importante rio no sudeste do estado de Minas Gerais, que devastou aldeias inteiras.

A lama foi suficiente para encher 13 mil piscinas olímpicas, que poluíram o Rio Doce por 420 milhas até o Oceano Atlântico, ao mesmo tempo que inundou florestas tropicais e cursos de água em dois estados vizinhos.

Cientistas dizem que a foz do Doce e partes da costa sudeste do Atlântico ainda estão contaminadas com metais do vazamento, afetando a população de peixes, pássaros, tartarugas, botos e baleias da região.

Desastre ‘poderia ter sido evitado’, diz Lula

Presidente brasileiro Luiz Inacio Lula da Silvaque assistiu à assinatura do acordo na capital, Brasília, declarou que se tratava do maior pagamento ambiental da história moderna.

Estamos consertando um desastre que poderia ter sido evitado, mas não foi”, disse Lula em um salão do palácio presidencial, antes de acusar as mineradoras de buscarem o lucro em detrimento da segurança.

“Espero que as mineradoras tenham aprendido a lição: teria custado menos para elas prevenir (o desastre), muito menos”, disse Lula na cerimônia que contou com a presença de representantes das duas mineradoras.

mm/lo (AFP, AP, Reuters)



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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