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BSW enfrenta dura luta na primeira campanha do Bundestag – DW – 12/01/2025

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O novo Aliança Sahra Wagenknecht (BSW) está finalizando a sua plataforma de campanha na conferência do partido no domingo em Bonn. Fundado com muito alarde na mídia em janeiro de 2024, o partido teve uma sequência de vitórias significativa em seu primeiro ano.

Fundada pelo ex-líder do partido socialista Partido de esquerda e também composto principalmente por ex-membros, o BSW alcançou resultados de dois dígitos em três eleições estaduais. Nos estados orientais de Brandemburgo e Turíngia, o partido já é parceiro de coligação nos governos provinciais.

Agora, o BSW pretende entrar no Bundestag na votação geral eleição marcada para 23 de fevereiro de 2025para o qual precisará obter pelo menos 5% dos votos. Esta é uma tarefa difícil, pois será difícil encontrar candidatos suficientes entre apenas 1.000 membros do partido, resultado do escrutínio rigoroso aplicado às pessoas que querem aderir à aliança.

Atualmente, 10 legisladores representam o BSW no Bundestag, a câmara baixa do parlamento alemão. Todos conquistaram seus assentos em 2021 como candidatos pelo partido de Esquerda. Em 2025, eles concorrem ao BSW. De acordo com a última sondagem na Alemanha, o partido tem cerca de 5%.

Ucrânia e refugiados

Deve Wagenknecht e a sua aliança conseguirem chegar ao Bundestag – os partidos na Alemanha devem garantir pelo menos 5% dos votos para entrar no parlamento federal – provavelmente seria como um partido de oposição. O principal obstáculo à construção de uma coligação a nível nacional é a posição do BSW sobre o apoio à Ucrânia na defesa contra A invasão da Rússia . O BSW apela ao fim das entregas de armas alemãs à Ucrânia, uma posição inaceitável para os potenciais partidos governantes: o centro-direita Democratas-Cristãos (CDU) e União Social Cristã (CSU)centro-esquerda Sociais Democratas (SPD) e Verdes. Tal como todos os outros partidos fizeram, o BSW descartou a possibilidade de formar uma coligação com a extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD).

O BSW e Partido de esquerda têm muita sobreposição na política económica e social. No entanto, discordam fundamentalmente sobre a política de asilo. O partido de Esquerda não procura mais restrições à imigraçãoenquanto o BSW defende mais dissuasão para impedir que pessoas deslocadas cheguem à Alemanha em grande número.

O BSW e a Esquerda opõem-se ao forte apoio militar à Ucrânia e Israel e são céticos em relação OTAN.

Extrema esquerda? Extrema direita? O que é o BSW da Alemanha?

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A autoconfiança de Sahra Wagenknecht

Tanto o partido Esquerda como o BSW alertam que a Alemanha poderá ser arrastada para uma guerra. “Precisamos de um governo alemão que faça tudo o que estiver ao seu alcance para reduzir esta ameaça”, afirma Wagenknecht em eventos de campanha.

A mulher de 55 anos é presença constante em talk shows políticos na TV na Alemanha e está firmemente convencida de que conseguirá chegar ao Bundestag. “Na melhor das hipóteses, temos até a oportunidade de ajudar a moldar um governo”, disse Wagenknecht.

Um economista que foi criado em um país governado pelos comunistas Alemanha OrientalWagenknecht descreve o seu partido como alguém que rompeu com os moldes das classificações políticas tradicionais. Ela acredita que as pessoas nem sabem o que significam rótulos como “esquerda” e “direita”.

Ela também argumentou contra o bloqueio da AfD. Em 2023, ela disse que era errado ridicularizar todos os apoiadores da AfD como “Nazistas.” “Eles são simplesmente pessoas conservadoras que costumavam estar na CDU”, disse ela naquela época.

Este artigo foi escrito originalmente em alemão.

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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